Depois de duas temporadas de sucesso, a série documental gastronómica Chef’s Table regressa à Netflix no próximo mês.

Com produção executiva e realização de David Gelb, Chef’s Table destaca-se pela qualidade cinematográfica singular, aliada a uma visão intimista da vida, dentro e fora da cozinha, dos melhores chefs do mundo. A terceira temporada, à semelhança das anteriores, será constituída por seis episódios.

Os protagonistas desta edição são Jeong Kwan, Baekyasa Temple (Coreia do Sul), Vladimir Muhkin, White Rabbit (Moscovo, Rússia), Tim Raue, Restaurant Tim Raue (Berlim, Alemanha), Virgilio Martinez, Central (Lima, Perú), Ivan Orkin, Ivan Ramen (Nova Iorque, E.U.A.), Nancy Silverton e Osteria Mozza (Los Angeles, E.U.A.).

Pela primeira vez a série quebrará a restrição a chefs galardoados com estrelas Michelin, alargando horizontes. A exceção é Jeong Kwan, um chef budista. O primeiro episódio decorrerá, por isso, na Coreia do Sul.

Chef's Table

São notáveis, em todos os episódios, as rejeições da tendência simplista e do caráter competitivo tradicionalmente associados ao género. Nesta série a típica figura do apresentador, característica de programas de culinária, está ausente. Por oposição, são os próprios chefs que contam as suas histórias, na primeira pessoa. Desde os êxitos, aos receios, passando pelos momentos mais desafiantes da carreira. O talento é a palavra-chave desta produção.

Chef’s Table, série original da Netflix, é mais um ótimo exemplo da forte aposta em conteúdo de qualidade. Foi precisamente a excecional qualidade cinematográfica da série que valeu a Gelb o prémio James Beard por Excelência Técnica e Visual.

Em entrevista ao Eater, David Gelb afirmou que “o mais difícil é escolher os chefs”.
Escolher chefs que se encontrem no topo absoluto do seu campo, que sejam contadores de histórias dinâmicos, que tenham interessantes histórias de vida”acrescentou.