A 12.ª e última temporada de Bones – em português, Ossos – continua a todo o vapor, trazendo-nos esta semana um episódio dedicado à inteligência artificial e balança os perigos e benefícios que esta pode trazer para a espécie humana. O novo episódio, intitulado The Brain in the Bot, estreou no canal FOX no dia 10 de janeiro.

A vítima desta semana é Ian Goldberg, o chefe da empresa Social Cybernetics, dedicada a criar robôs providos de inteligência, que têm como principal tarefa ajudar crianças com autismo. O corpo de Ian foi encontrado no meio do mato, com vários danos no crânio e no pescoço, e pendurado no meio de uma árvore.

A primeira suspeita parece recair sobre outros membros da empresa, nomeadamente a sócia de Ian, que apresenta fraturas na mão direita, podendo ser um sinal de luta com a vítima. Contudo, como já é costume, este é só o início da lista de suspeitos.

O destaque desta semana vai para AMI, a robô criada pela empresa de Ian e que, por algum motivo, parece estar metida ao barulho. Brennan (Emily Deschanel) e Booth (David Boreanaz) descobrem que a memória do robô foi apagada no dia do crime, confissão que a própria máquina faz antes de se desligar por completo. Os poucos minutos que esta máquina teve na série foram adoráveis, pois ela simplesmente falava a verdade de forma radical e hilariante relativamente às coisas que via.

No meio da confusão, somos prendados com duas grandes novidades! Angela (Michaela Conlin) recebeu um prémio McArthur, que é basicamente uma das maiores honras que um cientista pode receber, e Daisy (Carla Gallo) terminou o seu doutoramento, candidatando-se agora para a posição de antropóloga forense noutro laboratório. Brennan, por alguma razão, parece ter ciúmes destas duas situações, mas lá no fundo ela também nunca foi pessoa de parabenizar imediatamente as conquistas dos outros.

Outro destaque da semana é que Brennan está a celebrar o seu 40.º aniversário! Quem diria?! Ela decide dar uma “festa surpresa invertida”, ou seja, em vez de serem os amigos a criarem a surpresa, é ela a organizar a festa. Só alguém com poucas capacidades sociais como ela poderia ter uma ideia destas. Enfim, a ocasião é motivo para testemunharmos o regresso do seu pai, Max (Ryan O’Neal).

De volta ao caso, a equipa descobre que Ian planeava vender o seu software a um par de criadores de bonecas sexuais. Ou seja, as bonecas seriam dotadas de inteligência e tornar-se-iam assustadoramente reais. O verdadeiro culpado acaba por ser um desses homens, que revela ter tomado drogas com Ian no meio da floresta em jeito de celebração da parceria, e confessa tê-lo morto por estar completamente intoxicado.

É chegado o final do episódio e a noite da festa de Brennan. Todos os protagonistas se reúnem e a aniversariante apresenta três bolos: um para si, outro para Angela e o último para Daisy. Aparentemente, foi ela própria que recomendou as duas amigas para os prémios que elas receberam. O meu coração simplesmente caiu ao chão.

É nestes pequenos momentos que percebemos o quanto as personagens cresceram ao longo da série. Há uns anos atrás, Brennan ficaria genuinamente com ciúmes das conquistas dos outros. Hoje em dia, ela deixa as suas barreiras emocionais caírem e contribui para a felicidade dos amigos com o maior dos sorrisos na cara.

Claro que, no meio de tudo isto, uma notícia boa traz sempre uma má atrás. No meio da festa, Max deixa cair uma pulseira de hospital e parece ficar nervoso relativamente ao assunto. Ou muito me engano ou o pai da protagonista carrega consigo alguma doença grave, o que significa que ainda teremos umas quantas lágrimas a derramar antes da série acabar.

NOTA: 9/10