A série Bones – em português, Ossos -, exibida na FOX, está finalmente de volta, com a sua 12ª e última temporada. O novo episódio, intitulado The Hope in the Horror, estreou no dia 3 de janeiro, e trouxe consigo o regresso de Zack (Eric Millegan) e uma das horas mais alucinantes que a série alguma vez criou.

Regressemos um pouco atrás no tempo. No final da última temporada, assistimos à chegada de um novo serial killer, que tratava as suas vítimas como marionetas e parecia estar atrás da equipa do Instituo Jeffersonian. No final, Brennan (Emily Deschanel) é raptada e o inimigo revela ser, nada mais nada menos, que o próprio Zack.

Zack fizera parte do elenco principal durante as três primeiras temporadas da série, enquanto estagiário no Jeffersonian. Eventualmente, a equipa descobre que Zack ajudara um serial killer canibalista de nome Gormogan e é então colocado numa ala psiquiátrica, condenado a passar lá o resto dos seus dias.

O novo episódio retoma a história exatamente onde ela foi deixada. Zack proclama a sua inocência relativamente ao caso do canibalista, tentando proteger Brennan, até que Booth (David Boreanaz) os encontra num esconderijo na cave do Jeffersonian. Sim, Booth continua o mesmo herói salvador de sempre. Nada de novo.

As provas contra Zack parecem acumular-se a cada minuto, inclusive quando Brennan e Wendell (Michael Grant Terry) encontram uma nova vítima na dita cave do laboratório. Esta vítima parece ter morrido há cerca de vinte anos, nos seus anos de adolescente, apresentando apenas a parte superior do seu esqueleto.

No meio de toda a confusão, assistimos ao regresso de Karen (Sara Rue), a psicóloga de comportamento que já é uma veterana da série. O seu regresso, contudo, é suspeito, já que ela tinha sido transferida para outro estado do país. Somos também apresentados ao Dr. Roshan (Ravi Kapoor), o diretor do instituto psiquiátrico no qual Zack estava internado.

Embora o caso avance a um ritmo frenético e contagiante, somos também prendados com momentos de reflexão, nos quais percebemos as diferentes atitudes que os protagonistas adotam perante Zack. Booth está claramente convencido que ele é culpado. Angela (Michaela Conlin) e Saroyan (Tamara Taylor) tentam manter a esperança, embora esta pareça estar por um fio.

A verdadeira surpresa, contudo, surge com Hodgins (T.J. Thyne). Embora este acredite na culpa de Zack, eventualmente descobre que ele escapou da ala psiquiátrica e ajudou o seu terapeuta a desenvolver o protocolo que permitiu a Hodgins voltar a ganhar sensibilidade nas suas pernas. A isto é que eu chamo uma verdadeira amizade e confesso que verti uma lágrima.

Brennan analisa a nova vítima e descobre que ele/a era parte de uma dupla de gémeos siameses. O novo assassino, ao perder o seu irmão/irmã, deve então ter adotado uma personalidade dupla e começado a cometer uma série de homicídios. A primeira suspeita cai sobre Karen, já que ela surgiu inesperadamente em cena, mas tal não dura muito tempo.

O culpado é, na verdade, o Dr. Roshan. Quando Zack volta voluntariamente para a ala psiquiátrica, Roshan tenta envenená-lo de modo a silenciá-lo. Zack, contudo, começa a resistir-lhe, vendo-se incapaz de matar Roshan, até que Booth aparece para salvar o dia e dispara um tiro no peito do vilão.

Zack fica então novamente internado, pedindo a toda a gente que voltem a investigar o caso de modo a provar a sua inocência. Contudo, as boas notícias não duram muito tempo, já que Hodgins eventualmente descobre que o protocolo parece não ter dado resultado e é quase impossível que ele volte a andar um dia.

Este episódio foi a estreia de Emily Deschanel enquanto diretora e não há palavras que descrevam o seu trabalho fenomenal. Emily, ao estar na série desde o início, já conhece as personagens e as dinâmicas que estas mantêm umas com as outras. Esta hora mostrou um equilíbrio perfeito entre ação, mistério e nostalgia, servindo como o palco perfeito para uma temporada que promete acabar a série em grande.

NOTA: 10/10