A TVI voltou a juntar-se à Plural Entertainment e, na terça-feira, apresentaram o seu mais recente projeto. Ouro Verde reúne um elenco de luxo e terá como cenários Portugal e o Brasil. A telenovela será protagonizada por Diogo MorgadoJoana de Verona e Ana Sofia Martins.

O evento de antevisão aconteceu no Salão Nobre da Pousada de Lisboa, e nele marcaram presença grande parte do elenco e vários elementos da equipa técnica. A nova novela da estação privada estreia no dia 8 de janeiro.

Ouro Verde marca o regresso de Diogo Morgado à TVI. Depois de mais de uma década desde o seu último trabalho no canal, e após vários sucessos internacionais, o ator dá vida à personagem central da narrativa.

A estrutura da novela divide-se em dois tempos”, explicou. “Um presente e um passado separados por 15 anos.” É durante esse período que a sua personagem concebe um plano de vingança. Morgado separa-se em duas personalidades: de um lado é Zé Maria e do outro é Jorge Monforte.

Uma história de amor e vingança

Zé Maria Magalhães é filho do diretor financeiro do Banco Brandão & Fonseca. O banqueiro é usado como bode expiatório quando rebenta um escândalo que envolve a instituição num esquema de fraude e desvio de dinheiro. Face à intimidação, o banqueiro insurge-se contra a administração e ameaça relevar a verdade sobre a corrupção no banco.

Para o silenciar, um assassino contratado é enviado para forjar o seu suicídio. Mas o plano fracassa e o homem acaba por vitimar toda a família, à exceção de Zé Maria. O sobrevivente entende que corre perigo e decide fugir para o Brasil. É lá que se mascara com uma nova identidade: Jorge Monforte, o multimilionário empenhado em acertar contas com o passado.

Ouro Verde

Diogo Morgado contracena com a atriz brasileira Zezé Motta.

O tema da vingança é um traço essencial noutra produção da Plural para a TVI, A Impostora. Questionado sobre se foi consciente a decisão da estação privada de transmitir duas obras de ficção com o tema da retaliação, José Eduardo Moniz desconsiderou e afirmou que a narrativa “é muito mais do que uma história de vingança.

A novela é igualmente o relato de um grande amor. Joana de Verona chegou atrasada ao evento e referiu a exigência da sua personagem. A atriz, que partiu para o Brasil em novembro, indicou que o seu protagonismo implica a gravação de muitas cenas e o empenho durante largas jornadas de trabalho. “Por isso é que cheguei a esta hora”, brincou.

Verona é Bia, o interesse amoroso de Zé Maria. Ambientalista e trabalhadora, Bia “trabalha muito de forma a não pensar naquele grande amor.” Acrescentou ainda que Ouro Verde, embora não seja o seu primeiro trabalho no Rio de Janeiro, foi a primeira vez que filmou no coração da floresta amazónica.

Uma ficção global

Nas apostas recentes do canal de Queluz, A Impostora foi gravada em Moçambique. África, mais concretamente Angola, foi também pano de fundo da história de A Única Mulher. A produção TVI/Plural está na sua última semana de transmissão e será recordada como a primeira novela do canal a ser exibida na América Latina.

A internacionalização é a aspiração também para Ouro Verde, segundo Bruno Santos. “Queremos que esta novela seja, ao mesmo tempo, uma novela global e uma novela muito próxima das pessoas”, afirmou o diretor de programação.

Sem menosprezar os atores nacionais, referiu o sucesso do elenco estrangeiro: “Pela primeira vez temos um elenco muito extenso de brasileiros” e considerou que o projeto possa ter o maior elenco brasileiro de sempre numa novela da TVI. Nele destacam-se atores de renome da ficção brasileira: como Sílvia Pfeifer, Zezé Motta e Adriano Toloza.

Santos anunciou ainda que a intenção do canal é de “estrear diversos géneros de televisão” no novo ano, e listou Onde está Elisa? e a nova temporada de Inspetor Max como exemplos.

Lembra: ‘Inspector Max’ com nova temporada em 2017

Esta novela é o primeiro grande produto que está pensado de forma diferente”, começou Luís Cunha Velho. O administrador da Plural disse que, embora não tenha sido a primeira vez que a produtora filmou no Brasil, se estrearam no Rio de Janeiro e foram também inéditas as gravações na Amazónia.

Maria João Costa, a autora de Ouro Verde, falou da “novela atrás da novela” e lembrou o seu caminho até àquele momento. A ex-editora executiva da Leya no Brasil começou por dizer que a ideia esteve em desenvolvimento durante dois anos. “Mas, no fundo, esta ideia de fazer uma novela começou há seis anos”, reformulou.

Ouro Verde foi a primeira novela escrita pela argumentista. “Agradeço a todos a confiança que depositaram em mim”, confessou. O obrigado foi estendido a toda a sua equipa, pela ajuda na criação de “novas camadas” e “novas vidas” para as personagens.

É uma novela de gente real”, prosseguiu. “Tentei que a novela fosse mais que entretenimento puro”, disse e acrescentou que o formato “também pode fazer pensar.” O enredo incidirá sobre questões como a corrupção financeira, a transexualidade e o cancro infantil. “Gostava que esta novela nos fizesse pensar sobre algumas coisas”, terminou.

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