Keymochi é um teclado para dispositivos móveis que se evidencia pela sua capacidade de perceber o humor de quem tecla. Foi desenvolvido recentemente por alunos do campus Cornell Tech, da universidade norte-americana de Cornwell.

Criado por Hsiao-Ching LinHuai-Che LuClaire Opila, Keymochi é um teclado muito diferente daqueles que existem nas lojas de aplicações. Baseando-se na forma como escrevemos, este teclado inovador descodifica as nossas emoções.

Criadores do Keymochi: Claire Opila, Hsiao-Ching Lin e Huai-Che Lu, respetivamente.

Com uma precisão de 82%, Keymochi possui um mecanismo de descodificação inteligente que analisa vários dados: velocidade da escrita, mudanças de pontuação, sensor de movimento do smartphone, e claro, um analisador de sentimentos, entre outros.

Para nós, a emoção-sensação é fascinante porque atualmente é uma parte que falha nas comunicações mediadas por inteligência artificial”, afirmou Huai-Che Lu ao Digital Trends. “Imagina um chatbot que te consegue recomendar uma música para quando estás triste ou sugerir que respires fundo quando estás nervoso”, acrescentou.

Lu salientou, no entanto, que detetar emoções com base nas mudanças fisiológicas não é novidade nenhuma. Existe já um campo dedicado à “computação afetiva”, que se foca no estudo dessas mesmas mudanças. Este campo científico tem em conta a expressão facial, o tom da voz e a frequência cardíaca, por exemplo.

Um dos principais fatores de diferenciação do Keymochi é a sua preocupação com a proteção da privacidade do usuário. Esta garantia de proteção consegue-se porque o pré-processamento de dados é feito em dispositivos móveis. Assim, o servidor obtém apenas metadados e os criadores do teclado não têm como saber o que os utilizadores estão, de facto, a digitar.

Projeto ainda está em fase de protótipo

Segundo Lu é muito improvável que o Keymochi fique disponível na App Store nos próximos tempos. Adiantou também que o plano é lançar os seus diferentes componentes sob licenças de open-source. Estas, iriam permitir aos investigadores usar o trabalho para, por exemplo, adquirir dados com o conhecimento dos utilizadores.