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Ranking EF: As piores séries de 2016

Muito lamentámos no artigo da nossa seleção das melhores séries deste ano a morte de várias personalidades famosas do mundo do entretenimento durante 2016, muitas delas ligadas a grandes marcos na história do pequeno ecrã, mas essas não foram as únicas tragédias a registar.

Desta vez queremos falar de séries que se destacaram durante os últimos doze meses pelos piores motivos, algumas delas chegando mesmo ao fim ainda em 2016, um ano que parece que está a ser difícil até para algumas aventuras televisivas.

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Notorious

Ainda não se sabe se terá segunda temporada, e muito possivelmente seria um desperdício do consagrado espaço de quinta-feira à noite na ABC, aka, a trilogia ShondaLand.

Apesar de contar com caras conhecidas nos papéis principais, Piper Perabo e Daniel Sunjata, a série acaba por cair numa mão cheia de lugares comuns e numa relação por vezes um pouco descabida (ou pelo menos exagerada) entre o mundo da televisão e da advocacia.

Para além do argumento fazer pouco sentido enquanto narrativa que sustente uma temporada, as histórias acabam por ser demasiado previsíveis, o que faz com que Notorious não seja senão uma série para ver enquanto temos a televisão ligada como barulho de fundo.

MacGyver 2016

A nova versão de MacGyver deixa a desejar. O remake da série original de 1985 peca ao aproximar o conceito dos tempos atuais. A CBS força as novas tecnologias, algo que até pode funcionar bem noutras séries de crime que partilham o conceito de MacGyver. Mas aqui, a história não se enquadra na perfeição.

Há demasiada tecnologia futurista para o dotado jovem que se safa com as suas engenhocas. Estamos perante uma mistura de CSI com Missão Impossível e um pouco de 007 – o que não é MacGyver.

O MacGyver dos anos 80 era um jovem com princípios, modesto e discreto, que se recusava a usar uma arma. Perante uma situação difícil, encontrava os ingredientes certos para fazer um dispositivo que o conseguisse livrar naquele momento. A série de 1985 mostrava cada passo dessa construção de forma misteriosa e com suspense.

Porém, em 2016, MacGyver narra a própria história. Há um certo carisma arrogante na personagem. A própria montagem de equipamentos a partir de matérias-primas do quotidiano é feita em segundos, sem haver o aproveitamento adequado por parte da realização da série.

Além disso, o elenco não é o mais adequado e é demasiado vasto. O número elevado de personagens não ajuda a que se acompanhe a série. Prova disso é a avaliação em 4,7/10 no IMDB ou a diminuição em 30% dos valores da audiência entre o primeiro e o 11.º episódio, nos Estados Unidos da América.

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The Magicians

Tenho noção de que esta é uma opinião bastante impopular, uma vez que The Magicians foi renovada apenas depois de três episódios terem ido para o ar, devido às boas audiências. Contudo, a experiência para mim foi de tal forma sofrível que não a poderia deixar de considerar como uma das piores do ano.

The Magicians começou cedo a preparar as suas armas de arremesso. Dizia-se que seria uma espécie de Harry Potter para adultos, e de que juntaria esta saga a Gossip Girl. Tendo em conta que são duas das minhas coisas preferidas por motivos bem diferentes, a série tinha tudo para me tornar sua fiel súbdita.

Isto não aconteceu e, após os três famosos primeiros episódios, abandonei o barco. The Magicians tem um ritmo demasiado lento para aquilo de que gosto e falha em criar build-ups dramáticos com qualidade. No elenco não há também ninguém que se destaque verdadeiramente, para além de que o protagonista é provavelmente um dos menos carismáticos da história da televisão.

Posto isto, uma série que depois de tanto prometer nem me consegue agarrar com Taylor Swift é uma série que merecer o seu lugar nesta lista.

Lê também: Nova temporada de ‘The Magicians’: ‘Game of Thrones’ em Narnia

The Family

O grande flop deste ano, que até contava com um toque da Shondaland. The Family foi cancelada após a sua primeira temporada e a história ficou por contar, uma vez que terminou com inúmeras perguntas em aberto.

A série tinha um elenco forte e uma boa premissa, mas por algum motivo não souberam tirar partido disso. Ao sétimo episódio deixei de acompanhar, pois tudo se estava a tornar confuso e não da forma que se quer que um mistério se torne.

Havia coisas que pura e simplesmente não faziam sentido, e algumas informações que eram lançadas sem grande contexto só para fazer de algo que não era necessariamente intrincado o fosse.

Tenho pena pois a ideia da série parecia bastante promissora, mas ficou sempre aquém daquilo que poderia ter sido. O grande mistério que The Family deixa acaba por ser o porquê de não funcionar, tendo todos os ingredientes para isso, e não o que aconteceu a Adam durante o tempo em que esteve desaparecido.

Shadowhunters

No seu 18º aniversário, a sua mãe é raptada e Clary Fray descobre que é uma Shadowhunter, seres que protegem o mundo humano de demónios e outras criaturas. Como não podia deixar de ser, para além de perigo, Clary encontra romance no mundo sobrenatural, com o misterioso Jace Wayland.

Depois do falhanço em adaptar os livros da saga The Mortal Instruments de Cassandra Clare ao cinema, chegou-nos o falhanço da adaptação ao pequeno ecrã. A história terá certamente os seus méritos, já que se tornou um bestseller, mas começo a achar que não foi feita para ser adaptada.

A série oferece demasiada exposição e explicação, tornando-se confusa e, ao mesmo tempo, aborrecida e sem pinta nenhuma. Os problemas começam com o diálogo pouco fluído e o drama mal construído e estendem-se a um elenco que não consegue elevar o material. Katherine McNamara, que veste a pele de Clary, é especialmente difícil de ver e não transmite as emoções necessárias.

Mesmo assim, a Freeform vai dar uma segunda oportunidade a Shadowhunters. Mas eu não (embora vá continuar a acompanhar a história de Alec Lightwood e Magnus Bane através de gifsets no Tumblr).

Texto de Cátia Duarte Silva, Filipe Santiago Lopes, Helena Santos e Rita Teixeira.
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