massive4

Estes foram os melhores concertos de 2016

Perguntamos à secção de Música do Espalha-Factos quais os melhores concertos que viram em 2016. Depois de escolherem os melhores álbuns de hip hop, alternativos e a nata dos discos nacionais de 2016, entra-se agora no campo da música ao vivo. Sem grande ordem em particular, aqui ficam as escolhas.

Massive Attack & Young Fathers – Super Bock Super Rock

Nunca vi um show visual tão imenso. A música grave que faz vibrar as fundações do nosso corpo foi acompanhada por um espetáculo digno de um episódio de Mr. Robot. Foi, na minha opinião, um dos melhores concertos do Super Bock Super Rock deste ano. LP

Galgo – Indie Music Fest

Os Galgo têm mostrado o porquê de serem uma das bandas mais faladas deste ano. Em palco são monstruosos e gigantes. Ninguém ficou parado e houve muito suor – e algum sangue – a voar por entre o público. LP
 

Orelha Negra – Hard Club – 30 janeiro

Um dos dois primeiros concertos de apresentação do álbum mais aguardado deste ano – que ia sair na primavera, mas só que não… Quem vai a um concerto dos Orelha Negra sabe para o que vai e nunca fica desiludido. LP
Orelha Negra - Hard Club 2016

Car Seat Headrest – NOS Primavera Sound

A banda de Will Toledo parecia desconhecida. Mas foi só chegar Drunk Drivers/Killer Whales e Fill in the Blank para se ver um dos melhores públicos que já vi num concerto. No final a banda saiu emocionada do palco e agradeceu várias vezes a que os viu. LP

Moderat – NOS Primavera Sound

Este foi um daqueles concertos que tenho pena de ter calhado ao mesmo tempo que outro. Dividi a meias com Ty Segall – que também não me arrependi – e cheguei a meio da atuação. No entanto, deu para perceber que os Moderat deram um concerto muito sólido. LP

Cuca Monga – Hard Club – 20 outubro

A malta da Cuca Monga andou em tour e foi calhar à segunda sala do Hard Club. Modernos, Ganso, BISPO e El Salvador, todos juntos no mesmo palco para a maior festa deste ano. LP

Adele – MEO Arena – 22 de maio

Adele! A rainha que se ergue das trevas de quatro em quatro anos, tal ano bissexto. Adele é uma artista completa: wannabe tímida, um vozeirão de ir às lágrimas (chorei desalmadamente em cinco canções. Sim, até na única animada que ela tem), e uma presença histericamente hilariante. Aos 28 anos, vemos uma Adele miúda, mãe, mas acima de tudo artista e dona de si. Com uma segurança tremenda, Adele riu, emocionou-se e deixou-se envolver. Um concertão com uma mestre de cerimónias incrível. Até daqui a quatro anos (se houver bilhetes)! PF

Kendrick Lamar – Super Bock Super Rock – 16 de julho

I love myself… É um dos rappers e artistas mais aclamados do ano. Arrasou com letras brutais e honestas sobre a sua vida e aquilo que é o seu dia a dia. No entanto, Kendrick é uma pessoa feliz, com um power e com espírito positivo. Não fecha os olhos ao mundo pop (vê-se pelas participações em músicas de Maroon 5, Taylor Swift ou Sia) mas é no rap que se revê de alma e coração. Foi também assim que deu um dos melhores concertos do ano, tendo sido aclamado por fãs e críticos e onde, mais uma vez, mostrou porque é considerado o KING Kendrick. PF
Kendrick Lamar SBSR 2016

Elton John – MEO Arena – 11 dezembro

Elton John é um clássico. Cresci com ele e esteve sempre presente na minha vida. Só fazia sentido ir vê-lo. Deparei-me com um músico modesto, um talento sobrenatural e uma voz impecável; um artista extraordinário onde nem a idade serve como desculpa para dar o melhor de si ao público durante três horas. Absolutamente lindo! PF

Linda Martini  – Coliseu de Lisboa – 2 de abril

Foi marcante a estreia da banda pela sala nobre da capital para apresentar o jogo de Sirumba e quase por o Coliseu abaixo com a potência dos seus temas – entre os novos e os mais velhinhos – mas sobretudo pelo amor que se partilhou em palco e fora dele. Um momento histórico para a banda, os seus fãs e a música portuguesa. AS

Anohni – Coliseu de Lisboa – 22 de junho

A reencarnação de Antony em Anhoni resultou num disco que é um escarafunchar na ferida absolutamente doloroso. Hopelessness toca nos temas mais complexos da nossa sociedade a sua transposição para o palco é igualmente incómoda, magnânima e quase feroz. AS

Radiohead – NOS Alive – 8 de julho

A banda. A banda voltou. A banda ofereceu o expectável e para lá dele pois até houve lugar a ouvir Creep revisitada e reinterpretada de forma fresca e inequivocamente bela. Qualquer ano em que os Radiohead ponham a mão, transforma-se em magia e prova que se há coisa que nos salva é a música. AS

Kendrick Lamar  – Super Bock Super Rock

Um dos melhores artistas do momento – e autor, para muitos, de um dos melhores discos do ano – na MEO Arena cheia, à pinha, com muito bounce bounce, língua afiada e batidas irreverentes. Um concerto vibrante, a marcar o festival e o ano musical. AS

LCD Soundsystem – Vodafone Paredes de Coura

Sonho realizado e os LCD Soundsystem no Couraíso. Nós rodeados de amigos a entoar o hit All My Friends. Eles a fazerem história da música ao vivo. Momento congelado para sempre no corpo e na alma. AS
LCD Soundsystem

Jorge Palma – CCB – 28 de novembro

25 anos de e um palco simples mas cheio de histórias para contar. Uma noite para celebrar e relembrar enquanto houver estrada para andar. AS
Escolhas de Luís Pereira, Patrícia Fernandes e Alexandra Silva. 

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
'Red, White and Blue' da coleção 'Small Axe'
‘Small Axe’: ‘Red, White and Blue’ chega à HBO