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Game over: os melhores e piores videojogos de 2016

O ano de 2016 foi recheado de videojogos e muita diversão, mas nem todos tiveram êxito e outros acabaram mesmo por surpreender pela negativa. A poucos dias de acabar o ano, fazemos o balanço dos melhores e piores jogos do ano lançados para PC e para as consolas Xbox One e PlayStation 4.

Os melhores do ano:

Dark Souls III

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Dark Souls III (Fotografia: GameSpot)

Dark Souls III é um jogo de aventura de estilo RPG (role-playing game) e foi lançado a 12 de abril de 2016. Como já é característico na saga, a história desenrola-se num universo de contornos entre o medieval e o fantástico, oferecendo ao jogador uma experiência única através da exploração e da interação com as personagens que, a cada diálogo ou a cada confronto, permitirão enriquecer a narrativa.

Embora seja o sucessor natural de Dark Souls II, o terceiro jogo diverge um pouco do seu antecessor a nível de jogabilidade. Sim, o nível de dificuldade continua um tanto ou quanto elevado mas o ritmo de jogo é muito mais rápido que os anteriores, um pouco à semelhança do que acontece com Bloodborne.

Dark Souls III está disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4 e a 25 de outubro recebeu a primeira DLC, intitulada Ashes of Ariandel, trazendo novas áreas de exploração, novos inimigos e mais horas de diversão.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oX0cvtjKt9E]

Battlefield 1

Battlefield 1 (Fotografia: GameSpot)

Ao contrário da tendência atual de levar os jogos a um futuro extremo e entediante, como o rival Call of Duty, a EA DICE ouviu os fãs e, a 21 de outubro de 2016, decidiu entregar um jogo revolucionário que, provavelmente, é o melhor FPS (first person shooter) do ano.

Tendo lugar na primeira guerra mundial, Battlefield 1 apoia-se em factos históricos e nas seis histórias de guerra que acompanham uma campanha memorável.  Ao longo de toda a série Battlefield, o modo de campanha sempre foi o elemento mais fraco, pelo que é refrescante voltar a uma experiência single player tão imersiva como a que encontramos aqui.

Por outro lado, o modo multiplayer é a razão pela qual muitos dos jogadores compram Battlefield e não podiam ficar mais satisfeitos. Num formato que suporta 64 jogadores no mesmo jogo, o modo multijogador é uma experiência divertida e repleta de adrenalina.  Cada batalha é diferente, fruto de um sistema dinâmico de tempo e destruição, levando os jogadores a adaptarem a sua jogabilidade enquanto o ambiente se altera.

Com gráficos que deixam até os jogadores mais exigentes surpreendidos, pode-se dizer com toda a certeza: Battlefield está de volta.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=c7nRTF2SowQ]

Uncharted 4: A Thief’s End

Uncharted 4 (Fotografia: PlayStation)

O carismático Nathan Drake regressa 5 anos depois numa aventura recheada de surpresas e peripécias. Lançado a 10 de maio de 2016, Uncharted 4: A Thief’s End é a mais recente temporada da saga Uncharted, idealizada e desenvolvida pela empresa norte-americana Naughty Dog.

A narrativa inicia-se alguns anos após os eventos do último jogo, Uncharted 3: Drake’s Deception, com Nathan Drake oficialmente reformado da carreira caçador de fortunas. Após alguns reencontros, a vida agora rotineira de Drake sofre uma mudança radical e serve como ponto de partida para o desenrolar da história.

O exclusivo da PlayStation foi aclamado pela complexidade da sua história, pelas melhorias na jogabilidade e pelo aspeto visual, tornando-o um dos videojogos mais vendidos da PlayStation 4.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=hh5HV4iic1Y]

The Last Guardian

The Last Guardian (Fotografia: GameSpot)

Lançado a 7 de dezembro, The Last Guardian é um dos jogos do ano devido à forma como, através de elementos tão simples e aparentemente básicos, consegue criar uma narrativa cativante e de enorme sensibilidade.

A história é contada em forma de flashback, tendo como base fundamental a relação entre uma criança e um grifo, de nome Trico, uma criatura fantástica que a ajuda a ultrapassar obstáculos e a iludir os inimigos. Enquanto jogador consegues controlar ambas as personagens e terás de as utilizar da melhor forma para progredires na ação.

The Last Guardian prima pela elevação de valores nobres como a camaradagem e a união que, aliados a uma história coerente e às personagens fantásticas que a enriquecem, fazem dele um dos melhores jogos de 2016.

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Doom

Doom (Fotografia: GameSpot)

Rápido, violento e com uma mão cheia de adrenalina, Doom 4, ou apenas Doom, é tudo o que deveria ser. É fácil perceber no que estamos metidos, depois do primeiro minuto no jogo: sozinhos em Marte, possuidores de algumas armas e uma quantidade de munições que nem sempre é suficiente.

A história não é perfeita, mas dificilmente se irão importar enquanto desfazem centenas de monstros ao som de uma excelente e acelerante banda sonora.  Ao jogar, é fácil sentir uma leve nostalgia de jogos mais antigos, onde no final de cada nível encontramos um final boss cada vez mais difícil.

Apesar de linear, Doom é, no seu estilo violento e exagerado, divertido. Existem várias armas e upgrades para as mesmas, que podemos colecionar ao longo do jogo, assim como melhoramentos para a armadura. Somos ainda apresentados às Glory Kills, ataques corpo a corpo que aniquilam de forma violenta o adversário. Tudo isto, para eliminar um vasto exército de forças do inferno: desde os simples cientistas possuídos aos Barons of Hell, os demónios mais difíceis de derrotar.

Doom apresenta ainda um modo multijogador que, infelizmente, é esquecido rapidamente, pelo que depois da campanha iremos passar mais tempo na ferramenta SnapMap, que permite aos jogadores desenharem e criarem os seus próprios níveis e mapas. Depois, é possível publicá-los e deixar que outros jogadores experimentem as tuas criações, levando a outro nível de diversão, típica de Doom.

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As desilusões do ano:

Call of Duty: Infinite Warfare

Call of Duty: Infinite Warfare (Fotografia: GameSpot)

Estamos fartos de futurismo: de correr pelas paredes, de saltar mil metros, de andar a disparar para o ar na tentativa de tentar acertar em algum jogador inimigo, e de morrer sem saber como. Estamos fartos do mesmo, pronto.

Embora Infinite Warfare provavelmente acabe por vender mais que o Battlefield 1, a verdade é que este novo título traz pouco ou nada de novo àquilo que já existia anteriormente. Há um conformismo desconcertante que torna este jogo aborrecido até mais não.

Desde o modo de campanha ao modo multiplayer, este jogo transpira repetição e monotonia numa altura em que se quer diversidade e diversão.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=EeF3UTkCoxY]

No Man’s Sky

No Man’s Sky (Fotografia: GameSpot)

Se há um jogo que merece o título de flop do ano é, sem dúvida, No Man’s Sky. Não é que seja péssimo, mas está bastante longe de todas as promessas que Sean Murray, fundador e CEO da Hello Games, fez ao público.

No Man’s Sky, lançado a  9 de agosto de 2016, tinha a grande promessa de envolver os jogadores numa aventura de ficção científica, numa narrativa nunca antes vista: a exploração infinita do espaço, com todos os planetas a serem gerados aleatoriamente ao longo do caminho, cada um com características próprias.

Parece espetacular não parece? Quer dizer, era a oportunidade de nos tornarmos uns verdadeiros piratas espaciais e explorar a galáxia, seguindo apenas as nossas regras. Não podíamos estar mais enganados, até os trailers venderam um jogo diferente do que aquele que recebemos.

Ao contrário do prometido, não é possível criar alianças com certas raças alienígena, a inteligência artificial e as suas interações são repetitivas, estar mais perto ou longe das estrelas não afeta os planetas. Entre outras falhas, talvez a mais importante seja a impossibilidade de interagir com outros jogadores. Sean Murray referiu que, apesar de improvável, era possível encontrar outros jogadores no jogo mas, após o lançamento, dois streamers na plataforma Twitch revelaram que era, de facto, mentira.

Ficamos assim entregues a uma aventura espacial que não vai além da desilusão.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=nLtmEjqzg7M]

Texto redigido por Fábio Martins e Vitor Manita.

 

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