discos, álbum genérica
spDuchamp via VisualHunt.com

Os melhores discos nacionais de 2016

Estamos quase, quase no final do ano e é sempre hora de fazer o balanço daquilo que ouvimos durante 2016. Como gostamos é de recordar aquilo que nos aquece o coração, aqui ficam alguns daqueles que consideramos como os melhores discos feitos em terras lusas.

Depois dos álbuns de hip hop, dos alternativos, achamos que era altura de relembrar os lançamentos nacionais de que mais gostamos.

Apesar de sermos uma equipa composta por várias pessoas, obviamente que não conseguimos ouvir tantos álbuns quanto gostaríamos. Logo, é provável que alguns dos teus favoritos fiquem de fora desta lista. Mas claro que gostaríamos de saber quais são nos comentários! Ora vamos lá às escolhas – sem qualquer ordem em particular.

Luís Pereira

Flying Cages – Lalochezia – janeiro

2016 foi o ano dos grandes regressos. Houve PAUS, Capitão Fausto, peixe:avião. Mas foi também o ano das grandes estreias. 2016 parecia que ia começar bem quando os Flying Cages lançaram o primeiro álbum da sua carreira. Num país que está na era do experimentalismo e do psicadelismo, fazer indie rock pode parecer arriscado. Sobressai a capacidade de ainda surgirem bons artistas dentro deste estilo.

PAUS – Mitra – fevereiro

O regresso dos PAUS foi feito com muita ginga. Mitra é menos headbanging e mais gingar de anca. O estilo quase krautrock torna-se mais difuso. Há mais lugar à africanidade – como Mo People, um tema que torna difícil a tarefa de escutar sem dançar, nos mostra.

peixe:avião – Peso Morto – fevereiro

A cada álbum lançado vemos mais densidade melódica e uma obscuridade musical que rodeia os sentidos. Todo o álbum está imerso numa espécie de nevoeiro, um fumo denso que apalpa os sentidos e que preenche todas as lacunas sonoras. Com quase dez anos de experiência, os peixe:avião encontram em Peso Morto a sua obra-prima.

Capitão Fausto – Os Capitão Fausto Têm Os Dias Contados – abril

Capitão Fausto Têm Os Dias Contados é um desses discos que só nasce a cada dez anos. Surgem flautas, trompetes, violoncelos. Os refrões têm mais harmonias, estão mais melodiosamente belos. Todo o disco está assustadoramente belo. Assustadoramente, porque nos agarra demasiado. As inquietações de um ser adulto, as questões de uma juventude passada, o fisco que bate à porta. Se eu não crescer, eu vou morrer debaixo das saias da mãe onde eu ’tou tão bem.

First Breath After Coma – Drifter – maio

É um álbum muito atmosférico e bonito, com aqueles crescendos à Sigur Rós. Os dois singles foram tremendamente bem escolhidos porque representam o que o álbum é. Um dos meus álbuns nacionais preferidos deste ano.

Alek Rein – Mirror Lane – setembro

Alek Rein surgiu-me de surpresa neste verão. Mas não o larguei desde aí. Mirror Lane tem temas tão bem construídos, com letras maravilhosamente feitas. Pack of Wolves e Spirit of Man merecem nota de destaque.

Cave Story – West – outubro

A estreia dos Cave Story nos LP’s foi a melhor possível. Depois da atenção que o anterior EP lhes deu, o peso da expectativa estava em cima mas a banda de Caldas da Rainha conseguiu superar e muito.
Cátia Rocha

Mike El Nite – O Justiceiro – abril

Se há disco que merece uma audição atenta para apanhar todos os trocadilhos e jogos de palavras é este Justiceiro. referências aos anos 90 As – incluindo aquele sample marotinho de Santamaria em Santa Maria – valem ouro. Mike El Nite teve “grande jogo para dois… ou mais” com este longa-duração de estreia.

Octa Push – Língua – setembro

Em setembro, os Octa Push regressavam aos lançamentos, com este Língua. Meses antes, já nos tinham dado um cheirinho da sonoridade que por aí vinha, com Barbara. Um disco que vale a pena, cheio de ritmos acelerados. Mesmo depois de uma Gaia Cósmica, há que constatar que Barbara é um single do outro mundo.

NBC – Toda a Gente Pode Ser Tudo – novembro

Há que citar NBC nisto: a magia que ele faz não se paga. Um disco cheio, a transbordar de alma. Dois, Estrelas ou Acorda são apenas exemplos de um álbum que merece uma audição cuidada, para ser apreciado na sua totalidade. E várias vezes.

Gonçalo Almeida

Bruno Pernadas – Worst Summer Ever – setembro

Bruno Pernadas embarcou numa viagem espacial em setembro deste ano e parou por duas ocasiões no planeta Terra para nos deixar duas lembranças. A primeira – de nome pomposo e de difícil dicção – Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them. Mas é sobre o segundo – diga-se, o meu predileto – que me debruço. Chama-se Worst Summer Ever e é um disco com um toque de jazz maravilhoso.

Noiserv – 00.00.00.00 – outubro

O meu disco português favorito a par do próximo. Noiserv, que pensou este disco enquanto recuperava de uma lesão no pé em casa, mudou o registo. E fica-lhe tão bem esta faceta: um homem e um piano. O resto o nosso cérebro faz.

Capitão Fausto – Os Capitão Fausto têm os dias contados

Este é o álbum de todo o povo millenial. A saída da universidade e a entrada no mercado de trabalho é vista pelos capitão fausto como um dever e, parecendo que não, é chato chular os pais até tão tarde. Trabalhar não faz bem nenhum – é certo -, mas é melhor que ver o tempo passar. Não sendo o meu disco favorito da banda portuguesa, pela mensagem que passa e pela simplicidade com que a passa este é o álbum mais viciante de 2016.

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
Colin Kaepernick: a história do atleta e ativista chega à Netflix