Drink6 e um detox de sumos (com castanhas)

Drink6 é conhecida pelos seus planos detox, que mais do que para emagrecer servem para eliminar toxinas em excesso do organismo e, em apenas cinco dias, iniciam o processo de reparação do sistema imunológico. O Espalha-Factos quis arriscar, mas só um bocadinho, e experimentou um dia de sumos.

O plano detox com sumos é o original da marca, mas existem três novos sabores dedicados ao outono-inverno: abóbora e manga, frutos vermelhos e coco e ameixa. São apenas três sabores dos seis sumos frescos e naturais que propõem substituir a alimentação completa ao longo de um dia.

Comecemos pelo princípio: o que é um detox? Não, não é uma dieta como as conhecemos. É uma forma de cleansing (limpeza) do organismo. Trata-se de eliminar as toxinas em excesso e, consequentemente, os seus efeitos negativos, como dores de cabeça, cansaço, falta de energia, baixa de defesas e até infeções mais graves.

Existem inúmeras formas de eliminar toxinas. As dietas detox (ou seja, livres de toxinas) são uma delas, mas podemos ainda reforçar com vitaminas e enzimas os processos de desintoxicação, evitar digestões pesadas e alimentos que nos causem certas indigestões. Os sumos da Drink6 são uma maneira fácil de fazer cleansing porque não contém toxinas, estão cheios de vitaminas e enzimas e, ao serem liquídos, são fáceis de digerir, logo não esforçam os orgãos.

É importante, contudo, prepararmos-nos para uma dieta destas, uma vez que não é aconselhável submeter o organismo a um ritmo acelerado e reduzi-lo drasticamente no dia seguinte. As regras são muitas, mas confesso que, além de ter resistido a café, não as consegui cumprir. Durante o detox também há regras: beber os sumos pela ordem correta e não ingerir mais nada, a não ser muita água, chá verde ou outro tipo de infusão (mas nunca café).

Sumo n.º1 (7h-9h)

Eram 9h quando acordei. O primeiro sumo, um dos novos sabores, deve ser ingerido entre as 7h e as 9h da manhã, mas acordar antes das 11h já é um sacrifício. Olhei pela primeira vez com olhos de ver para a embalagem e percebi que é quase do mesmo tamanho que uma garrafa de refrigerante média.

Comecei a beber e fiquei feliz por gostar do sabor. Manga é a minha fruta preferida e as outras frutas são agradáveis: abóbora, laranja, toranja e ananás. Rico em vitaminas, minerais e fibras e baixo em calorias. Ainda assim foi difícil chegar ao fim. Deve beber-se devagar, com tempo e calma. Entretanto, o segundo era até às 12h, por isso deu tempo para dormir mais um bocadinho.

Sumo n.º2 (10h-12h)

Pouco antes do meio dia comecei a beber o sumo número dois, com abacaxi, maçã Pink Lady assada, lima e menta. Este sumo contém uma fonte indispensável para manter os ossos, pele e unhas saudáveis, além de ajudar a fazer a digestão.

Embora tenha gostado mais do primeiro, achei-o super refrescante. Não costumo tomar o pequeno-almoço, por isso com tanta fruta senti-me suficientemente satisfeita e até tive dificuldade em ingerir tudo, apesar de nos estarmos a aproximar da hora de almoço.

Sumo n.º3 (13h-15h)

Tive aula de condução às 13h e só consegui beber o sumo depois das 15h, mas de qualquer forma até me soube melhor, porque estava cheia de fome. Couve, pepino, menta, água mineral, lima, maçã Pink Lady e abacaxi. Pensei que não ia gostar muito por causa das verduras: enganei-me redondamente. Mas demorei ainda mais a beber do que os outros.

Sumo n.º4 (16h-18h)

Este comecei a bebê-lo por volta das 17h30. Pensei que ia gostar imenso, talvez mais que o primeiro, mas confesso que ficou quieto no seu quarto lugar. Mirtilos, framboesa, amora e banana. Meia hora depois, acabada de chegar ao trabalho, ainda não o tinha acabado, por isso dei um gole grande. Logo a seguir, aqui me confesso, cometi o primeiro pecado: castanhas assadas. Mas as castanhas fazem bem à saúde…

Sumo n.º5 (19h-21h)

Este foi o primeiro que eu não gostei. Não é intragável, mas (além de menta, limão, pepino e néctar de agave) tem pimenta caiena. Supostamente é o mais puro somo detox de todos, com componentes depurativos e diuréticos que aceleram a eliminação de toxinas ao longo do dia, mantendo a contribuição de minerais e hidratação suficiente.

Por esta altura (cerca das 20h), e apesar do pecado das castanhas, já eu estava a sonhar com mastigar qualquer coisa. Não era que tivesse fome, mas tinha passado por tanta coisa apetitosa (e cheirado) que a minha cabeça estava a dar em louca. Além disso, havia uma caixa de chocolates a menos de um metro de mim. Mas resisti.

Sumo n.º6 (22h-23h)

Por volta das 22h30, comecei a beber finalmente o último sumo. É para beber antes de dormir (mas só saí do trabalho depois da meia-noite). Leite de coco, ameixas secas e manga. Exceto manga, odeio tudo.

Foi com muito medo que bebi este. Não gostei do cheiro e também não fiquei fã do sabor. Eu sei que há imensas pessoas que adoram coco, mas eu não consigo gostar. De qualquer forma diz que ajuda o sistema nervoso a regular-se durante a noite. Amanhã de manhã saberei se é mesmo verdade (hoje a horas decentes, quero dizer, uma vez que são 3h da manhã do dia 22).

Veredito final

A encomenda devia ter chegado dia 19 para que fosse possível fazer o detox no dia 20, um dia bastante mais calmo para mim do que o dia 21, mas infelizmente ocorreu um erro técnico. De qualquer forma, chegou tudo em condições.

Foi bastante mais fácil de beber os sumos e de me afastar de comida, e sobretudo de café, do que eu imaginara possível. Mas não consegui resistir ao deslize das castanhas, sobretudo depois de um desaire da vida a meio do dia, e quando saí do trabalho senti imensa vontade de comer MacDonalds. Provavelmente porque passei por um, mesmo a caminho do metro.

Por outro lado, os sumos satisfazem mesmo, não me senti sem forças ao longo do dia e só me queixo da quantidade de vezes que tive de ir à casa de banho. O próximo desafio é sobreviver a um dia de souping (sim, um detox só com sopas).

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