Elenco
Foto: Divulgação

A Bela e o Monstro no Gelo chegou ao MAR Shopping

A poucos dias do Natal, o MAR Shopping serve de palco para o musical A Bela e o Monstro no Gelo, um espetáculo para miúdos e graúdos, numa altura que se diz ser da família. O Espalha-Factos assistiu à sessão no passado sábado e conta-te agora tudo sobre este musical.

Ao entrar na tenda que serve de palco ao espetáculo somos encaminhados por um elemento do staff disfarçado de duende até ao respetivo lugar. No palco, observa-se um castelo sobre a pista de gelo. E enquanto a bancada se vai compondo, a música ambiente transmite-nos a fantasia do momento que se sucede. As luzes apagam-se. Uma voz masculina anuncia “A AM Live e o MAR Shopping apresentam A Bela e o Monstro no Gelo“.

Ainda sem nenhum ator em cena, a peça inicia-se com a narração em poesia da vida da bela princesa Jala, numa alteração imprevisível de ritmo e tom de voz, acompanhada de um jogo de imagens projetado na tela presente numa das paredes do castelo.

Bela vê-se forçada pela família a casar com um príncipe. Inconformada e empenhada em lutar pela sua liberdade, decide fugir do reino em busca do amor verdadeiro.

As personagens em cena encarnam os mais variados objetos, representando o quotidiano no castelo. Destacam-se o bule Benedita de Té, o relógio Horácio e o castiçal Henrique que assumem o papel de conselheiros de seu amo.

Em jeito de boas vindas, presenteiam-nos com um momento musical que contagia a plateia. “É aqui que há o sonho, aqui podes celebrar“, ouve-se. A algazarra é tanta que acorda o Monstro, personagem de Diogo Faria. Do quarto situado na torre da mansão pergunta furioso: “Mas será que vocês têm de estar sempre a festejar?”.

Henrique tenta manter a ordem, mas a confusão instala-se quando Jala, personagem interpretada por Carolina Torres, entra no castelo. E se por um lado, Bela é muito bem recebida pelos aios, por outro, temem a reação de seu amo.

Apercebendo-se da presença da princesa na sua mansão, o Monstro revolta-se e ordena aos empregados que a expulsem. Mais tarde, num momento de introspeção, canta “Poderá um monstro amar?”.

Foto: Divulgação

O feitiço

Insatisfeitos com a vontade do Monstro em expulsar a Bela do castelo, os lacaios decidem escondê-la num quarto. E é lá que Benedita partilha com Jala a história de seu amo, em novo momento musical, que desta vez conta com a participação ativa do público. “Era uma vez um jovem só, invejoso, rico e não via mais ninguém, somente a si”, pelo que fora castigado com um feitiço que o transfigurou e que apenas seria quebrado se o Monstro fosse verdadeiramente amado.

Numa tentativa de ajudar, os aios conspiram a favor de um romance entre os dois protagonistas e planeiam um jantar. No centro da pista de gelo, observa-se uma mesa digna de um banquete. A Bela e o Monstro sentam-se e numa alusão à magia a mesa é levantada por dois cabos. Contudo, as diferenças no modo de estar de ambos tornam o jantar intragável e cada um segue para o seu quarto.

As luzes da bancada acendem e o narrador anuncia um intervalo de 10 minutos.

O amor vence

Depois do fracasso do jantar, o Castiçal, o Bule e o Relógio sobem ao quarto do Monstro. Os três apelam ao coração do amo, até o conseguirem convencer a ir ao quarto de Jala para conversarem.

De modo pouco delicado, o Monstro dá o primeiro passo. Depois de várias tentativas, a porta do quarto abre, finalmente. Jala aceita o convite do enfeitiçado, os dois combinam um passeio pelos jardins do castelo e aproveitam para conversar sobre as suas vidas. Se para a Bela, os princípios impostos no seu reino são significado de prisão, para o Monstro a sua própria mansão é que assume a representação de uma prisão.

Nesta altura, um bailarino entra na pista e dá-se uma pausa na cena para um momento de patinagem artística.

Quando a cena retoma, os dois entram numa cabine minuciosamente iluminada e sobrevoam o público. Em uníssono cantam: “Não há nada de diferente entre nós, aqui eu sinto que posso ser livre. O amor não é algo que nos deva ser imposto”.

Se tudo parecia perfeito, eis que o príncipe com quem Jala seria obrigada a casar invade o castelo. Nesta cena, o vilão apunhala o Monstro e ameaça a Bela, mas a força do amor fala mais alto e a besta consegue levantar-se para defender a amada.

A Bela e o Monstro no Gelo
Foto: Divulgação

Segue-se um sentido abraço entre os protagonistas e ouve-se “Ao teu lado eu quero estar. Sem contar, tudo aconteceu. O destino fez-me acreditar”. No final deste momento musical, Bela solta um “amo-te” e, para alegria do público, o feitiço é quebrado.

No cair do pano, o elenco reúne-se na pista de gelo para voltar a cantar a música inicial. Alguns dos personagens sobem até à bancada em jeito de despedida. De seguida, regressam todos à pista para agradecer e saem de cena de sorriso no rosto, ao som de um sentido aplauso.

Mas as emoções não ficam por aqui. Os espetadores são ainda presenteados com uma sessão de fotografias e autógrafos à saída da tenda, onde o elenco aguarda.

A Bela e o Monstro no Gelo baseia-se no conto original de Gabrielle-Suzanne Barbot.

Em cena até dia 8 de janeiro

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e o preço varia entre os 9 e os 14 euros para crianças e os 14 e os 16 euros para adultos. Há ainda condições especiais para famílias e grupos escolares.

 

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