Chegou o penúltimo episódio desta segunda temporada de Scream Queens e só agora é que me apercebi de que esta temporada foi bastante curta mas, ainda assim, parece ter demorado anos a decorrer. Isto não é bom sinal. O novo episódio, intitulado Lovin the D, estreou no canal FOX no dia 13 de dezembro.

O episódio começa com uma sequência hilariante, em que as três Chanels estão a ser perseguidas pelos três atuais assassinos. Continuo a questionar-me como é que o hospital não tem qualquer segurança à noite e parece estar completamente vazio, mas enfim.

Cassidy (Taylor Lautner) faz os possíveis para proteger Chanel #3 (Billie Lourd), enquanto Wes (Oliver Hudson) e Ingrid (Kristie Alley) discutem sobre quem deverá ter o privilégio de matar Chanel (Emma Roberts), dando-lhe uma hipótese de escapar.

Com toda a confusão instalada, Hester (Lea Michele) decide convocar uma “reunião de assassinos”, na qual ela e os outros três aventuram-se num jogo chamado “quem matou quem?”. Uma boa maneira de esclarecer os fãs, pois com tantos serial killers à mistura, é difícil acompanhar o ritmo da situação.

Por falar nisso, Hester já teve o privilégio de ser a misteriosa assassina na primeira temporada. Porquê voltar a repetir tal história? Manter a personagem completamente louca é uma jogada que eventualmente acabará por ficar gasta.

Enquanto isso, a três Chanels parecem estar apaixonadas por um programa televisivo intitulado Lovin the D, no qual a doutora Scarlett Lovin (interpretada pela famosa Brooke Shields) lida com variados casos médicos. Graças à última cirurgia que o doutor Holt (John Stamos) praticou, o hospital torna-se no centro das atenções do programa.

A diretora Munsch (Jamie Lee Curtis) recebe a visita de um repórter de saúde, que está a investigar as estranhas ocorrências no estabelecimento. Já era altura de alguém pôr ordem nisto, certo? Contudo, a visita levanta preocupações, já que as Chanels admitem nunca ter realizado o exame de admissão à profissão médica.

A doutora Lovin diz querer filmar um episódio especial do seu programa no hospital mas, para tal, as três protagonistas têm de ser aprovadas no dito exame. Chanel e #3 fazem batota e são ajudadas por Brock e Cassidy, respetivamente, embora seja a #5 (Abigail Breslin) que acaba por tirar a nota mais alta. A ironia da situação!

O exame fica arrumado mas o pior ainda está para vir. Uma bebida destinada a Chanel acaba por ser trocada e é a doutora Lovin quem a consome. Como já seria de esperar, a bebida está envenenada e a mulher morre nesse preciso momento. Contudo, na grande tradição americana, the show must go on!

O programa televisivo filma o episódio, no qual Brock e as Chanels têm de retirar um tumor gigante instalado na cara de um paciente. O evento é um sucesso tão grande que os produtores decidem contratar as três protagonistas para serem as novas caras do programa. Como a própria Chanel disse, elas apenas querem ser “médicas de televisão e não médicas a sério”, portanto o plano parece estar a correr às mil maravilhas!

No final, Cassidy e Ingrid descobrem que foi Wes quem fabricou a bebida envenenada, pois queria ter o privilégio de assassinar Chanel. Considerando-o peso morto, a dupla obriga Wes a suicidar-se. O predador tornou-se na presa. Quando a diretora Munsch tem mais um dos seus desmaios, decide finalmente admitir perante os restantes protagonistas a sua doença terminal e o facto de ter apenas um mês de vida.

Falta apenas um episódio para o final desta temporada de Scream Queens e considero esta viagem totalmente inútil. As revelações relativas aos assassinos não ofereceram qualquer surpresa ou entusiasmo e foram feitas demasiado cedo, não guardando nenhum mistério para o final.

Colocar as Chanels num novo ambiente e misturar personagens novas – completamente desinteressantes, diga-se de passagem – não foi suficiente para criar uma boa temporada e a minha vontade de assistir ao final da próxima semana é nula.

NOTA: 4/10