Haruki Murakami é já um nome incontornável da literatura mundial. Escritor, tradutor, os seus livros são um sucesso de vendas. Galardoado com o Prémio Franz Kafka (em 2006) e muitos outros desde então, o seu nome é há muito que é falado como favorito a vencedor do Prémio Nobel da Literatura. A sua obra deixa antever que o japonês será ele próprio, um escritor repleto de peculiaridades. O Espalha-Factos revela-te dez factos fascinantes sobre um dos autores mais consagrados da atualidade.

A sua carreira começou num jogo de basebol

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De acordo com uma entrevista disponível no seu website, Murakami revela que foi durante um jogo de basebol que começou a acreditar ser capaz de escrever um romance. O escritor descreve este momento como uma “epifania” e que nessa mesma noite, começou a escrever.

Foi proprietário de um clube de Jazz antes de se tornar escritor

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Murakami e a sua esposa, Yoko, antes ainda deste se tornar um escritor mundialmente aclamado, geriram um pequeno bar de jazz, em Tokyo, chamado Peter Cat. 

 Yoko, a sua esposa, é a primeira leitora dos seus livros

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Haruki Murakami valoriza, acima de todas as outras opiniões, a da sua mulher. Yoko Takahashi é, de acordo com o autor, uma ajuda indispensável. É muitas vezes a sua esposa  que o convence de que o livro está concluído e que não lhe deve fazer mais alterações.

O seu primeiro livro começou por ser escrito em Inglês

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O escritor, no seu primeiro livro, Ouve a Canção do Vento, confessa ao The New Yorkerque experimentou a língua inglesa para “ouvir como soava”. Desistiu, e após as primeiras páginas, opta pelo japonês.

Não queria que os seus dois primeiros livros fossem traduzidos e publicados fora do Japão

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Murakami considerava que Ouve a Canção do Vento e Flíper-1973 eram livros imaturos, curtos. Rejeitava a ideia de os ter traduzidos e apresentados à sua comunidade de leitores além do seu país natal. Só em 2015 é que são publicados e traduzidos nos Estados Unidos, sendo rapidamente divulgados pelos restantes países.

Embora seja um tradutor, não traduz as suas próprias obras

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O escritor, que também é tradutor, recusa-se a traduzir os seus próprios livros. Isto porque Murakami refere apenas traduzir do inglês para o japonês e nunca o contrário. Estabeleceu alguns tradutores regulares para a sua obra e confessa que raramente conversa com eles, procurando intervir o mínimo que conseguir no seu trabalho.

Não volta a reler os seus livros em japonês, mas lê as traduções em inglês

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Murakami não lê o que já escreveu, em japonês. Mas, pela distância que se cria entre o tradutor e o texto original, confessa gostar de ler as traduções, como se olhasse por outros olhos a algo que originalmente escreveu.

Não trabalha de acordo com prazos

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Não trabalha com prazos, e é o próprio Murakami que estabelece as datas de entrega. Refere, em entrevista ao The Guardian, que o quando está a escrever um livro, só o publica quando sentir que está e terminado. Quando sentir que fez o melhor com a história que se propôs a escrever, o livro será entregue à editora e seguidamente publicado.

A sua rotina é rígida. E intensa

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Quando está em processo de criação, o escritor revela que acorda todos os dias por volta das 4h da manhã. Escreve durante 6 horas para que, à tarde, se dedique ao exercício. Correr durante 10 km ou nadar (ou ambos). Deita-se às 9h da noite, todas as noites. Refere que a repetição dos dias lhe permite chegar a estado mental mais profundo. Já relativamente à atividade física defende que é tão importante como a sensibilidade criativa.

Norwegian Wood foi apenas um livro experimental

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Haruki Murakami quis provar a si mesmo que seria capaz de sair da sua zona de conforto, escrevendo uma novela puramente realista. Foi com este livro que o escritor saltou para a ribalta da literatura japonesa e mundial.