Desde 1 de dezembro, com a sua entrada na plataforma da Televisão Digital Terrestre (TDT), que a RTP3 e a RTP Memória passaram a ter distribuição universal. A alteração significou que todos os lares portugueses, principalmente aqueles sem subscrição de televisão por cabo, desfrutam agora de uma oferta de sete canais. Antes de dezembro, a TDT transmitia apenas os canais RTP1, RTP2, SIC, TVI e o Canal Parlamento.

Mais canais, mais audiência

Depois da inclusão na TDT, a RTP Memória quadruplicou o número de espectadores. A média de telespectadores que assistiu ao canal temático foi de cinco mil pessoas, entre janeiro e novembro de 2016. Com a sua introdução na plataforma digital, e segundo os dados apurados até 11 de dezembro, a média atual é de 20 mil telespectadores.

Os números também são animadores para o canal de informação da RTP. Em dezembro, a RTP3 registou o dobro da audiência: subindo de uma plateia média de 16 mil para 32 mil portugueses.

O começo foi positivo para a RTP3. Na primeira semana de dezembro, registou uma subida de 0,1% na audiência média. Entre o primeiro e o quarto dia de dezembro, o canal noticioso foi visto por mais de 26 mil espectadores. Desde então a subida tem sido gradual.

Na semana passada, a audiência média manteve-se nos 0,3% e o canal registou uma plateia de 30,500 telespectadores. Esta semana ainda não terminou, mas a RTP3 conseguiu já obter o melhor resultado de share do ano: 1,7%. Até ao momento as primeiras semanas de julho, entre 4 e 17, registavam os melhores resultados: com um share médio de 1,2%.

A RTP Memória registou um acréscimo mais considerável. No princípio do mês conseguiu captar uma audiência de 14,900 espectadores: uma larga subida dos 5,500 registados na última semana de novembro. Na semana passada, o canal temático chegou aos lares de mais de 18 mil portugueses e arrecadou um share recorde de 0,9%.

Serviço público

“Não fazemos isto por capricho, mas por dever”, foi a afirmação de Gonçalo Reis durante a festa de lançamento dos novos canais na TDT, em novembro. O presidente do Conselho de Administração da estação pública sublinhou o cumprimento do “princípio da universalidade” como um dos orgulhos no alargamento.

Gonçalo Reis no evento de apresentação dos novos canais na TDT. (Foto: RTP)

“A oferta do cabo não cumpre o desígnio de fomentar a indústria de conteúdos audiovisuais, [ao contrário da RTP]. O objetivo da RTP não é dominar a TDT, mas cumprir um dever.”

Sublinhou ser uma “grande oportunidade para a RTP, porque vai ter os seus canais todos em aberto.”É uma grande oportunidade para o público português, porque vai ter mais oferta”, disse. E acrescentou ainda os benefícios para a indústria audiovisual, pois o alargamento “incentiva a produção de mais conteúdos em português.”

Dados de audiência da responsabilidade da GfK Portugal e CAEM – Comissão de Análise e Estudos de Meios.