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Instagram: da ‘hashtag’ ao sucesso

O Instagram foi lançado em outubro de 2010 e desde então que tem vindo a mudar a forma como interagimos com a imagem.

É que o nome Instagram não te é estranho. Se calhar até tens uma conta registada mas nem a usas e só lá estás porque os teus amigos te disseram que era fixeTalvez uses ocasionalmente só para ver qual foi a última refeição dos teus colegas ou o último devaneio da tua celebridade favorita. Ou então até és daqueles que partilha conteúdo regular com os teus amigos e seguidores.

Seja qual for a tua posição, sabes que o Instagram é uma rede social de partilha de imagens entre utilizadores espalhados um pouco por todo o mundo. Seis anos depois, continuará a ser só isso?

Instant, telegram, instagram

Tudo começou com a junção das palavras instant (instantâneo) e telegram (telegrama). A premissa era simples: desafiar a noção de que para se conseguir uma fotografia decente era necessário ter um curso de fotografia e uma máquina fotográfica de gama alta.

Assim, o Instagram veio propor o seguinte: fotografias fantásticas através da aplicação de filtros, numa altura em que as câmaras dos telemóveis eram, regra geral, fracas. A proposta pretendia também facilitar a partilha das fotografias nas redes sociais como o FacebookTwitter, e outros.

Em janeiro de 2011 o mundo viu pela primeira vez a introdução das hashtags com o objetivo de facilitar a partilha e promover a descoberta de novas fotografias na plataforma. As hashtags viriam a tornar-se um fenómeno cultural e ainda hoje são usadas intensivamente na descrição das publicações dos utilizadores.

No dia 2 de fevereiro de 2012, foi noticiado que a rede social tinha conseguido um total de sete milhões de dólares por parte de investidores, valorizando a empresa em 25 milhões de dólares.

Da hashtag ao Facebook

Na primeira semana de abril de 2012, o nível de investimento na plataforma tinha subido para os 50 milhões de dólares. O crescimento era notável e a aplicação móvel para smartphones foi das primeiras a conseguir mais de um milhão de avaliações na loja Google Play.

No mesmo mês surgiu uma oferta por parte do Facebook para comprar a empresa por um valor estimado de 1 milhão de dólares. O negócio foi aceite em agosto de 2012 e finalizado em setembro de 2012, após concluídas todas as investigações legais.

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Login através do Facebook  (Fotografia: Digital Trends)

Um ano depois, o Instagram tinha crescido 23%, ao contrário do Facebook que registou apenas um pequeno aumento de 3%.

Publicidade e Snapchat

Era altura de manter a prosperidade do negócio e eis que em novembro de 2013 começaram a surgir anúncios publicitários dentro da aplicação, direcionados aos utilizadores norte-americanos. Um ano depois, os utilizadores britânicos foram surpreendidos com o mesmo dissabor.

Embora a publicidade não fosse totalmente intrusiva, ocupava quase tanto espaço como o de uma publicação normal no feed do utilizador.

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Conteúdo patrocinado (Fotografia: WeRSM)

O Instagram, apesar de bem sucedido e com uma enorme taxa de utilizadores ativos, tinha ainda assim de se distinguir da concorrência e, a 12 de dezembro de 2013, introduziu a funcionalidade Directpermitindo aos utilizadores que enviassem fotografias a pessoas específicas diretamente através da aplicação. O mesmo tipo de funcionalidade já existia no Snapchat, que ainda hoje continua na disputa por um maior número de utilizadores.

Makeover & Instagram Stories

Uma aplicação de sucesso que se preze tem, obrigatoriamente, de ter um design atrativo e moderno. E foi a pensar nessa ideia que o querido Instagram mudou a casa.

Um novo logótipo e um novo estilo caracterizam a nova aplicação do Instagram, que passa a apresentar-se em tons monocromáticos. Esta nova cara do Instagram assenta na simplicidade e facilidade de navegação pela interface gráfica, deixando que sejam as fotografias e os vídeos dos utilizadores a ter um lugar de destaque.

Recorda: Instagram renovado por dentro e por fora
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Novos logótipos (Fotografia: Creative Bloq)

O ano de 2016 tem sido recheado de mudanças para a plataforma que, além de um novo design, introduziu também uma mudança no seu algoritmo: levando a que as publicações não estejam organizadas por data, mas sim por popularidade, sendo as mais populares vistas em primeiro lugar no feed. 

Além disso, o Instagram introduziu também a funcionalidade Instagram Stories, permitindo aos utilizadores a partilha de momentos do seu dia com vídeo ou fotografia, que, tal como no Snapchat, têm um prazo de 24 horas.

Lembra: Instagram: aplicação passa a contar histórias

As comparações com o Snapchat não se fizeram tardar e, embora justificadas, é possível argumentar que o mercado tecnológico vive do processo de acompanhar aquilo que outras empresas foram capazes de implementar em primeiro lugar.

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Instagram Stories (Fotografia: Adweek)

E, até agora, o Snapchat tem tido a sorte de estar na vanguarda da inovação no que à partilha de vídeos e fotografias em forma de história diz respeito.

O futuro e os likes

A mais recente atualização do Instagram permite fazer like aos comentários de outros utilizadores. Tendo em conta que a rede social foi comprada pelo Facebook em 2012, é de estranhar que uma funcionalidade como esta só tenha chegado quatro anos depois. Mas com que intuito?

É curioso que uma plataforma digital como o Instagram, que começou como uma simples forma de partilhar imagens entre utilizadores, se tenha convertido num negócio altamente complexo e multimilionário e que, atualmente, siga a tendência de dar ao utilizador a capacidade de validar e de se sentir validado, através de um sistema aparentemente fútil como o like.

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Instagram likes (Fotografia:EasySocialGrow)

O Reddit implementou algo semelhante, permitindo que os comentários sejam votados positiva ou negativamente pelos utilizadores, de maneira a ocultar discurso de ódio, spam ou conteúdo irrelevante à discussão.

Na realidade, este sistema é utilizado para diminuir opiniões não populares, ou diferentes daquelas que a maioria dos utilizadores, que participam num determinado tópico, partilham. O propósito está lá.

O propósito do like no Instagram aparenta ser o mesmo que aquele que existe no Facebook e isso parece dizer tudo.

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