Pokémon GO

Quando o assunto são as tech trends (ou as trends no geral) de 2016, é impossível não nos lembrarmos do Pokémon GO. O jogo de realidade aumentada, codesenvolvido pelas Niantic, Nintendo e The Pokémon Company foi lançado inicialmente em países como os E.U.A., Austrália e Nova Zelândia, chegando a Portugal a 15 de julho. Depois, foi só uma questão de tempo até o “fandemónio” se alastrar um pouco por todo o mundo.

O conceito foi bastante elogiado pela utilização inteligente de um sistema de geolocalização num jogo de realidade aumentada, que estimula os seus jogadores para a atividade física no mundo real. Por outro lado, Pokémon GO foi alvo de críticas por ter contribuído para a ocorrência de acidentes: alguns utilizadores foram apanhados a jogar durante a condução e peões atravessavam-se em estradas por estarem distraídos com os seus dispositivos móveis.

O jogo causou também perturbações à ordem pública e nos E.U.A. foram registados diversos casos de jogadores que invadiram propriedades privadas para caçar Pokémons. Independentemente da reação da crítica, é indiscutível que o jogo se tornou num verdadeiro fenómeno global e foi uma das aplicações mais descarregadas de 2016.

Lembra: Agora é oficial: Pokémon GO disponível em Portugal

Durante um evento da Apple, a 7 de setembro, a Niantic Inc. mostrou o jogo em funcionamento num Apple Watch. Da versão para o dispositivo podemos esperar as seguintes características: a possibilidade de contar os quilómetros que faltam para que os ovos choquem, a capacidade de controlares o teu exercício físico através de um contador de distâncias percorridas e de calorias queimadas, a ferramenta para localizares Pokémons e de usares PokeStops, entre tantas outras. Tudo feito diretamente no Apple Watch.

Device mesh

Já ouviste falar em device mesh? À primeira, o nome pode não te dizer nada, mas se falarmos no conceito, é provável que te pareça mais familiar. Quando pensamos na variedade de dispositivos digitais que levamos connosco diariamente, desde smartphones a tablets ou computadores portáteis, o mais típico é olharmos o próprio dispositivo como o centro de toda a sua utilização.

O device mesh visa mudar isso, focando-se no indivíduo como elemento central, e permite interação entre dispositivos como parte integrante de uma rede comandada pelos desejos e necessidades do utilizador. Tirando proveito da internet das coisas (Internet of Things) – destinada a conectar eletrodomésticos, máquinas de produção industrial, meios de transporte, etc. à internet – a ideia é otimizar a utilização dos aparelhos mais comuns, permitindo que o indivíduo os controle através de outros dispositivos a eles associados através dessa rede.

A par disto, é também potenciada a troca de informação entre utilizadores e dispositivos, o que permite uma maior facilidade na comunicação e uma mobilidade mais livre, sempre com acesso primordial a variados dados, o que, numa aplicação prática, poderá vir a facilitar muitas das nossas tarefas quotidianas, hoje tão dependentes da tecnologia.

Carros autónomos

Já lá vão os tempos em que o carro autónomo era um objeto comum nos filmes de ficção científica. Hoje o conceito é uma realidade mais próxima do que aquilo que possamos imaginar e são várias as marcas que já apresentaram os seus protótipos no mercado. Dessas empresas, a Google merece destaque por ter sido pioneira.

Neste contexto, distinguem-se também os projetos no campo dos veículos com ajuda à condução, tidos, para já, como os antecedentes do futuro carro autónomo. A Ford tem efetuado, neste âmbito, testes de condução em condições extremas. A Audi, por sua vez, aposta acima de tudo na velocidade. Até à data, a Tesla apostou somente em veículos de luxo para compensar o preço da tecnologia ultra desenvolvida. Apresentou um dos veículos com ajuda à condução mais caros: com um preço estimado próximo dos 160 mil euros.

É de destacar também a empresa israelita Mobileye, que, embora menos conhecida, tem fornecido sistemas tecnológicos adaptáveis a veículos ligeiros e pesados dos “gigantes” da indústria automóvel.

Fotografia: Google

Apesar dos inúmeros projetos desenvolvidos para carros autónomos, em termos práticos a indústria automóvel encontra-se ainda condicionada a nível de legislação. A Alemanha conseguiu que fosse aberta uma exceção, podendo comercializar, dentro das suas fronteiras, carros que mudam autonomamente de faixa, analisando mecanicamente as condições de segurança. Em Portugal é proibida a venda de veículos com este extra. Ainda assim, é possível adquirir um carro que estaciona sozinho, a partir de 65.000 euros.

O futuro é ainda uma incógnita, contudo os especialistas acreditam que atualmente vivemos a era mais entusiasmante para a indústria e que o investimento neste tipo de projetos constituirá, a longo prazo, uma revolução que mudará para sempre a maneira como conduzimos.

Casas inteligentes

Quantas vezes desejaste poder controlar as lâmpadas do teu quarto com um simples toque no ecrã do teu smartphone? Gostas da ideia de poder escolher que música queres ouvir a seguir com um comando de voz? Não procures mais.

O Google Home foi anunciado a 4 de novembro e é um dispositivo inteligente que responde a comandos de voz do utilizador. Devido à integração do assistente da Google, é possível a interação entre dispositivo e utilizador, permitindo a reprodução em streaming através do Google Play Music, Youtube, Spotify, entre outros.

O Google Home adapta-se a ti e por isso irá aprender os teus horários, avisando-te sempre que possível do estado do trânsito quando estiveres a sair de casa. É ainda possível criares alarmes personalizados de acordo com as tuas necessidades.

Além disso, é também mais fácil realizares pesquisas na web sendo apenas necessário dizeres: “Ok, Google“. Com o comando acionas o Google Home de forma a ouvir-te e depois dar-te-á a informação pretendida. Podes encontrá-lo na Amazon por uma estimativa de 230 euros.

Antes do Google Home já existia o Amazon Echo. Embora semelhante, o produto não possui o mesmo tipo de capacidade de resposta que o Google Home fornece. Ainda assim, com o Amazon Echo, podes também fazer pesquisa na web, fazer streaming de áudio, navegar pelas lojas da Amazon e até mesmo realizar encomendas. Tudo isto apenas com comandos de voz.

Como somos amigos damos-te umas dicas: se tiveres lâmpadas HUE Philips, por exemplo, podes pedir ao Google Home ou ao Amazon Echo que ajuste a temperatura da cor das lâmpadas consoante o teu humor. Esse controlo pode também ser feito através da aplicação oficial que te permite guardar várias cores e temperaturas para ocasiões especiais.

Apple Watch

Em setembro, a Apple lançou a segunda versão do seu smartwatch e veio introduzir algumas mudanças na forma como o gadget era utilizado até então.

O Apple Watch Series 2 traz, além das melhorias de performance que são expectáveis numa atualização, um sistema à prova de água e um GPS incorporado. Fazes natação ou és daqueles que gosta de dar uma corridinha sem ter que andar com o iPhone atrás? Com o novo Apple Watch já podes fazer tudo isso.

Além das funcionalidades de fitness tracking, onde poderás verificar, entre outros, o teu ritmo cardíaco, o relógio da Apple permite ainda uma fácil gestão de todas as notificações que vais recebendo ao longo do dia. Para isso, terás apenas de mover o braço num gesto idêntico ao de ver as horas, de modo a acender o ecrã do dispositivo de forma automática.

Queres mandar mensagens, atender chamadas ou requisitar um carro da Uber através do teu relógio? Sim, até isso podes fazer. O Apple Watch está disponível na loja da Apple e os preços estão entre os 449 e os 1479 euros, sendo a última versão construída em cerâmica.

Drones

drone
Um drone não é mais que uma aeronave não tripulada. Porque é que ultimamente se gerou um hype tão grande à volta destes gadgets? Bem, os drones permitem-nos “viajar” a lugares onde dificilmente chegaríamos. Funcionam como uma ave comandada à distância.

Os drones tornaram-se tão banais que já existem segmentos deste produto para crianças, como o Drone ll da Science4you. Acima dos mais básicos, encontramos drones que permitem outras funções e a possibilidade de inserir dispositivos de gravação, sendo que a grande maioria dos drones no mercado já têm, de origem, uma câmara instalada.

Muitos realizadores recorrem a drones para capturar imagens de forma mais criativa e eficaz. Talvez se lembrem da cena inicial de 007: Skyfall, na qual James Bond (Daniel Craig) se aventura numa perseguição de moto nos telhados de Istambul. Essa cena foi filmada com uma câmara posicionada num drone.

Por outro lado, empresas como a Amazon estão a explorar novos modelos de negócio, nomeadamente o serviço Amazon Prime Air, um sistema de entrega de encomendas futurista, no qual produtos são entregues por drones.

O canal ProBilder publicou, no início do ano, um vídeo que se tornou viral, gravado com recurso a um drone, no Covão do Conchos na Serra da Estrela. Se ainda não estão convencidos, vejam e acreditem que no final há uma surpresa espetacular.

Impressão 3D

3D printing
Os dias de imprimir apenas em papel acabaram. Quer dizer, já foram ultrapassados há algum tempo, mas agora as impressoras 3D estão acessíveis ao consumidor como nunca antes estiveram.

A impressão a três dimensões é o processo de criar um objeto físico a partir de um modelo digital, uma blueprint. O método usado pela máquina para imprimir tem o nome de Slicing, ou seja, é a divisão de um modelo 3D em centenas, ou mesmo milhares, de camadas finas.

A base é tão simples quanto isso, mas as impressoras 3D não são todas iguais. Podem variar na sua finalidade, no método que usam para imprimir e nos materiais que utilizam. Vejamos alguns exemplos: equipas de Formula 1 utilizam esta impressão de peças para testar protótipos, e na área da medicina a maior parte dos aparelhos auditivos são impressões 3D.

As capacidades desta tecnologia são ilimitadas. Num futuro próximo, é possível que deixemos de comprar produtos físicos na internet. Em vez disso passaremos a comprar os modelos digitais, que serão usados para imprimir os produtos em casa.

Realidade virtual

VR headset
Por esta altura, duvidamos que ainda não conheçam o termo, mas Virtual Reality, ou simplesmente VR, é um ambiente gerado artificialmente por computador. Se havia dúvidas, deixaram de existir: 2016 foi o ano da realidade virtual.

Gerou-se uma enorme onda de entusiasmo à volta desta tecnologia, nomeadamente dos VR headsets, que possibilitam a um indivíduo a imersão numa realidade diferente. De óculos feitos de cartão, Google Cardboard, aos famosos Oculus Rift da Oculus, empresa comprada por Mark Zuckerberg em 2014, os óculos de realidade virtual distinguem-se na categoria dos telemóveis e dos que se ligam a um computador ou consola.

Neste momento já é possível visitar uma loja, como o exemplo da Fnac, e encontrar alguns destes óculos: como o Samsung Gear VR ou o Sony PlayStation VR.

A realidade virtual desafia a maneira como interagimos com a tecnologia. Permitem mergulhar completamente num filme, ou fazer parte de um jogo e do seu ambiente. Já imaginaste jogar Amnesia com uns óculos VR sem que possas desviar o olhar?

Texto redigido por Fábio Martins, Sofia Camilo e Vitor Manita.