Depois do crossover da semana passada, o episódio de Natal de The Flash presenteia-nos com melhorias nos vilões e algumas respostas.

Pessoalmente, o início desta terceira temporada de The Flash começou por ficar aquém das expectativas, com episódios inconstantes. Mas a verdade é que os episódios têm melhorado. E depois do episódio crossover com Supergirl, Arrow e Legends of Tomorrow, a série parece continuar bem encaminhada.

Este episódio, o último até janeiro, trouxe respostas e revelações, aproveitando o espírito natalício para algumas cenas mais leves e calorosas. Mas, claro, não podia faltar um novo problema para Barry (Grant Gustin) enfrentar.

O episódio começa com um flashback de Julian (Tom Felton) na expedição onde encontra aquela espécie de pedra filosofal do Doctor Alchemy. No presente, Cisco (Carlos Valdesdescobre um artigo sobre o assunto escrito por Julian. Barry confronta o ex-colega de trabalho, mas Julian nega ter chegado a adquirir a pedra.

Para saber mais sobre o assunto, Barry corre até à Earth 3 para pedir ajuda a Jay Garrick (John Wesley Shipp), o que proporciona uma pequena aparição do sempre excelente Mark Hamill como Trickster. Jay explica a Barry que Savitar foi o primeiro meta a ganhar poderes de velocidade e que eventualmente se transforma no deus.

Juntos, os dois Flashes formam um plano para recuperar a pedra filosofal. Jay distrai Savitar enquanto Barry impede Alchemy de criar mais meta-humanos. Normalmente os efeitos especiais de The Flash são bastante decentes, mas esta sequência foi claramente demais para o orçamento da série: Jay e Savitar pareciam saídos de um jogo de computador.

Entretanto, Barry derrota Alchemy, recupera a pedra e prende Julian nos Starlabs. O único problema? Afinal, Savitar estava a possuir Julian, que não faz ideia do que andava a fazer na pele de Alchemy. Foi uma revelação da qual eu não estava à espera, admito.

Cisco quase se rende à manipulação de Savitar, até que Caitlin interfere e salva a situação. A amizade entre as personagens sempre foi uma das minhas coisas preferidas nesta série e este episódio tem várias cenas emotivas entre Cisco e Caitlin, que trocam memórias de natais passados.

A Team Flash chega à conclusão de que podem usar Julian para falar com Savitar. A cena em que Savitar fala com a Team Flash através de Julian foi a melhor do vilão até agora. O vilão que, na verdade, é muito mais assustador e credível do que na sua forma original.

E a profecia do vilão vai certamente deixar-me a especular durante os próximos meses. Para já, aposto em Wally para a traição e no próprio Barry para o destino pior que a morte (afinal, sabemos que, nalgum ponto futuro, Barry desaparece sem deixar rasto).

Quanto à pessoa que irá morrer, bem, a série não demora muito a mostrar quem poderá ser. Ao lançar a pedra de Alchemy para a speedforce, Flash viaja acidentalmente até ao futuro. Mais precisamente um salto de cinco meses, que coincide com o final da temporada, algures no próximo maio.

Nesse momento, BarrySavitar matar Iris (Candice Patton). Jay impede-o de tentar fazer alguma coisa com consequências desastrosas (outra vez) e explica que o futuro ainda não está escrito. Portanto, aquilo que Barry viu é apenas uma de muitas possibilidades e vou começar uma petição para não matarem mesmo a pobre rapariga.

O título do episódio, The Present, refere-se tanto aos presentes natalícios como ao presente do tempo. Barry continua a ser confrontado com as mudanças que fez quando criou Flashpoint e agora é atormentado pelo que viu no futuro.

No meio disto tudo, esquece-se de aproveitar o presente. É mesmo este o conselho que Jay oferece antes de voltar para casa. Barry presta atenção, decide parar de se culpar por tudo e mais alguma coisa e, no final do episódio, revela o presente de Natal para Iris: uma casa nova, para os dois morarem juntos.

No geral, gostei bastante do episódio. Ainda acho que a série poderia ter escolhido um tipo de vilão diferente (um speedster que quer vingança de Barry? Onde é que já vimos isso antes?) para esta temporada, mas as revelações e twists funcionaram.

Por fim, depois de semanas com toda a gente (vulgo Joe e Iris) a tentar impedir Wally (Keiynan Lonsdale) de assumir o papel de Kid Flash, a equipa oferece ao jovem o fato de super-herói, dizendo-lhe que está pronto para tal. Eu gosto imenso de Wally e dos vislumbres que já tivemos de Kid Flash – especialmente o facto de que provavelmente irá ser um herói muito diferente de Barry.

As cenas finais do episódio proporcionaram momentos engraçados que têm andado a faltar nesta temporada (afinal, Flash não é Arrow e não é suposto ser tão deprimente). Se no momento em que ele apareceu fiquei desapontada com H.R. (Tom Cavanagh), o certo é que já ganhei alguma afeição pela personagem. E H.R. bêbado em vésperas de Natal foi absolutamente hilariante.

P.S.: E o Tom Felton disse as palavras “Philosopher’s Stone“. O que alegrou o meu pequeno coração Potteriano.

NOTA: 8/10