Fotografia: Everything is New

Crystal Castles no Hard Club mostram o irrequieto pós-Alice Glass

Dando continuidade à sua Winter Tour, os Crystal Castles subiram ontem ao palco da sala principal do Hard Club para apresentarem o seu quarto registo em estúdio, Amnesty (I), editado em agosto.

Depois de uma abertura a cargo de Pharrows, o duo canadiano acabou por aparecer misteriosamente, perante uma plateia bem mais composta, com cerca de 20 minutos de atraso. As luzes intermitentes e um Requiem in D minor de Wolfgang Amadeus Mozart serviram de aquecimento para Concrete, o segundo single deste novo trabalho.

Ethan Kath, atualmente acompanhado por Edith Frances após Alice Glass ter abandonado o projeto em 2014, manteve uma sonoridade caótica nas suas produções, mas evidenciou alguma falta de entrosamento com o seu par.

Houve, seguidamente, uma Baptism com vocais estranhamente mais limpos e Suffocation com o teclado a abafar por completo a voz da irrequieta Edith. A sala estava acalorada, mas os pulos desapareceram em Char e Kerosene, que antecederam Intimate, um dos poucos temas dos três restantes discos que foram reproduzidos agradavelmente.

Enth e Crimewave colheram uma reacção fervorosa do público, ainda que a última não estivesse correctamente temporizada. Felizmente, o espectáculo não se centrou maioritariamente em temas antigos e, por isso, faixas como Fleece e Frail foram tocadas na perfeição.

Revisitando (III), Telepath estabeleceu uma ponte para a bela Kept, que rapidamente transitou para uma Untrust Us hedionda. No fim, o single Celestica abriu caminho para um apressado encore composto por Femen, Wrath of God e o êxito Not in Love, que encerrou uma atuação heterogeneamente faseada.

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