Nesta segunda temporada de Scream Queens, começo a achar que são cada vez menos as pessoas que parecem dispostas a cometer homicídios. A cada semana, sinto a necessidade de adicionar possíveis suspeitos, e não digo isto de forma positiva. O novo episódio, intitulado The Hand, estreou no canal FOX no dia 29 de novembro.

O grande drama desta semana foi a mão direita do doutor Holt (John Stamos), que parece estar mais descontrolada do que nunca. De forma involuntária, o médico dá chapadas a pessoas, estraga os seus cozinhados e até ameaça asfixiar um ou dois conhecidos. Se estão recordados, a sua mão é um implante de um antigo serial killer.

Uma nova paciente do hospital tem dois braços e duas pernas a mais, aparentemente provenientes de uma gémea siamesa que morreu dentro do útero. Holt fica encarregue da cirurgia, tendo como pressão extra o fato de um repórter jornalístico rondar os corredores do hospital, de modo a escrever críticas para uma revista de saúde.mv5bmjmxmtawmju4mv5bml5banbnxkftztgwoda3nte3mdi-_v1_sy1000_cr0014551000_al_

Holt confessa que, em criança, a sua ama cantava-lhe 99 Red Balloons para ele adormecer e, numa gesto incomum de generosidade, as três Chanels principais começam a cantarolar a música durante a cirurgia para acalmar o médico. A situação corre às mil maravilhas e eu pessoalmente gostava de ver mais momentos assim, em que as Chanels descem dos seus pedestais e agem como pessoas normais.

Enquanto isso, Cassidy (Taylor Lautner) e Chanel #3 (Billie Lourd) apostam na sua relação, nomeadamente quando se deparam com um paciente que parece ter sido envenenado e a namorada lhe é completamente devota  – um bocadinho demais, até.

Cassidy e #3 professam o seu amor um pelo o outro e não só: o primeiro admite ser um dos assassinos e #3 diz que já o sabia. Quando o dito paciente confessa que se envenenou a si próprio para se tentar livrar da namorada, o casal de protagonistas perde a esperança no “verdadeiro amor” e afastam-se novamente.

Estas mudanças atingem o ponto ridículo que só a série tem o privilégio de fazer e eu, pessoalmente, até nem me oponho, porque nunca gostei deles os dois enquanto casal.mv5bmtczmju3nji1n15bml5banbnxkftztgwnza3nte3mdi-_v1_sy1000_cr0013011000_al_

Cassidy continua também o seu mandato de homicídios, em conjunto com a enfermeira Hoffel (Kristie Alley), tendo como sua nova vítima a Chanel #10 (Dahlya Glick). Nem sequer tivemos tempo de conhecer esta nova fornada de meninas e já estão a ser mortas uma a uma.

Para além disso, o dito repórter começa a desconfiar das tragédias que têm surgido no hospital e queixa-se também da falta de ética presente no estabelecimento. Ninguém o pode culpar, pois a falta de profissionalismo é algo gritante neste hospital. Como tal, a dupla decide também matar o homem.

Com já dois assassinos confirmados, Holt pronto a matar graças à sua mão estrangeira e uma outra entidade ainda por revelar, a sua série aproxima-se cada vez mais do absurdo que atingiu na temporada passada, em que já tantas personagens haviam matado alguém que, quando chegou a hora da grande revelação, o sentimento que restou foi desilusão.

NOTA: 6/10