The Flash 3×07: Revelada a identidade de Alchemy

Killer Frost foi um episódio que, para além de ter revelado a identidade de Alchemy, esteve bastante focado na personagem de Caitlin (Danielle Panabaker). Kevin Smith voltou à cadeira de realizador, e a sua passagem por The Flash não podia ter sido melhor.

Wally sai do casulo

No final do episódio passado deixámos Wally (Keiynan Lonsdalepreso dentro de uma espécie de casulo, depois do seu encontro com Alchemy. Esta semana, toda a Team Flash esteve preocupada com o mais novo do clã, West, e com o que significaria tiraram-no dali.

Uma vez que não sabiam o que poderia acontecer se o retirassem à força, pois era como se Wally estivesse em coma, tiveram bastante cuidado ao fazê-lo. Isto até Joe (Jesse L. Martin) decidir seguir o seu instinto e rebentar o dito casulo, contra a vontade do resto da equipa.

Valeu-lhes a presença de Barry (Grant Gustin) nesse momento, pois a explosão do mesmo poderia ter causado algumas mazelas. Ao estar livre, Wally estava com o corpo a vibrar numa frequência diferente da sua mente, e ao não poder comunicar com ninguém, foi até à sua casa de infância.

Com ajuda da equipa, conseguiram encontrá-lo e injetar-lhe uma substância que o trouxe ao seu estado normal. Normal, salvo seja, porque a verdade é que Wally é agora também um speedster. Segundo aquilo que Cisco (Carlos Valdes) disse: a velocidade a que chega é maior do que aquela a que Barry conseguia chegar no princípio. Resta agora saber se no meio de todo o entusiasmo vai ajudar a Team Flash ou sucumbir aos chamamentos de Alchemy.

Caitlin tenta controlar Killer Frost

Barry está em grande perigo no início do episódio pois está à mercê de Savitar, e como ninguém que não esteja sob a influência da força da aceleração o consegue ver, ninguém o consegue ajudar. Caitlin, apesar de saber dos perigos que acarreta a utilização dos seus recém descobertos poderes, vai em auxílio do seu amigo e Killer Frost começa a tomar conta de si.

Vemos uma Caitlin má no verdadeiro sentido da palavra e que não tem qualquer tipo de problemas em magoar os seus amigos. Pior do que as estalactites que manda, são mesmo as palavras que profere, principalmente aquelas com que ataca Barry.

Revela a Cisco que se não fosse pelo Flashpoint o seu irmão ainda estaria vivo, o que como é óbvio cria uma grande divisão entre os dois amigos. Culpa Barry por tudo o que de mal aconteceu e, apesar da crueldade, foi bom ver que as mudanças temporais causadas por Flash, ainda que subconscientemente, não são aceites com a facilidade com que nos tinham feito acreditar.

O plano de Caitlin passa por encontrar Alchemy para que lhe retire os seus poderes, e para isso rapta Julian (Tom Felton). Flash pára-a a tempo, e depois de lutar também contra Cisco, prendem-na dentro dos Star Labs.

Numa tentativa desesperada para ajudar Wally, pois eram necessários os conhecimentos médicos de Caitlin, Barry deixa-a sair livremente, na condição de o matar. Os vilões não se preocupam com ninguém para além deles mesmos, e se Caitlin é mesmo Killer Frost, então que o mate.

Afortunadamente Caitlin consegue dominar Killer Frost e, neste derradeiro momento, volta a ser ela mesma. Com as algemas que Cisco criou, os seus poderes estão como que inibidos. Resta agora à Team Flash arranjar uma solução para que Killer Frost desapareça por completo.

Barry volta à ribalta

Apesar da personagem de Grant Gustin ser a principal da série, tem estado bastante apagada nos últimos episódios. Neste episódio isso mudou.

Com as acusações de Caitlin, Barry volta e sentir o peso do mundo aos ombros. Confronta-se com o egoísmo da sua decisão do final da temporada passada, com o facto de ter escondido a verdade a Cisco, e principalmente com o mal que causa a todos os que estão à sua volta.

Este confronto que poderia ter caído com facilidade num registo de auto comiseração, do qual honestamente estou farta, mas não o fez. Foi através da postura e do olhar que isto nos foi mostrado, e Grant Gustin mostrou pela enésima vez porque é que foi a escolha perfeita para o papel.

É Iris (Candice Patton) quem o chama à razão, e quem lhe diz que apesar de não querer ser líder, é nessas altura que mais é necessário para a Team Flash. Outro momento terno entre os dois, em que fica explícito que, sem ela, nada daquilo seria possível.

Kevin Smith parece-me ser a pessoa que melhor entende a relação entre Barry e Iris, e o próprio Barry. A maneira como tudo se processa nos episódios que realiza demonstra um cuidado com os pormenores tão grande que me consegue deixar sempre à beira das lágrimas, o que numa série como The Flash não é tão comum assim.

No final do episódio, Barry vê-se obrigado a deixar o seu trabalho como cientista forense, sob pena de Julian contar à polícia que foi Caitlin quem o raptou. Este foi um dos atos mais altruístas e mais bonitos da série principalmente pelo silêncio de Barry. Kevin Smith consegue de alguma forma trazer o melhor de Grant Gustin ao de cima de todas as vezes que trabalham juntos. Só tenho pena de esta parceira acontecer tão poucas vezes.

E Alchemy é…

Sem grande surpresa, o vilão da temporada é Julian. Era algo previsível na medida em que a personagem andava meio perdida pela série, algo que agora deverá mudar. Contudo, mais do que saber quem é, é importante frisar a relação deste com Savitar.

O autoproclamado deus da Velocidade é quem controla Alchemy e parece que Julian já não está assim tão interessado em continuar a trabalhar com ele. Teremos que ver o que aí vem, mas quer-me parecer que apesar de Julian ser Alchemy, não é alguém verdadeiramente mau.

NOTA FINAL: 10/10

 

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