21 de Novembro é Dia Mundial da Televisão. Como gostamos sempre de falar sobre música, perguntámos a alguns dos membros da equipa de Música do Espalha-Factos que músicas os levam automaticamente para memórias de séries de televisão.

Sejam músicas de genéricos ou de cenas mais específicas, estas escolhas ajudaram mesmo a criar memórias inesquecíveis de séries de televisão. Afinal, a música tem um papel de destaque na criação de memórias – quem é que não tem um arrepio na espinha quando ouve o tema de X-Files ou sente o coração a palpitar com o “tan-tan-tan” épico de Game of Thrones? Além de que ouvir os genéricos nos ajuda a lidar com as saudades nos meses de pausa das séries… (ou ano, se estivermos a falar de Game of Thrones. Shame.)

Patrícia Fernandes

Rodrigo Amarante – Tuyo – Narcos
Apaixonei-me por Narcos muito pela música de abertura. Surpreendeu-me a escolha de um artista brasileiro para cantar o tema, mas depois de perceber que era o Amarante tudo fez ainda mais sentido. A forma como a sua voz nos envolve, o ritmo muito latino e a poesia da letra… É simplesmente hipnotizante.

 

The Rembrandts – I’ll Be There For You – Friends 
Um clássico. De música e de série! Faz parte do imaginário de muitos de nós, mas a intro é uma das mais reconhecidas de sempre. Claramente os The Rembrandts são uma one-hit-wonder band mas, pelo menos, ficaram conhecidos pelos melhores motivos.

Alexandra Silva

Thomas Newman – Six Feet Under Title Theme
Não é por ser o tema de abertura da melhor série de sempre – sem margem para discussões -, por Thomas Newman ter um historial de grandes bandas sonoras na sua carreira (American Beauty, Finding Nemo, Skyfall e tantos, tantos outros) ou sequer por ter ganho um Emmy Award mas por ser um tema de uma intensidade e tensão absolutamente brilhantes. Obviamente, perfeita para um funeral ou para o toque do telemóvel (como é o caso do meu).

 

Jace Everett – Bad Things – True Blood
Um genérico que respira sensualidade e terror com um tema a condizer retirado do álbum de estreia do americano . Bad Things é das coisas mais sexy que poderemos ouvir em TV e, lamentamos, o quase único grande tema de Jace Everett, que conta com três discos editados.

 

Brian Jonestown Massacre – Straight Up and Down – Boardwalk Empire
Take It from the Man! (1996) é o segundo disco da banda californiana de onde foi tirado o tema que dá mote à série da HBO. O rock psicadélico da banda dá lugar neste tema a uma peça épica de 11 minutos no seu original e que pode ser uma maravilhosa porta de entrada para o mundo dos Brian Jonestown Massacre (tocaram este ano no Festival Reverence Valada).
https://www.youtube.com/watch?v=2pEdUOGhHBg

Cátia Rocha

They Might Be Giants – Boss of Me – Malcolm in the Middle
Antes de Brian Cranston ser o professor de química com maior aptidão para o fabrico de metanfetaminas (Breaking Bad, avé) dava vida a um dos pais mais caricatos da televisão, em Malcolm in the Middle. Além de uma prole que dava para formar uma equipa de basquetebol, havia outra coisa em destaque na série: o genérico. “You’re not the boss of me now” fica sempre no ouvido. Mesmo dez anos depois do final da série… (espera, dez anos?!)

 

Will Smith – The Fresh Prince of Bel-Air
Estão a ver quando um genérico dispensa completamente a necessidade de haver um piloto para percebermos a ideia da série? Obrigada, Will Smith, obrigada.

 

The NationalThe Rains of Castamere – Game of Thrones
Duas palavras para recriar toda a tragédia: Red Wedding. Não queremos entrar em spoilers, mas vamos só dizer que todos os fãs da série Game of Thrones sabem que há sempre um arrepio na nuca ao ouvir alguém falar na música The Rains of Castamere. Mau presságio na série, mas é um deleite saber que foi interpretada pelos National, na segunda temporada. Na quarta temporada, volta a haver sangue (óbvio) ao som disto, mas com interpretação dos islandeses Sigur Rós.

Épico – tal como o tema que acompanha o genérico. Apostamos que já estás a cantarolar ‘tan tan tan tan’ e a morrer de saudades, principalmente agora que o Inverno está mesmo a chegar.

 

FKA twigs – Two Weeks – Mr Robot
Mr Robot tem sido uma maravilha para acompanhar – a narrativa consegue ser verdadeiramente surpreendente e deixar-nos à toa. Outra coisa que ajuda a série a ser ainda mais envolvente é a banda sonora, com geniais covers de Where Is My Mind (sejam feitas as ligações com Fight Club, por favor) ou mesmo em versões normais, que tornam cenas em momentos emblemáticos. A perfeita sincronização com este tema de FKA twigs num dos episódios da recta final da primeira temporada é um mimo – para a mente, para os ouvidos e para os fãs de séries.

 

Foals – My Hummer – Skins
Se em 2007 eu sabia quem eram os Foals? Não, nem por isso. Mas sei que vi este episódio da primeira temporada a achar que era a coisa mais incendiária possível que já tinha visto em televisão, até à altura. Skins era acelerada e descontrolada, com uma banda sonora a combinar. Além de uns novinhos Foals, havia também Crystal Castles e muitas outras coisas boas.

Joaquim Pedro Santos

Cheap Trick – Out In The Street – That 70’s Show
Em 1998, eu tinha cinco anos e não conseguia perceber That 70’s Show, uma das melhores comédias de sempre. Este Out In The Street, apesar de não ser a melhor música do mundo, tornou-se num ritual. Aquela meia dúzia de episódios que não têm o genérico não sabem ao mesmo, falta-lhes a música, só assim “We Are All Right!!!”

 

Massive Attack – Teardrop – House
House tinha três músicas de génerico diferentes. Uma europeia, outra americana e uma para Singapura. Eu, como muito mais gente, não esperava que House chegasse à TV portuguesa e recorria à net, onde era disponibilizada a versão americana com o genérico powered by Massive Attack. A música é fantástica, a banda também e a série teve os seus momentos altos, uma troika bem agradável.