The Flash 3×06: O primeiro grande episódio da temporada

Shade, é o nome do sexto episódio desta temporada de The Flash, que após um início insonso começa aqui a ganhar força para regressar à qualidade anteriormente demonstrada. O episódio contou com reviravoltas importantes para algumas personagens, nomeadamente Caitlin (Danielle Panabaker) e  Wally (Keiynan Lonsdale).

H.R. torna-se bastante mais tolerável

Apesar de tudo aquilo que tenho escrito sobre H.R., tenho que admitir que esta semana dei os primeiros passos para o começar a aceitar melhor. A mestria de Tom Cavanagh nunca me conseguiu deixar indiferente, e se me está a conseguir fazer gostar desta sua nova personagem, na próxima temporada ele pode ser uma árvore e eu ainda vou ter algo simpático para dizer.

Na verdade H.R. levanta um ponto bastante válido neste episódio ao perguntar porque não transformam os Star Labs num museu de ciência, uma vez que por não desenvolverem nada há muito tempo facilmente os vão identificar como a Team Flash. Sempre me questionei sobre de onde vêm os fundos para tudo aquilo, e bom saber que vão dar mais vida a Caitlin e Cisco (Carlos Valdes) que de momento são as únicas personagens que não têm outra atividade profissional.

Esta ideia faz com que lhe tenham que dizer que não pode sair dos laboratórios por toda a gente identificar a sua cara como a da de um assassino. Porém, como vem de outro universo, ali já inventaram um dispositivo que permite mudar a aparência das pessoas.

Tenho perfeita noção de que ao ver uma série sobre super-heróis não me devia questionar sobre a realidade prática das coisas que mostram, mas o facto de poder simplesmente aparecer com outra cara para pessoas fora da Team Flash pareceu-me demasiado conveniente e descabido.

Tudo ia bem com H.R. até que quase estraga um encontro de Joe (Jesse L. James) com Cecile (Danielle Nicolet), cujo romance parece estar a florescer. Tal como Iris (Candice Patton) fez notar, está na altura de ser Joe e deixar de ser pai por uns momentos. Não podia estar mais de acordo ou torcer mais para que tudo corra bem.

Caitlin revela o seu segredo

Tenho em conta que o episódio da próxima semana se chama Killer Frost, esta era uma revelação que já se esperava, mas que nem por isso teve menos impacto. Caitlin resolveu contar a verdade a Cisco, mas apenas para que este fosse até ao futuro e lhe revelasse se iria ou não transformar-se em vilã.

Cisco traz-lhe más notícias uma vez que os viu a lutar no futuro. Caitlin era Killer Frost e obriga-a a contar a verdade ao resto da equipa. Há uma discussão entre os dois e eu, como sempre, estou do lado de Cisco: não vale a pena mentirem porque só se prejudicam uns aos outros.

É Barry (Grant Gustin) quem vai atrás dela para a confortar, mas esta foi possivelmente a pior pep talk de sempre. Barry estava demasiado centrado em si mesmo e começou a falar pela enésima vez de como tudo era a sua culpa em vez de dar apoio à amiga. Este egoísmo é algo que tem sido recorrente nesta terceira temporada. Faz falta que o protagonista da série tenha efetivamente cenas e diálogos em que esse protagonismo fique visível em vez de o proclamar desta forma.

Barry precisa desta mudança para não ser odiado por mais pessoas do que Julian (Tom Felton), que continua a ter um papel tão insignificante que dá pena. Que pelo menos seja ele Alchemy para que este esquecimento da personagem faça algum tipo de sentido.

Problemas para Wally

Wally é a nova vítima de Alchemy. Todos sabemos que em Flashpoint tinha poderes e quanto os queria. Neste episódio começa a ter visões desta sua vida e a ser chamado por Alchemy. Pela primeira vez vimos quais os efeitos que o vilão tem nas pessoas e Keiynan Lonsdale teve o seu maior desafio até agora.

O ator teve que demonstrar uma grande panóplia de emoções ao longo do episódio ao lidar com toda esta pressão, e teve momentos em que se destacou bastante pela positiva. Como apesar de ter chegado a agredir a irmã num estado de possessão absoluta, Wally é boa pessoa, concorda em servir de isco para encontrarem Alchemy.

O plano parece estar a correr bem até que Alchemy ataca Flash como uma grande facilidade e consegue escapar, não sem antes deixar Wally numa espécie de casulo e Flash nas mãos de Savitar, o deus da Velocidade. O episódio acaba assim num grande impasse, e Savitar apresenta-se como mais um evil speedster que eu só espero que seja mais original que os anteriores.

 

O vilão de Shade foi uma manobra de diversão de Alchemy para a Team Flash, e dos produtores da série para os espectadores. Desta vez não me importei minimamente com isto porque o episódio estava de tal forma bem construído que nem se quer quis saber disso. Shade teve dos melhores diálogos da terceira temporada, conseguiu equilibrar o drama, o fantástico e o cómico de forma exímia, e deixou água na boca para o que aí vem. Foi sem dúvida alguma o primeiro episódio desta temporada que o conseguiu fazer até agora, e só espero que seja o princípio de um conjunto de episódios empolgantes, tal como a segunda temporada conseguiu trazer.

NOTA FINAL: 9/10

 

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