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Web Summit: o carisma de Gary Vaynerchuk no dia da despedida

“No mundo livre ainda é possível encontrar uma cidade para viver, investir e construir o futuro. Fazer pontes. Não muros. Chamamos-lhe Lisboa.” Depois de uma quarta-feira marcada pela eleição de Donald Trump, a Web Summit abriu o dia da despedida rodeada de cartazes com uma mensagem política (e um erro: em vez de “bridges” lia-se “brigdes”) difícil de ignorar.

Mas vamos aos números: 53 mil pessoas, dois milhões de mensagens trocadas através da aplicação oficial do evento, 15 mil empresas, 677 oradores, 166 nacionalidades. Lisboa acolheu um dos maiores eventos de cultura tecnológica da Europa e parece ter chegado ao coração dos Web Summiters: Paddy Cosgrave diz ter sido a melhor escolha; Joseph Gordon-Levitt apelida-a de “uma das cidades mais bonitas”. “E só estou cá há quatro dias”, acrescentou enquanto era recebido pelos aplausos de um Meo Arena que voltou a encher para o ouvir falar da sua empresa, a Hit Records.

Esta foi só uma parte de um dia cheio: a startup dinamarquesa Kubo venceu o prémio Pitch Web Summit (que a portuguesa Codacy levou para casa em 2014), com um robot que quer ensinar programação às crianças.

Entre a honestidade de Gary Vaynerchuck , o Pokémon Go e o Hyperloop (já te explicamos melhor), o Espalha-Factos mostra-te o que de mais importante aconteceu naquele que foi o último dia da Web Summit.

Centre Stage

Majority world report

Nesta sessão, Saul Klein (Local Globe) apresentou ao público a realidade do mundo pós-Brexit e pós-Trump. Com o suporte a slides, Klein abordou diversos tópicos: como a sociedade nunca foi tão conectada como é hoje, mas que os meios que permitem essa conexão também amplificam as nossas diferenças; actualmente a população sente-se injustiçada com os seus rendimentos, pois vivemos num período em que a maioria ganha pouco e tem de gastar muito; como o medo do futuro está mais presente nos chamados “millenials” e de como, perante este facto, o Brexit e a eleição de Donald Trump já seria algo para que a população se estivesse a preparar; de como os políticos devem encontrar uma estratégia industrial para todos e não apenas para alguns. Para terminar a sua apresentação, Saul Klein deixou a mensagem de que não devemos ter medo da escuridão e que, acima de tudo, devemos escolher problemas com impacto social e económico e procurar resolvê-los.

Gary Vaynerchuk, e basta.

Gary Vaynerchuck (VaynerMedia) foi, sem dúvida alguma, a figura marcante deste último dia da Web Summit. Chegou a Lisboa poucas horas antes da sua primeira conferência e mal pisou o palco a atmosfera do recinto ficou diferente: todos os presentes aplaudiram de pé a sua chegada e, quando Gary proferiu as suas primeiras palavras, o show começou.

Afraid to fail because of other people’s opinions?

Naquela que foi muito provavelmente a melhor conferência de toda a Web Summit, Gary Vaynerchuck quis transmitir dois pontos fundamentais: de que esta é “a melhor época para se estar vivo” e para os empreendedores “pararem de se queixar”. Através da interacção com o público, do recurso a asneiras e ao seu carisma, Vaynerchuk fez um discurso que fez com que todos os presentes quisessem mudar a sua vida. Falou-se de como é fundamental cada pessoa ter um forte sentido de consciência própria e da importância conceito de “tempo” nos dias de hoje, de como o marketing é uma mistura entre arte e matemática, de como o mercado não se interessa em quem somos e que o essencial é se o que vendemos é bom ou não e de como o medo não pode ser uma opção para um empreendedor. No fim deixou a máxima: se eliminares o medo de ser julgado pelos outros, ninguém te pode parar.


Why has social changed how we discover and buy online?

Quando a conferência anterior de Gary Vaynerchuk terminou – com uma ovação de pé -, um mar de gente saiu também do recinto da MEO Arena. Porquê? Porque CEO da VaynerMedia dirigia-se a outro palco para apresentar uma outra sessão. Durante semana inteira nunca o espaço PandaConf havia estado tão cheio, algo de imediato apontado por Marty Swant (Adweek), que moderou o diálogo entre Gary e Apu Gupta (Curalate). Muitos foram os temas desta conversa, tais como o de que conseguir atenção é o mais importante ao vender um produto, da importância de não ter medo de experimentar diversos tipos de plataformas e de como toda a gente na indústria da televisão sabem que as coisas não estão a funcionar, mas em vez de avançar para novas plataformas continuam a insistir na ideia de “romantizar a TV”. No final, Vaynerchuk dispensou do seu algum tempo para agradecer pelo apoio ao tirar fotos com eles.

 

What next for the biggest game in the world?

“Quem aqui já jogou Pokémon Go?”. À pergunta de Erin Griffith, jornalista da revista Fortune, o Meo Arena respondeu em massa e foram poucos os que não levantaram o braço. Já à segunda questão, a resposta não foi tão positiva para a maioria: “E, dos que já jogaram, quem continua a fazê-lo?”. Menos de um terço permaneceu com o braço no ar.

Nada que surpreenda Mike Quigley, diretor de Marketing da Niantic. Depois de um “verão insano” de “excitação” e “privação do sono”, numa tentativa incessante de “manter os servidores estáveis”, o famoso jogo de realidade aumentada tem perdido milhões de jogadores por mês. A isso juntaram-se as críticas de fãs indignados pela desativação da funcionalidade Nearby (que permitia ver quais os Pokémons que andavam por perto). Mas nem isso parece ser suficiente para levar a Niantic a desistir do jogo. “Continuamos a construir o nosso produto”, avançou Quigley, frisando que a Niantic aprendeu com os erros do passado: agora, há que pensar nos milhões de utilizadores e mantê-los interessados. “Havia muitas expectativas”, reconheceu.

The Age of moonshots and Hyperloop One

Passar pelo Web Summit e não ouvir falar (pelo menos uma vez) de Elon Musk não é propriamente fácil. Na conferência que fechou esta edição da Web Summit, o nome do empresário não podia ser esquecido: foi Musk quem criou o conceito do hyperloop, um meio de transporte que, segundo Shervin Pishevar e Josh Giegel, junta a conveniência do metro com a velocidade do avião.

O Hyperloop é nada mais que um sistema de transporte constituído por cápsulas que circulam num túnel a uma velocidade superior a 1000 Km/h. É “limpo” (recorre a energias renováveis),“à prova de vómitos” e de acidentes, frisam os fundadores da empresa homónima, Hyperloop. E vai tornar o mundo numa “aldeia global”.

À Web Summit, os dois trouxeram uma novidade: o primeiro sistema comercial do Hyperloop ligará o Dubai e Abu Dhabi (percorrendo 150 Km em 12 minutos; que é como ir de Lisboa a Leiria em cerca de 10 minutos). Este transporte pode ainda levar os passageiros diretamente a casa ou ao trabalho, sem que estes tenham de sair do transporte. A empresa somam mais de 200 milhões de dólares em investimento e, no Web Summit, angariaram calorosos aplausos.

Até para o ano, Web Summit

Houve falhas técnicas, sim. 3000 pessoas ficaram impedidas de entrar logo no primeiro dia, choveram críticas nas redes sociais (ora de enchentes no metro, ora de falta de Ubers e táxis) e viram-se filas (muitas filas). Mas, apesar dos problemas (que Cosgrave diz estar disposto a melhorar), também houve diversidade – de pessoas, temas e opiniões.

É por isso que esperamos com ansiedade pela próxima edição. Até para o ano, Web Summit.

 

Texto de Rui Pereira e Beatriz Ferreira.

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