The Flash
The Flash estreou em 2014 e este ano conclui a sua sexta temporada.

The Flash 3×05: Facilmente nos vamos esquecer que existiu

Monster foi o nome do episódio desta semana e, se por um lado fiquei entusiasmada com o trailer, ao longo do episódio fui ficando cada vez mais desiludida. Nada pareceu encaixar e este monstro serviu apenas para que as personagens se fossem encontrando de vez em quando.

Provavelmente o pior vilão de sempre

Nem sei se é sequer possível considerar que este episódio teve um vilão, mas se merece esta nominação vai ficar para a história como um dos mais fracos. É verdade que nem todas as semanas podem ter vilões marcantes, mas esta temporada está claramente a pecar pela qualidade destes.

O monstro que assombrou Central City era uma espécie de kaiju e não nenhum meta humano. Isso deixou-me empolgada porque por vezes parece que a série precisa de algo do género para não ter uma sequência de ações tão demarcada. Porém, este monstro não passava de um holograma controlado por um miúdo vítima de bullying.

Ora bem, se era um holograma como é que demoraram tanto tempo a perceber que não estava a causar danos concretos por onde passava? Foi um fraco vilão, uma fraca explicação, e foi-lhe dada muito pouca atenção. Se tivesse que classificar este episódio só com base neste arco narrativo (que normalmente é um dos mais importantes da série!) teria que lhe dar pontuação negativa.

FI-NAL-MEN-TE

É isto que me apetece dizer em relação a algumas coisas que já estavam na cara que iam acontecer, mas que por algum motivo têm ficado na gaveta.

Em primeiro lugar, Caitlin (Danielle Panabaker) finalmente está a confrontar-se com os seus poderes. Foi ter com a sua mãe, Dr. Tannhauser (Susan Walters), a fim de que esta a possa ajudar a controlar o seu lado KillerFrost. Cedo nos apercebemos de que a relação entre as duas não é de todo a melhor, e de que tudo isso é motivado pela morte do pai de Caitilin.

Contudo, parece haver uma certa abertura entre as duas e durante os testes que fazem para ver qual a extensão dos poderes de Caitlin, vão conversando e fica a sensação de que o segredo as aproximou.

Fica também a sensação de que estes poderes de Caitlin têm a tendência de a deixar mais agressiva e assim vamos vê-la numa grande luta interior certamente. Já disse e repito: Caitlin está-se a tornar cada vez mais interessante.

Por outro lado, temos outra daquelas situações que demoraram a chegar: Barry (Grant Gustin) e Julian (Tom Felton) num tom mais amistoso. Barry que é conhecido por ser adorável, e como diz Felicity (Emily Bett Rickards) “like pudin”, continua chateado por não conseguir chegar ao seu colega de trabalho e faz alguma coisa em relação a isso.

Através de uma aposta tornam-se mais próximos, e Julian acaba por revelar um pouco mais de si. Vem de uma família nobre em Inglaterra, mas como não servia para assumir os negócios de família foi para os E.U.A em busca de se fazer valer por si só. Conseguiu-o até que os meta-humanos começaram a aparecer e isso enerva-o porque devido ao facto de tudo ter mudado e de ele não ter sido escolhido para ter poderes, sente-se novamente preterido.

Isto dá para entender melhor a personagem e depois de ver o olhar de cachorrinho abandonado de Barry ao ouvi-lo, dou no máximo uns cinco episódios para que lhe revele que é Flash.

O pior Harrison Wells

Na semana passada já expressei grande parte daquilo que sinto em relação ao Harrison Wells da Terra 19, ou melhor ao H.R. (Tom Cavanagh). Esperava que este episódio mudasse isso, porém apenas reafirmou as minhas opiniões.

É suposto ser engraçado, mas para mim é só irritante, e por mais que sempre tenha elogiado o trabalho de Tom Cavanagh, não sei se é da personagem em si, ou até mesmo das músicas demasiado pop com a tentativa de aligeirar tudo que põem no fundo, mas já estou farta.

Esta semana ficou-se a saber que na verdade não é nenhum cientista mas sim um criador de ideias. Acho que isso diz tudo sobre o quão idiota é toda a situação, mas só espero que haja um motivo subjacente para a sua presença e que a torne mais tolerável.

Entendo que nem todos os episódios têm que ser explosivos, e alguns servem apenas para fazer a ponte entre episódios, mas não têm que ser tão vazios quanto este Monster foi. Os desenvolvimentos entre as relações das personagens são necessários, mas não podem constituir 95% de um episódio, ainda para mais em situações que tem repercussões quase nulas.

Especialmente agora que The Flash vai ficar em pausa durante uma semana, era necessário algo mais para manter os fãs agarrados ao que aí vem.

 

NOTA FINAL: 4/10
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