No dia em que os X-Wife estão de passagem por Lisboa para pisarem o palco do Centro Cultural de Belém, o Espalha-Factos esteve à conversa com Rui Maia sobre a paragem da banda, perspetivas futuras de lançamentos e a sua agenda de espetáculos.

Espalha-Factos Os X-Wife estiveram inativos durante cerca de três anos, apesar de cada um dos seus elementos estar envolvido em diferentes projetos. A que é que se deveu esta paragem na carreira?

Rui Maia: Na realidade, para nós, não houve uma paragem. Mantivemos sempre o contacto e sempre estivemos a planear os próximos passos da banda. Nós, X-Wife, gostamos de fazer as coisas sem pressas. Aconteceu que passaram três anos e no meio desenvolvemos uma série de projectos.

EF: Essa pausa e as respetivas aventuras individuais contribuíram positivamente para o vosso processo criativo?

RM: Sem dúvida que os projectos em que estamos envolvidos além dos X-Wife contribuíram para inserir novos elementos musicais na banda. Aprendemos mais sobre produção e sobre instrumentos que até então eram desconhecidos para nós. Todas as influências que adquirimos fora da banda acabam por enriquecer a sua sonoridade.

EF: Na verdade, o que é que motivou a vossa reunião? A reação do público foi ao encontro às vossas expectativas?

RM: Nós não sentimos que houve uma reunião porque a banda nunca acabou. Estivemos menos activos durante três anos. Mas, tal como disse anteriormente, nesse espaço de tempo, ideias foram sendo desenvolvidas, uma delas é o mais recente single Movin’ Up.

EF: A energética Movin’ Up surgiu inesperadamente como o mais recente single dos X-Wife e chegou inclusive a figurar na soundtrack do videojogo FIFA 16, da EA Sports. Pretendem dar continuidade à linha seguida em Infectious Affectional?

RM: Ainda não sabemos. Andamos a experimentar em estúdio, mas, de facto, a sonoridade do Movin’ Up excita-nos. A canção soa a X-Wife mas com uma data de elementos que ainda não tinham aparecido anteriormente. Em termos de sonoridade, é bem possível que o ponto de partida seja essa canção.

EF: Está previsto o lançamento de mais algum single? Há um novo disco a caminho?

RM: De momento, temos bastante material escrito, mas nenhuma decisão ainda foi tomada. Por isso, quem sabe se surge algum single inesperado ou até um álbum… O futuro dirá!

EF: Hoje irão atuar em nome próprio no Centro Cultural de Belém. Como será composto o alinhamento do espetáculo? Haverá alguma surpresa?

RM: Já há algum tempo que não tocamos em Lisboa, portanto é uma boa oportunidade de ver a banda. Vamos tocar uma seleção de canções que achamos que funcionam muito bem ao vivo. Se calhar tocamos uma ou outra canção nova. Se o público pedir muito!

EF: No mês de novembro vão também estar presentes na terceira edição do festival Portugal Alive que ocorre nas cidades de Madrid e Barcelona. Como encaram essa oportunidade?

RM: Nós fizemos várias tours em Espanha no passado e gostamos muito de tocar para o público espanhol. Têm bastante ritmo. Portanto, para nós vai ser um prazer voltar a Madrid e Barcelona. Já fomos muito felizes nessas duas cidades.