Flash 3x04

The Flash 3×04: Novo casal de vilões, novos problemas

O episódio desta semana de The Flash trouxe não só um novo casal de vilões, como também muitos avanços nas vidas amorosas das personagens principais. The New Rogues foi o quarto episódio da terceira temporada da série sobre o super herói mais rápido do universo da DC Comics.

Um novo Harrison Wells

Esta foi possivelmente a ideia mais ridícula de toda a série desde que começou a ser exibida em 2014. O Dr. Wells (Tom Cavanagh) que está atualmente com a Team Flash é o pertencente à Terra 2, e aquele que entrou na temporada passada. Já não é nenhum vilão e, tal como disse, faz imensa falta à equipa.

Caitlin (Danielle Panabaker) e Cisco (Carlos Valdes) aperceberam-se disso, e em conjunto com Dr. Wells decidiram que deviam encontrar um outro Harrison Wells para o substituir, isto porque este queria voltar para a sua Terra.

Criam um enigma para atrair os Dr. Wells mais inteligentes e fazem uma espécie de casting. É verdade que as personagens extremamente estereotipadas que apareceram foram engraçadas, mas estava expectante que chegassem à única conclusão possível: precisavam DAQUELE Harrison Wells e não de um qualquer.

Dr. Wells e Cisco estiveram imparáveis esta semana e até o pormenor mais básico, como a competição para darem nomes aos meta humanos, devia ser suficiente para demonstrar que ele tinha que ficar. Em vez disso, temos agora um sócia que gosta de ser chamado de HW e que parece estar com uma crise de meia idade.

Não fiquei minimamente convencida e a personagem vai ter que fazer muito para me convencer de que valeu a pena esta mudança.

O amor anda no ar em Central City

Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton) são finalmente um casal normal, isto até nos lembrarmos de que é como se partilhassem o mesmo pai. Iris parece estar extremamente confortável com a situação, mas nem o namorado nem o pai parecem sentir o mesmo.

Isto dá azo a conversas bastantes constrangedoras entre Barry e Joe (Jesse L. Martin) que, depois de algumas voltas, resultam na decisão de Barry em sair de casa e ter uma casa própria. Esta conversa final entre os três trouxe também o equilíbrio perfeito entre o facto de Barry e Iris serem um casal mas não deixarem de pertencer à mesma família.

Por sua vez Joe parece também ter um novo interesse amoroso, o que pode ser bom para mostrar mais lados da personagem. Ela colabora com a polícia, mas Joe parece não querer colaborar com os seus avanços. É preciso ver o que aí vem.

Correndo o risco de me repetir, num episódio em que tantas vezes foi mostrada a esquadra porque é que a personagem de Tom Felton não apareceu uma única vez? Julian mais parece uma sombra e isso começa a incomodar-me verdadeiramente.

Voltando a coisas mais bonitas… Wally (Keiynan Lonsdale) e Jesse (Violett Beane) decidem finalmente ceder à atração entre si e trocam alguns beijos. Apesar de Wally ter medo de se envolver com a amiga porque esta está de regresso a outro universo, foi engraçado vê-los juntos, e espero que esta relação seja o suficiente para que a família Wells visite mais vezes.

Problemas a dobrar para Flash

Sam Scuddeer (Grey Damon) e Rosalind Dillon (Ashley Rickards) são os novos rogues. Pertenciam à equipa de Snart, mas a ganância levou-os a separarem-se na noite da explosão do acelerador de partículas. Ele ficou preso dentro de um espelho e ela foi presa.

Neste episódio, Scudder ou Mirror Master, como lhe chamou Dr. Wells, tem o poder de se mover entre espelhos. Já Rosalind, ou Top, nome dado por Cisco, consegue causar a sensação de vertigens através do olhar.

O casal junta-se e depois de perceberem que Snart já não está vivo tentam derrotar Flash que, com a ajuda de Jesse Quick, leva a melhor. Os dois vilões foram até agora os melhores da temporada. Através da força do seu carisma conseguiram criar empatia com o telespectador, e só tenho pena que o seu arco narrativo tenha ficado resumido a este episódio. Pelo menos assim aparenta.

No meio de tudo isto conseguiram causar verdadeiros problemas à Team Flash, principalmente quando Flash ficou preso dentro de um espelho. Para o libertar, foi Caitlin que teve que fazer uso dos seus poderes, ainda que às escondidas. Porém, no final do episódio verifica-se que já não os conseguirá manter em segredo por muito mais tempo, uma vez que as características físicas de KillerFrost estão impossíveis de esconder.

Neste episódio foram abordadas as características mais humanas das personagens, e o facto de terem problemas do quotidiano de qualquer pessoa dita normal é sempre interessante de ver. Confere um cariz mais leve à série e traz à tona o tom cómico que tão bem a caracteriza, ao passo que as pequenas quezílias entre as personagens nos aproximem destas, ainda que nenhum dos fãs da série tenha super-poderes.

Continua no entanto ausente o factor surpresa, algo que tenha um impacto verdadeiro na dinâmica da série e que não seja de fácil resolução. Espero que Caitlin traga isso na semana que vem, e é nela que aposto todas as minhas fichas.

NOTA FINAL: 7,5/10

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