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Cauliflower Burger

Hard Rock Café Lisboa prepara-se para dominar o mundo com couve-flor

Hard Rock Café Lisboa lançou um Veggie Menu, composto por seis pratos e dois cocktails com legumes. Disponível até 13 novembro, comemora o Vegetarian Awareness Month e prepara-se para dominar o mundo com couve-flor. Depois de experimentar, prevemos um abaixo-assinado para um lugar cativo na ementa.

Hard Rock Café e a entrada no Céu dos Vegetarianos

Antes de descrever a experiência, faço já um aviso. Não sou vegetariana. Nem eu nem a Ana, que me acompanhou para eternizar em imagens aquilo que nunca seria capaz de vos explicar por palavras. Portanto, fomos só porque somos bons garfos e, acreditem, mesmo que não fossemos, seria muito difícil sair da Avenida da Liberdade sem a impressão de que estivemos no Céu dos Vegetarianos e não nos importávamos de lá ficar.

Quando cheguei, em cima do 12h, já a Ana estava a aproveitar a sala ainda vazia para fotografar duas mesas com pratos de exposição. Até nos sentarmos, fiquei (de castigo) a tentar resistir a petiscar sem ninguém dar por isso. Assim que começaram a chegar mais alguns convidados, fomos autorizadas a experimentar umas iguarias.

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Comecemos pelo Grilled Ratatouille Wrap (11,95€), uma tortilha de farinha recheada de beringela grelhada, legumes variados e rúcula temperada com uma maionese especial e azeite. A maionese é capaz de não ser assim tão especial, mas eu não consigo descodificar a palavra que vem a seguir a maionese no menu. O que interessa é que, depois de conseguirmos ultrapassar a prova de fogo que é cortar a tortilha, sabe tão bem como soa.

A acompanhar, experimentei um bocadinho das duas saladas apresentadas. Fennel, Beet & Orange Salad (11,95€) revelou-se talvez cítrica demais, com beterrabas assadas, gomos de laranja, funcho, hortelã, coentros e grelos temperados com vinagrete de lima, alho e cominhos. Casava muito bem com a tortilha, mas não era capaz de a comer sozinha.

Por outro lado, a Pico de Quinoa Arugula Salad (13,95€) conquistou-me pela mistura fresca de sabores, com rúcula, pico de gallo, quinoa, sumo de lima e coentros, coberta com couve de bruxelas, nozes picantes, passas de arando, queijo feta e temperada com vinagrete cítrico. Palmas para as nozes picantes e o queijo feta. Podiam fazer parte de todas as saladas do mundo que eu não dizia que não.

Nesta primeira parte da refeição, matámos a sede com o Wascally Wabbit (5,45€), um cokctail sem álcool, apenas sumos de cenoura, laranja e maçã misturados com gengibre e orgeat e acompanhados por hortelã. Sabia a xarope, de tão docinho que era.

Amén à couve-flor

Antes da couve-flor aparecer nas nossas vidas, provámos o Ratatouille Flatbread (12,95€), uma espécie de pizza com legumes grelhados, azeite de alho, dois tipos de queijo e, de longe a minha parte preferida, um fio de maionese de alho. Aquele fio de maionese de alho emaranhou-se em mim e agora não sei como me desembaraçar da ideia de que nunca mais nenhum molho terá o mesmo significado. Sobretudo porque, à semelhança da tortilha, batalhei imenso para consegui cortar o pão. Valeu, sem qualquer sombra de dúvida, todo o esforço de braços.

Cauliflower wings (9,95€). Não é a estrela da refeição, mas apenas porque, sendo picante, não é consensual. Para mim é o melhor prato. Estaladiças asas de couve-flor. Comi uma e chorei de felicidade. Voltei a emocionar-me quando a Ana disse que podia ficar com a dela. Pensando bem, ainda bem que não é consensual. Nunca pensei gostar tanto de couve-flor.

Um Very Veggie Tini (8,95€) para a mesa para apagar o fogo. Pepino fresco, cebola roxa, menta e sumo de lima com iogurte grego e Vodka Stolichnaya. Muito menos doce do que o anterior. Iogurte e vodka parecem ser uma mistura perigosa, mas continua tudo no sítio.

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Aí vem o hambúrguer. Esperámos pelo hambúrguer o tempo todo, não nos importamos de confessar. Até agora, o Veggie Leggie era o único hambúrguer vegetariano presente na ementa do Hard Rock Café Lisboa. O Cauliflower Burguer (14,95€) chega como opção alternativa, ainda que temporária. Panado caseiro feito de couve flor, queijo de cabra, alho, ovo e oregãos coberto com curgete e queijo Monterey. Servido com rúcula, tomate e alho alioli, acompanhado de batatas temperadas. As melhores batatas de sempre, diria.

Não comemos um hámburguer de tamanho normal, mas miniatura. Foi o suficiente para comprovarmos, de uma vez por todas, que a couve-flor não é aborrecida. Quando somos crianças não gostamos muito de legumes, quanto mais de couve-flor. Eu cresci, o pouco que me foi permitido, para continuar a proibir-me a comer couves no geral. Fui para esta refeição de mente aberta, sobretudo porque não olhei para o menu antes de começar a comer. Não porque estivesse com medo de desistir, simplesmente porque não senti necessidade. Ainda assim, confesso que se tivesse lido couve-flor, o meu corpo teria estremecido. No final de contas, estremeci na mesma, mas de agrado.

Para os vegetarianos, este menu é a oportunidade de organizar a melhor festa de aniversário sem convidados não-vegetarianos a reclamar. Para os não-vegetarianos, talvez não se convertam para sempre à dieta, mas tenho a certeza que vão passar a olhar para legumes de uma outra forma. Eu sei que vou.

Espreita a galeria e baba-te um bocadinho antes de pegares no telefone para fazeres a reserva:

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