Este Halloween, o Espalha-Factos apresenta-te alguns dos mais tenebrosos episódios de terror e suspense que já foram transmitidos no pequeno ecrã.

O género de terror é frequentemente associado ao cinema com clássicos como Dawn of The Dead, Halloween, Nightmare in Elm Street entre outros a virem à cabeça quando falamos de ficção de suspense audiovisual.

Todavia, a televisão também tem os seus grandes momentos de terror e suspense com várias séries a terem momentos memoráveis, dignos de permanecerem no panteão dos mais assustadores pesadelos que gostávamos de esquecer.

  • American Horror Story: Roanoke (Capítulo 4, Temporada 6)

halloweenSurpreendentemente, ao fim de seis temporadas, American Horror Story continua a mostrar que consegue provocar o terror de forma inesperada e arrepiante. Depois de passarmos pelo Hotel e pelo Asilo, não necessariamente por esta ordem, eis que nos deparamos com American Horror Story: Roanoke.

Esta tem sido uma temporada muito rica. Roanoke conta com os atores que já nos temos habituado a ver, mas a própria história é-nos apresentada de forma distinta: estamos perante um documentário que retrata a história verídica de Shelby (Sarah Paulson) e Matt (Cuba Gooding Jr.) e dos terrores que enfrentaram numa casa construída em solo amaldiçoado. Se há uma palavra que define esta temporada é precisamente esta: terror.

Destacamos neste especial a cena em que Cricket (Leslie Jordan) é desventrado. Sim, estamos a falar de uma cena de barriga aberta em que “vemos” sair os intestinos e afins da personagem. O que faz desta cena assustadora? Para além do próprio processo de desventrar, este momento antecede um terror psicológico às personagens principais, quase em jeito de aviso de que serão eles as próximas vítimas daquele castigo. Caso para dizer que ficámos com um nó no estômago.

  • Buffy, The Vampire Slayer: Hush (Episódio 10, Temporada 4)

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Não é possível chegarmos à época de Halloween e não pensarmos naquela que foi, sem sombra de dúvidas, uma das séries com temática sobrenatural mais marcantes da história da televisão norte-americana e até mundial.

É certo que Buffy, The Vampire Slayer sempre conseguiu incorporar bons momentos de comédia e descontração na sua narrativa, o que acabou por fazer com que o público não conseguisse largar a televisão para acompanhar as aventuras de Buffy (Sarah Michelle Gellar) e companhia.

Porém, neste episódio específico, a história ganha um tom mais sombrio quando somos apresentados aos seres conhecidos como The Gentlemen, uns demónios vestidos a rigor, tão assustadores em aparência como em capacidades sobrenaturais. Isto porque, graças a eles, todo o elenco ficou sem voz (o episódio foi feito completamente sem diálogo, o que o tornou ainda mais diferente) e, acho que podemos todos concordar, que há algo de realmente aterrador em ser atacado e nem se conseguir gritar por ajuda.

Hush afirmou-se assim como um dos melhores episódios de toda a série e como um marco no que toca a listas especiais do Dia das Bruxas.

  • Supernatural: Bloody Mary (Episódio 5, Temporada 1)

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Tido como um dos mais assustadores episódios da já longa série Supernatural, Bloody Mary abordou a conhecida lenda urbana do espírito da rapariga assassinada que apareceria se o seu nome fosse mencionado três vezes em frente a um espelho.

Com alguma inspiração no filme The Ring, especialmente na aparência do espírito, o episódio começa com uma rapariga a proferir as palavras proibidas levando à morte do seu pai após os seus olhos se esvaírem em sangue.

Os irmãos Winchester acabam por analisar o caso quando mais vítimas surgem e, quando às macabras mortes se junta a tensão do desespero de Sam e Dean quando decidem servir de isco para tentar parar um espírito que não sabem derrotar, a série atinge um pico de suspense que desde então tem tido dificuldade em repetir.

  • Bones: The Pain in the Heart (Episódio 15, Temporada 3)

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Bones não é uma série de terror nem sobrenatural nem nada desse género. No entanto, consegue criar serial killers capazes de arrepiar a espinha de qualquer um. Na sua terceira temporada, a série introduziu Gormogan, um assassino canibal que comia as próprias vítimas. No último episódio da temporada, a equipa do Instituto Jeffersonian recebe uma mandíbula e percebe que Gormogan está pronto para atacar.

A reviravolta surge quando a equipa percebe que um dos seus próprios membros está a trabalhar com o inimigo, ajudando a desviar e a esconder ossos dentro do próprio Instituto. Desde o momento em que Booth (David Boreanaz) apanha o assassino a comer carne humana e o mata, até à revelação de que Zack (Eric Millegan) era o aprendiz do canibal, este foi um episódio com os pés bastante assentes no chão, relembrando-nos que o perigo e a tragédia podem estar mesmo ao virar da esquina.

  • American Horror Story: Piggy, Piggy (Capítulo 6, Temporada 1)

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Se passamos pelo terror da mais recente temporada da obra de Ryan Murphy, nada como voltar às origens. American Horror Story: Murder House tem um formato muito diferente das restantes temporadas da série e um tipo de horror diferente.

A cena que escolhemos não tem necessariamente a ver com um momento de terror, explícito ou psicológico, nem tão pouco com o recorrente recurso a máscaras, palhaços ou efeitos especiais. A cena que escolhemos é assustadora em si só, ou pelo menos para os mais sensíveis.

No meio de uma gravidez atribulada e pouco convencional, Vivien (Connie Britton) vê os enjoos acalmados com a ajuda de Constance (Jessica Lange) precisamente com miudezas de porco. Se ao início come as mesmas cozinhadas, a meio do episódio a personagem rende-se ao desejo e acaba por comer miolos crus. Sim, miolos crus.

De arrepiar (e depois de revermos este momento nada mais há a acrescentar).

  • The Twilight Zone: The Dummy (Episódio 33, Temporada 3)

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A clássica série Twilight Zone teve vários episódios de deixar a pele arrepiada e The Dummy é um dos mais conhecidos.

O foco do episódio é Jerry, um ventriloquista alcoólico que está no final da sua carreira e jura a pés juntos que a sua marioneta Willie está viva e atormenta-o dia após dia. Ninguém à sua volta acredita na história dado o seu problema de alcoolismo. Mesmo o espectador é levado a questionar se o que o protagonista acredita é de facto verdade ou se este se encontra apenas no limite da sua saúde mental.

Jerry, tentando agarrar-se com unhas e dentes ao que resta da sua sanidade, tenta ver-se livre de Willie e substituí-lo por outra marioneta. Todavia, Willie tem outros planos… E o desfecho desta arrepiante narrativa torna-o um dos mais memoráveis episódios da clássica série.

  • Pretty Little Liars: This Is ‘A’ Dark Ride (Episódio 13, Temporada 3)

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A famosa série de Marlene King teve vários episódios especiais dedicados ao Halloween, mas este teve um bom par de características que lhe deram um ar de suspense distinto dos restantes. As quatro protagonistas vão a uma festa num comboio e depressa percebem que o seu inimigo, A, está presente no local e pronto a atacar. Acompanharmos um elenco que está trancado num comboio durante uma hora é suficientemente claustrofóbico para pôr o nosso coração a bater mais rápido.

Desde o momento em que Spencer (Troian Bellisario) é atacada por uma figura misteriosa mascarada de Rainha de Copas até à cena em que percebemos que Aria (Lucy Hale) está presa numa caixa com o cadáver de Garrett (Yani Gellman), este foi um dos episódios da série em que as protagonistas sofreram mais ameaças.

Enquanto nas duas temporadas o A original (Mona, protagonizada por Janel Parrish) trabalhava à base de segredos, este novo inimigo encosta Mona a um canto e faz parecer o seu trabalho uma brincadeira de crianças.

 

Artigo escrito por Cátia Duarte Silva, Gonçalo Baptista e João Miguel Safara