American Horror Story

American Horror Story 6×06: a tão aguardada reviravolta

Ryan Murphy prometeu uma reviravolta no sexto episódio de Roanoke, a sexta instalação de American Horror Story, e tal não desiludiu. Numa só temporada, ficámos com a sensação de estar a assistir a duas instalações diferentes que convergem maravilhosamente num ponto comum. O novo episódio estreou no canal FX no dia 19 de outubro.

Cheyenne Jackson interpreta Sidney, o produtor por trás do documentário My Roanoke Nightmare. Aparentemente, a produção foi um sucesso e Sidney já está preparado para uma sequela, intitulada Return to Roanoke: Three Days in Hell, na qual os protagonistas e os atores que os interpretaram serão reunidos e ficarão todos instalados na famosa casa assombrada, durante o ciclo da lua vermelha.

É a partir daqui que começamos a conhecer as verdadeiras personagens desta sexta instalação da série. O primeiro contato é com Shelby (Lily Rabe), que parece ter-se separado de Matt (Andre Holland) após ter tido um caso com Dominic Banks – o nome verdadeiro de Cuba Gooding Jr. A protagonista diz que está disposta a voltar à casa para retomar contato com Matt e tentar reatar a relação. É fascinante ver a forma como o envolvimento das personagens no documentário afetou as suas vidas pessoais.640

A verdadeira Lee (Adina Porter) pretende também voltar à casa para limpar o seu nome relativamente ao assassínio do seu marido. A atriz que a interpretou, Monet Tumissee (Angela Bessett), é agora uma autêntica alcoólica graças ao seu envolvimento no documentário, e as duas depressa criam uma relação de inimizade dentro da casa. Ver o confronto entre duas mulheres que ainda na semana passada interpretavam a mesma personagem apenas demonstra o talento destas atrizes.

Kathy Bates é, na verdade, Agnes Mary Winstead e claro que a sua personagem tinha de ser, no mínimo, controversa. Aparentemente, Agnes criou uma fixação pela sua personagem The Butcher e começou a agir como ela na vida real, sendo então diagnosticada com alguma forma de psicopatia. Graças a isto, Agnes fica expulsa da sequela, mas ela não é mulher para aceitar um não de forma leviana. Agnes traz The Butcher de volta à vida e torna-se num verdadeiro pesadelo em torno da casa.ahs_3

Por fim, conhecemos Audrey Tindall e Rory Monahan, os verdadeiros nomes de Sarah Paulson e Evan Peters, respetivamente. Pelos vistos, após se terem conhecido durante o documentário, a dupla apaixonou-se e estão agora casados um com o outro. Audrey é originalmente britânica e aqui aponto a única falha deste episódio. Nunca pensei dizer algo negativo relativamente a Sarah Paulson, mas o seu sotaque britânico é simplesmente detestável.

Claro que estamos a falar de uma casa assombrada e as coisas começam a ficar estranhas logo desde o primeiro segundo. A ajudante de Sidney, chamada Diana, começa a aperceber-se dos incidentes e tenta fugir para denunciar o caso, mas é rapidamente morta pelo famoso Pig Man. A meio do episódio, somos informados de que todos os residentes da casa morreram na sua estadia de três dias, exceto um.640-2

Está então aberta a sequela, com os novos residentes da casa: Matt, Shelby, Lee, Audrey, Rory, Dominic e talvez uma Agnes completamente demente. Enquanto uma loucura saída de um romance de Agatha Christie começa a acontecer e começamos a tentar adivinhar qual dos residentes será o primeiro a morrer, a resposta não demora a aparecer.

Após Audrey ser atacada dentro da casa, Rory toma controlo da situação, de modo a proteger a sua esposa. O coitado é a primeira vítima, sendo esfaqueado múltiplas vezes pelas enfermeiras que conhecemos no segundo episódio. No instante seguinte, Matt dá de caras com a palavra MURDER escrita em sangue na parede da sala de jantar. Se estão recordados, as enfermeiras deixaram a palavra incompleta, mas Rory começa com R, o que significa que as enfermeiras concluíram o seu trabalho, mas a onda de homicídios ainda agora começou.640-1

Não há palavras para descrever o quão genial foi este episódio. Os fãs foram prendados com duas mini séries dentro de uma só temporada, em que um só ator chega a interpretar duas ou três personagens diferentes. American Horror Story tem um elenco de luxo e vê-los todos juntos debaixo do mesmo teto é um manjar dos deuses.

Esta reviravolta é um autêntico Big Brother de terror, com um elemento de mistério para descobrir qual será o único sobrevivente. A série brinca com o próprio conceito de televisão, mantendo contudo o seu elemento de terror: a casa assombrada. Com apenas quatro episódios em falta, nunca estive tão entusiasmado por uma temporada de American Horror Story como esta.

NOTA: 10/10