Flash

The Flash 3×03: Visitas de outros universos

A Team Flash continua a enfrentar indiretamente Alchemy e através do novo metahumano que dá nome a este episódio, Magenta, começa a aprender um pouco mais sobre o vilão. Este foi ainda um episódio que abriu bastantes portas para o futuro de algumas personagens, nomeadamente Wally (Keiynan Lonsdale).

Família Wells de volta

Apesar de tanto Dr. Wells  (Tom Cavanagh) como Jesse (Violett Beane) viverem agora num outro universo (o seu de origem) já se sabia que estariam presentes nesta terceira temporada de The Flash, e ao terceiro episódio foi de vez.

Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton) estavam num encontro quando foram chamados pelo resto da equipa, uma vez que alguém tinha aberto uma fenda no portal que dá acesso a outros universos. De armas na mão, todos esperavam uma nova ameaça, mas tiveram a agradável surpresa de serem os seus aliados.

A razão da visita prende-se com o facto de Jesse ter poderes de speedster, ganhos através da segunda explosão do acelerador de partículas. É nos Star Labs que procuram ajuda para controlar os seus poderes, apesar de Dr. Wells ter outra intenção: a de que os seus amigos o ajudem a dissuadir a filha de ser uma super-heroína.

Ninguém parece querer concordar com ele, mas as conversas tidas com Cisco (Carlos Valdes) voltaram a ter o humor que sempre caracterizou a relação dos dois, e gostei de ver que Flashpoint não alterou isso.

Já no que toca às interações com Caitlin (Danielle Panabaker), ficou claro que o facto de esta ter poderes e de não saber lidar com os mesmos, a está a corromper por dentro. Caitlin nunca teve sucesso a resolver os seus problemas sozinha, pelo que mal posso esperar para que esta sua característica se torne conhecida por todos, e que explorem mais aquela que sempre foi a personagem mais insonsa do elenco principal de The Flash.

Aquando do derradeiro confronto do episódio, Dr. Wells acaba por confiar nas capacidades da filha e dá-lhe incentivo para que ajude Barry. Ficamos a saber que Cisco lhe fez um novo fato, muito semelhante ao de Jesse Quick, pelo que as dúvidas da temporada passada estão todas dissipadas.

Porém, fica a questão de se esta foi uma visita de médico ou se as personagens estão para ficar. Honestamente gostaria que continuassem pois as qualidades de Tom Cavanagh enquanto ator fazem falta à série e este episódio só deixou isso mais claro. O ator consegue criar ritmo em todas as cenas em que participa e faz um equilíbrio exímio entre os momentos cómicos e dramáticos da série. Sendo este o marco de The Flash, não consigo concebê-la sem ele.

A nova criação de Alchemy

Frankie Kane (Joey King) é uma menina que sofre de abusos por parte do pai adotivo. No início do episódio aquilo que vemos é precisamente mais um desses abusos, que acaba com a mesma a dizer “A Frankie não está aqui” e a atacá-lo com um candeeiro de rua.

Na verdade Frankie ainda estava ali, mas por ter um distúrbio de dupla personalidade, naquele momento quem se manifestava era Magenta. No seguimento deste ataque, Frankie é interrogada por Joe (Jesse L. Martin) e diz ter tido um black-out completo, não se lembrando de nada.

É apenas quando Julian Albert (Tom Felton) a acusa do ataque de forma agressiva que Magenta volta a ressurgir e, se não fosse por Barry trabalhar com Julian, tinha acabado por matá-lo.

Julian está rapidamente a tornar-se numa personagem com a qual não é possível simpatizar, mas que não tem grande contexto, o que, tendo em conta o ator escolhido para o interpretar, está na altura de ter. Tom Felton está em The Flash de forma tão acessória que começa a dar pena terem-no introduzido como a grande contratação desta terceira temporada.

Voltando a Magenta… Esta era uma meta-humana em Flashpoint e, tal como Rival, a seu sócia neste novo universo começa a ter sonhos com o que era a sua vida antes da viagem no tempo de Barry, e a receber um chamamento para se encontrar com Alchemy, que lhe devolveu os poderes.

Desta forma tornou-se mais claro que aquilo que Alchemy consegue fazer é dar os poderes que as pessoas tinham em Flashpoint neste universo, ainda que seja ainda uma incógnita o como, ou qual o seu grande objetivo com tudo isto.

Magenta tenta reprimir Frankie e quase que mata, para além do seu pai adotivo, todo o hospital em que este se encontra, onde estava também Iris. Foi bom que todas as mortes causadas por Magenta tenham sido apenas quase mortes, pois isso ajudou a manter a inocência da personagem e a tornar o seu desfecho algo mais feliz, contrariando o que se tem feito até agora.

Porém, o facto de após apenas uma conversa, ser como se Magenta não estivesse dentro de Frankie, foi feito demasiado a correr, o que me leva a crer que ainda veremos mais desta personagem.

O que esperar de Wally

Tal como Jesse, também Wally foi atingido pela explosão do acelerador de partículas, mas teve poderes de speedster apenas em Flashpoint. Ao ver a sua amiga com estes, denotou-se alguma inveja e uma vontade demasiado grande de obter a super velocidade que pensa ser sua por direito.

Quase não quis estar com Jesse, afastando-se sempre que podia, e envolveu-se em discussões com Joe e Barry. O cúmulo foi mesmo quando pôs a sua vida em perigo para despoletar os seus poderes. O resultado foi sempre o mesmo: nada.

Sabendo agora que Alchemy está a dar os poderes a quem os tinha em Flashpoint, e, pelas caras que Wally fez aquando da descoberta do processo que começa com pesadelos, ficou quase explícito que também ele será afetado pelo mesmo mal. Honestamente mal posso esperar para que isto aconteça porque acho que vai dar bastante dinamismo à personagem e à história da temporada. Caso esteja enganada e nada disto vá acontecer, peço desde já desculpa a quem acompanha estas reviews, mas ver Wally a ir para o lado dos vilões seria algo verdadeiramente interessante.

Magenta foi um bom episódio e com ele The Flash ganhou de facto uma outra cor. Já é possível querer mais do que está a ser mostrado, formular diferentes teorias sobre o futuro da série e ficar entusiasmado com algumas personagens. Até agora isso tinha vindo a falhar, mas o caminho para o regresso à qualidade da temporada passada parece estar a ser construído.

Apenas uma última consideração sobre o quão farta estou deste vai não vai entre Barry e Iris. O “está quase para acontecer mas ainda não é desta” já enjoa e já não há mais maneiras de o mostrarem sem que o tornem repetitivo. Se estão juntos, que os criadores da série parem de enrolar porque começa a ser deveras desinteressante ver esta relação.

NOTA FINAL: 7,5/10

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