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Luís Pereira

A arte de Hannnah Epperson

Hannah Epperson rumou ao Porto para mostrar que não é preciso grande aparato para se dar um bom concerto. Com o seu violino, uma máquina de loops e o seu companheiro de estrada Jason Burger na bateria, os Maus Hábitos receberam a americana em mais um concerto de quinta à noite.

A noite que se fazia na cidade clamava por um concerto calmo. Depois de uma semana de trabalho – não completa, que no dia seguinte ainda se trabalhava – e da noite fria, alguns rumaram até ao quarto andar da Rua Passos Manuel. No final do concerto a opinião foi geral: valeu a pena sair de casa.

Na mala do violino trouxe Upsweep, com pouco menos de um mês de vida. Entre elogios a Portugal e aos portugueses, foi demonstrando que nutre um amor incondicional pelo país. E foi assim que, até rouca e engripada, Hannah Epperson conseguiu aconchegar os corações de quem ouvia: com música doce, docemente cantada, e elogios adocicados.

O improviso e a harmonia não podiam ser melhores. Hannah sabia o que fazia e gostava de o mostrar. Canções como Brother ou Farthest Distance, completadas por Circles, foram o melhor de uma quinta à noite. Na verdade, o disco da americana tem de tudo para ser um dos melhores do ano.

A norte-americana despediu-se dos palcos portugueses desta tour mas promete que vai voltar. O amor que sente pelos portugueses não a deixa manter-se afastada por muito tempo.

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