The Flash 3×02: Adaptação a uma nova realidade

Depois de um início de temporada consideravelmente fraco, The Flash parece estar a dar aos fãs algum avanço significativo na história com este Paradox. Ainda que com algumas falhas, não há como negar que a série está no caminho certo para o regresso à qualidade da temporada passada.

Crossover nem nexo algum

Ao longo do episódio, Barry (Grant Gustin) está com Felicity (Emily Bett Rickards) e é a esta que confidencia o que se está a passar consigo, e toda a informação a que temos acesso é o resultado desta narração.

Os crossovers em Arrowverse são sempre uma garantia de boas audiências para a CW, porém convém que estes façam sentido. Barry foi ter com Felicity e nós não sabemos porque é que a escolheu para ser a sua confidente uma vez que não é sequer através desta conversa que se chega a alguma conclusão, ou através de um seu conselho que alguma atitude é tomada.

Parece que o único motivo pelo qual tudo isto aconteceu foi para sabermos que neste universo paralelo, Diggle (David Ramsey) tem um filho em vez de uma filha. Os criadores das séries tinham dito que a influência de Flashpoint se faria sentir em Arrow, e se foi a sua forma de arrumar o assunto foi bastante fraca.

Não gostei deste crossover porque nem a dinâmica entre Barry e Felicity foi bem conseguida, algo que até agora sempre tinha acontecido quando estas duas personagens se encontravam.

O que muda afinal com Flashpoint?

No final do episódio anterior, a sensação com que se ficava era a de que a única mudança no universo era que Iris (Candice Patton) não falava com o seu pai, Joe (Jesse L. Martin). Barry não sabe porquê e nós também não, porém o processo de descoberta dele traz à memória o porquê de Grant Gustin ser perfeito para este papel.

Ao tentar preencher os espaços em branco, Barry vai dizendo e fazendo coisas que não são de todo compreendidas pelos seus colegas  e isso trouxe ao episódio um constrangimento social bastante divertido. Ele faz perguntas inoportunas e de cada vez que não obtém respostas concretas, a própria música ajuda a criar momentos cómicos.

Iris e Joe estão de relações cortadas por causa de Joe não lhe ter contado que a sua mãe estava viva, algo que no outro universo foi resolvido facilmente. Para além disto, Cisco (Carlos Valdes) não parece o mesmo, estando completamente deprimido e revoltado com Barry pela sua falta de ajuda depois da morte do seu irmão. Já Wally (Keiynan Lonsdalenão tem poderes.

Ao ver tudo isto, Barry tenta salvar o dia (mais uma vez) e ao ver que neste universo as pessoas de quem mais gosta não estão bem e que a conversa e consequente beijo com Iris não aconteceu, tenta voltar atrás no tempo.

É nesta altura que é interceptado por um Flash de outro universo, sendo que este é sócia do seu pai, e neste sentido é também interpretado por John Wesley Shipp. Estão em 1998 e é nesta altura que Barry entende que não pode voltar a ter o que tinha sem causar mais problemas; tem que aceitar a realidade que tem e tentar fazer o melhor que puder da mesma.

Não percebi a escolha do ano, uma vez que se fosse uma referência à anterior série sobre o super herói mais rápido do universo da DC, teria que se passar entre 1990 e 1991. Foi engraçado ver que é um Flash mais velho e com mais experiência que o ajuda a perceber o que tem que fazer, como se fosse um “Guia sobre como ser Flash”, mas se esta marca temporal foi apenas uma forma de fazer soltar uma gargalhada fácil com a introdução de uma referência a Dawson’s Creek, foi uma estupidez.

Após esta conversa Barry volta a casa e decide contar a toda a gente o que fez, o que me leva a concluir que em todos os universos paralelos há uma altura em que a Team Flash se sente enganada pelo seu comandante… Já vimos isto vezes a mais!

Diz-lhes que estes não precisam de saber como era a sua vida antes em Flashpoint e nenhum deles decide querer sabê-lo. Barry e Iris dão um beijo sem que este mude o curso do universo cinco segundos depois e fica no ar a hipótese de Caitlin (Danielle Panabaker) ter aqui os mesmos poderes que a sua sócia Killer Frost tinha na Terra 2, que neste momento já deve ser a Terra 2.A.15, a contar pela quantidade de vezes que Barry já alterou as linhas temporais.

Gostei de ter mais respostas em relação a este assunto mas achei que, mais uma vez, toda a gente se adapta demasiado depressa após as explicações de Barry, e isso já começa a ser uma sucessão de acontecimentos demasiado previsível e batida.

Alchemy começa a revelar-se

Por toda Central City começam a aparecer peles humanas, como aquelas que as cobras deixam ao mudarem de pele. Para descobrir o que se passa, Barry conta com a ajuda de Julian Albert (Tom Felton) o seu colega da equipa forense.

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Esta é outra das novidades da linha temporal em que se encontram de momento as personagem de The Flash, e parece que os dois não se dão nada bem. Curiosamente Tom Felton não apareceu no meu imaginário como Draco Malfoy, algo de que eu estava à espera, talvez por ter envelhecido tanto. Julian Albert é bastante enigmático e não é ainda possível tecer grandes opiniões sobre a personagem.

Edward Clariss (Todd Lasance) começa a ter visões com a sua vida enquanto Rival e Alchemy ajuda-o a ganhar a sua velocidade de novo, dando-lhe a missão de matar Flash. Aqui, vou-me pôr na pele de Joe e fazer minhas as suas palavras: “Acabámos de derrotar Zoom e já temos que lidar com outro evil speedster?”.

Esta tipologia de vilão está demasiado gasta na série. É preciso que esta temporada traga outro tipo de vilão, e Alchemy parece vir dar resposta a isto. A história de Clariss fica resolvida quando este é preso e, já dentro da prisão, morto por Alchemy, mas sabemos que outras peles foram encontradas na cidade o que dá a entender que o vilão tem outras criações prontas a serem usadas contra Barry.

Dos confrontos deste episódio, retirou-se também que os poderes de Cisco estão mais fortes e abriu-se a possibilidade de passar a trabalhar no terreno com Barry, algo que seria bastante interessante.

Paradox foi um episódio competente, onde a maior parte dos erros da semana passada não foram cometidos, e que serve para fazer um build-up para grandes acontecimentos que provavelmente estão por chegar.  Porém, parece que ficou a faltar alguma coisa porque, depois de terem mudado o monólogo inicial para um cheio de energia, parece que o resto do episódio não acompanhou essa mudança.

NOTA FINAL: 7/10

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