American Horror Story

American Horror Story 6×05: duas caras conhecidas estão de volta

Esta semana parece que chegámos ao final do documentário My Roanoke Nightmare, com o glorioso regresso de dois veteranos de American Horror Story, abrindo caminho para as grandes surpresas dos últimos cinco episódios. O quinto episódio desta sexta temporada estreou no canal FX no dia 12 de outubro.

Desta vez é Doris Kearns Goodwin quem abre o episódio – uma historiadora americana -, sendo entrevistada pela equipa de produção com o objetivo de explicar as origens da casa. Conta ela, como vimos na semana passada, que o proprietário original da casa foi Edward Phillippe Mott, em 1792, interpretado por Evan Peters. Sim, ele finalmente aparece nesta temporada e conseguiu surpreender com apenas um episódio!

Edward utilizava a casa para guardar as suas coleções de arte, bem como para manter um caso homossexual com um dos seus criados. Como seria de esperar, chega a lua vermelha de outubro e Edward acaba por ser morto às mãos de Thomasin (Kathy Bates) e do resto da tribo. O mau feitio desta personagem de Evan Peters é semelhante à da temporada anterior, mas desde cedo percebemos que Edward é um dos bons e esta não será a última vez que o vemos.American Horror Story

Mantendo a teoria de que cada episódio desta temporada é um reflexo de cada instalação anterior, não é difícil descobrir as referências feitas ao Hotel Cortez. A personagem anterior de Evan Peters, o sinistro James March, também construiu a propriedade com túneis secretos para seu próprio proveito, acabando por morrer nela e ficando condenado a uma eternidade enquanto fantasma.

De volta ao presente, o casal Miller e Flora tentam escapar dos membros da tribo, que estão oficialmente prontos para os matar. Felizmente, Edward aparece, agora enquanto fantasma, e ajuda o trio a escapar da casa. No entanto, estes acabam mais uma vez perdidos na floresta, porque nesta temporada eles claramente ainda não aprenderam a ir para todo o lado menos para o meio da floresta.American Horror Story

O trio é raptado pela família Polk – os campesinos que também queriam comprar a casa no primeiro episódio – e damos de caras com a chefe da família, Mama Polk, interpretada pela fantástica Frances Conroy. Um papel bastante diferente de todos os outros que ela já teve na série, mas, como seria de esperar, encarnado na perfeição.

Os Miller descobrem que Elias (Denis O’Hare) ainda está vivo e também foi raptado pelos Polk, mas esta história não se alonga muito, já que Elias é imediatamente morto pelos mesmos com uma cacetada de martelo na cabeça.

Quando os protagonistas tentam escapar, Mama Polk vinga-se e parte a perna de Shelby (Sarah Paulson) também com um martelo, entregando então o trio à tribo Roanoke para o sacrifício ir avante. Creio que isto é demasiada amargura e mau feitio só porque não conseguiram ficar com a casa, mas enfim.ahs-roanoke-recap

Enquanto isso, Lee (Angela Bessett) sai da estação da polícia por falta de provas e chega à propriedade no tempo certo. O filho de Thomasin, Ambrose (Wes Bentley), deixa o seu coração mole vir ao de cima e atira a mãe para a fogueira, dando tempo suficiente aos Miller e Flora para entrarem no carro de Lee e fugirem dali de uma vez por todas. Enquanto os quatro se instalam num quarto de hotel, dizemos oficialmente adeus à casa que apenas em cinco episódios foi tão ou mais assustadora quanto a da primeira temporada.

Agora que já todo o elenco de American Horror Story está instalado e já sabemos o papel de cada um nesta instalação, resta saber o que os últimos episódios têm reservados para o público. Claro que a partir de agora iremos explorar a equipa de produção por trás do documentário, mas de que forma é que isso irá impactar os protagonistas?

Será que esta foi a última vez que os vimos? Será que tudo isto foi apenas um espetáculo para audiências? Roanoke é tão inteligente quanto é assustadora e há muito tempo que uma temporada de American Horror Story não mantinha este equilíbrio.

NOTA: 8/10

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