O DocLisboa está de regresso à capital. O festival predileto dos amantes de documentários vai percorrer Lisboa de 20 a 30 de outubro e já divulgou as primeiras novidades relativamente à sua edição 14.ª edição.

Este ano, 259 são os filmes que constituem a programação, 46 dos quais portugueses. A competição internacional conta com 18 filmes, 6 dos quais em estreia mundial, um dos quais assinados pela portuguesa Rita Azevedo Gomes, Correspondência. Por sua vez, a competição nacional terá 12 filmes em concurso e entre eles se encontrarão obras assinadas por Edgar Pêra, André Marques, entre outros. No dia 20, o festival arranca com o espanhol Oleg and the Rare Arts, e fechará no dia 30 com Os Interstícios da Realidade ou o Cinema de António Macedo, assinado por João Monteiro.

Na secção Riscos, há dois destaques principais: Manoel de Oliveira: 50 Anos de Carreira, o documentário com menos de uma hora de Augusto M. Seabra e José Nascimento realizado em 1981 que entrevistava o cineasta português, então ainda com muito por percorrer na sua carreira. O outro destaque é Peter Hutton, o realizador americano que faleceu em junho deste ano, após uma batalha contra o cancro, alvo de homenagem com uma pequena retrospetiva do seu trabalho documental.

Algumas das mais ilustres figuras fora do universo do cinema que nos deixaram este ano serão igualmente recordadas noutras secções do festival. David Bowie (em Bowie, a Man with a Hundred Faces or the Phantom of Herouville) e Muhammad Ali (Muhammad Ali, the Greatest, de 1974) são duas personalidades com que nos podemos voltar a cruzar em Heart Beat, uma secção onde há também filmes sobre David Lynch, Siza Vieira ou Sidney Lumet.

Outro dos pontos de interesse do DocLisboa’16 é Da Terra à Lua, a nova secção não competitiva do certame. Com uma programação rica em grandes nomes (Wang Bing, Werner Herzog e as portuguesas Teresa Villaverde e Catarina Alves Costa são alguns dos cineastas cujos mais recentes filmes marcarão presença na secção) e ainda uma masterclass de Avi Mograbi, Da Terra à Lua propõe colocar em perspetiva o nosso presente coletivo.

Em Cinema de Urgência, o DocLisboa alia-se à Mídia Ninja para a sessão #ForaTemer, que, como o nome indica, se focará na agitada e instável atualidade política e social brasileira. A Arché (laboratório de desenvolvimento de projetos) abre portas à Suiça ao acolher os seus projetos e ao passar quatro curtas que “traçam o mapa visual” do cinema suíço. Verdes Anos e Doc Allience mantêm-se na programação e continuam com o intuito de enriquecer ainda mais a oferta do festival.

Motivos não faltam portanto para visitar o Cinema São Jorge, a Culturgest e a Cinemateca (esta última acolhe o ciclo dedicado a Peter Watkins) de 20 a 30 de outubro. Os bilhetes começam a ser vendidos a partir de 29 de setembro e as novidades a ser anunciadas nos próximos dias, bem como os pormenores da programação, podem ser consultados no site oficial do DocLisboa’16.