Se pensámos que a casa assombrada da primeira temporada era suficientemente perturbadora, a sexta temporada de American Horror Story tem tudo o que já vimos há cinco anos e um pouco mais. O segundo episódio de My Roanoke Nightmare estreou no canal FX no dia 21 de setembro.

Arrancamos no local exato onde ficámos na semana passada: Shelby (Sarah Paulson) testemunha ao vivo e a cores os membros da colónia de Roanoke a sacrificar uma pessoa, envolvida em membros de porco. Entre os presentes, vemos os veteranos Wes Bentley, Kathy Bates e Lady Gaga, todos eles cobertos de roupas e maquilhagem maravilhosamente elaboradas, mas ainda sem grande história para contar – exceto que são certamente um pesadelo vivo.

Quando Matt (Cuba Gooding Jr.) encontra os vestígios do acontecimento na floresta, o casal decide finalmente bater o pé perante a polícia e começam a receber vigia 24 horas por dia. Claro que, nesta série, quando um problema está resolvido, outro depressa emerge.American Horror Story

Lee (Angela Bessett) recebe a sua filha, Flora, durante uns dias – já que não tem custódia total sobre a pequena – e esta não hesita em agitar as coisas rapidamente. A criança trava uma amizade com uma figura invisível, a quem chama Priscilla, que lhe diz que brevemente toda a sua família será morta. Não sabemos quem é este fantasma e por que razão só Flora a consegue ver, mas certamente o nome Priscilla em nada está envolvido com uma colónia do século XVI.

Também Matt recebe uma visita, no mínimo, estranha, que consiste em duas enfermeiras a matar uma idosa a sangue frio. Quando ele e a esposa descobrem uma antiga cassete, o mistério recebe uma resposta: em 1997, o professor universitário Elias Cunnigham (Denis O’Hare) mudou-se para a casa enquanto escrevia um livro e rapidamente se apercebeu das forças malévolas que assombravam o sítio.

Elias explica ainda que já várias famílias passaram pela casa, incluindo Bridget e Miranda, as ditas enfermeiras que não só são irmãs como parecem ter também uma espécie de relação incestuosa. As enfermeiras tornaram a casa num lar de idosos, no qual estes eram mortos pelas mesmas. Um detalhe interessante: elas apenas matavam pessoas cujos nomes começassem por determinadas letras, de modo a formar a palavra M-U-R-D-E-R.American Horror Story

A história parece ser bem real quando Matt encontra a palavra escrita na parede da sua sala de jantar e levanta-se agora a questão: o que aconteceu a Bridget e Miranda? Será que elas morreram na casa e se tornaram fantasmas? Enfermeiras e presenças ocultas são temas já trabalhados na primeira temporada, mas a decisão chocante de incluir idosos na história e a representação por parte das atrizes certamente deu outro toque à questão.

O episódio termina quando Flora desaparece e Lee, horrorizada, apenas encontra o seu casaco no topo de uma árvore gigante.

Até agora, esta temporada de American Horror Story continua o mesmo mistério que sempre foi. Embora saibamos que a colónia Roanoke será uma tema central nesta instalação, é difícil perceber de que forma é que enfermeiras assassinas e um fantasma de nome Priscilla se inserem neste ambiente.

Ainda assim, sinto algo que já não sentia há muito tempo nesta série: tudo parece estar perfeitamente planeado e grandes novidades certamente virão em breve.

NOTA: 8/10