Impostora num papel“, reza a música da novela que todos trauteiam por aqui e por ali ao ouvir falar da nova aposta da ficção nacional da TVI. Estreia no domingo, dia 4 de setembro, e mais que ficar no ouvido, quer encher o olho ao público nacional e estrangeiro.

A novela vai juntar-se à duradoura A Única Mulher nas noites do canal de Queluz e conta com Fernanda Serrano, Dalila Carmo e Diogo Infante nos principais papéis.

De acordo com José Eduardo Moniz, consultor da Plural Entertainment, esta trama, que passa por locais tão diversos como o Chile, Moçambique ou a Síria, tem o trunfo de se aproximar “do dia a dia e da vida das pessoas” desses locais. Conta com esta particularidade como um dos motivos para ter altas expectativas para a exportação da trama, que a TVI quer que se junte a O Beijo do Escorpião e A Única Mulher na lista de sucessos internacionais do canal.

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Novela fechada foi “opção estratégica”

A Impostora estreia já com as gravações concluídas, após mais de um ano de rodagem. Uma opção diferente daquela que tem sido feita nos últimos anos. Nas últimas produções do género, o período de gravação coincide com grande parte do período de exibição televisiva.

Luís Cunha Velho, diretor-geral do canal de Queluz, defende esta aposta numa trama fechada como sendo uma opção estratégica: “Achámos que esta novela devia estrear nesta altura. Está a estrear no horário e no sítio pensados desde o início, que era em setembro na rentrée“.

Pelo mesmo diapasão afina Moniz, que confrontado com as alterações que tiveram de ser feitas à sequela de Jardins Proibidos a meio das suas gravações, não teme que o mesmo venha a acontecer com a nova aposta de Queluz.

Termos a novela toda gravada deu-nos tempo e espaço para melhorarmos o produto e fazermos o que considerámos melhor, o risco é uma componente normal da vida“, explicou o antigo líder da estação televisiva.

“Somos muito afetuosos nesta novela”

Dalila Carmo sintetiza a experiência de gravação d’A Impostora como um processo “muito intenso” e que “deu muito trabalho“, aguardando agora pelo veredito do público. “Para nós foi mais complicado não termos a hipótese de estar a gravar e, simultaneamente, a ver o nosso trabalho. Por outro lado, há um certo alívio em ter acabado e deixar isto respirar“.

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Esta é uma história sobre assuntos mal resolvidos que perduram muitos anos“, explicou Fernanda Serrano, outra das protagonistas da trama. “Somos muito afetuosos nesta novela. Quando nos dá para a tristeza é muito profundo, mas quando amamos também é tudo ou nada“.

Mexeu muito comigo como mulher, como mãe e como atriz, houve momentos em que eu achei que não ia conseguir voltar para a casa da mesma forma como tinha saído“, explicou a estrela da TVI que, devido a esta intensidade, considera que irá ter, com A Impostora, uma das sua “piores ressacas de trabalho“.

A nova novela da estação de Queluz chega dia 4 de setembro às 21h07, mas irá ocupar a segunda faixa do prime-time, às 22h30, concorrendo diretamente com Rainha das Flores da SIC. Santa Bárbara passa a ser transmitida às 23h30.

Fotografia: Ana Margarida Almeida / Espalha-Factos