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Fonte: glassanimals.eu

Na dúvida, os Glass Animals ensinam-nos a ser humanos

Uma sonoridade fluída e o timbre único e relaxante de Dave Bayley são os dois grandes elementos da fórmula musical dos Glass Animals. Em 2014, o álbum Zaba revelava o sucesso da combinação. Dois anos mais tarde, a banda inglesa não quebra a sua essência. Ao invés, fornece-lhe uma nova roupagem, sem nunca se desviar daquilo que tem vindo a atrair fãs do mundo inteiro.

O grupo faz uma abordagem deveras interessante do seu álbum: na capa constam 11 personagens, e cada faixa é dedicada a uma delas.

Ao terceiro episódio desta segunda temporada (diga-se terceira faixa deste segundo álbum), os Glass Animals lançam tiros de eletrónica e disparam uma música calma, agradável, com uma letra um pouco antitética. Season 2 Episode 3 fala de um término de uma relação. Ao longo de quatro minutos, o grupo descreve um estilo de vida decadente, conduzindo assim à separação.

How To Be A Human Being abre ao som de uma percussão um pouco familiar. Em Life Itself é possível ouvir uma linha de fundo parecida à de Str8 Outta Mumbai de Jai Paul. De acordo com a banda, esta canção estava destinada a ter uma sonoridade mais negra, mas foi a própria letra que proporcionou a sua “iluminação”.

Numa leve aproximação ao RnB, o álbum apresenta-nos Mama’s Gun. Os Glass Animals não discartam um cunho dreamy. No Facebook,  a banda conta que não costuma recorrer a samples, a não que estes tragam algo mais à tona que apenas a música. O grupo recorreu ao tema Mr. Guder dos The Carpenters para trazer a discussão da saúde mental.

https://www.youtube.com/watch?v=CGTP-I38te4

O álbum atinge uma maior pujança em The Other Side Of Paradise Take a Slice. Na primeira música são os efeitos sonoros de fundo que elevam a energia do álbum. Já na segunda, o ponto alto é conferido pelo arranjo de guitarra em lo-fi, e a sonoridade mais obscura.

https://www.youtube.com/watch?v=ojFPVCTt5K8

Depois de escutar How To Be A Human Being, conclui-se que os Glass Animals souberam inovar sem perder a “espinha dorsal” da sua música; ao contrário de nomes como AlunaGeorge, que estão prestes a lançar um novo álbum, com provas de afastamento claro daquilo que atraía os fãs. Apesar de não ser um grupo dos mais sonantes da indústria musical, este álbum é mais uma prova do forte potencial do grupo de Oxford.

Ouve já How To Be A Human Being:

Nota Final: 8/10

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