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Gonçalo M. Tavares marca o arranque da 2.ª edição do Festival Paixão

A adaptação do texto A Cidade, do livro O Torcicologologista, Excelência de Gonçalo M. Tavares, marca o arranque da 2.ª edição do Festival Paixão. Um espetáculo acerca da solidão, do isolamento como consequência de uma vida urbana, contado por quatro mulheres que observam e comentam as ações citadinas, sem se relacionarem emocionalmente com elas.

A História do Festival Paixão e A Cidade, de Gonçalo M. Tavares

Com a sua 1.ª edição no passado ano, o Festival Paixão nasceu durante as celebrações do 130.º aniversário da Sociedade Guilherme Cossoul. Assume-se como uma mostra festiva de teatro, que conjuga projetos artísticos, amadores e profissionais, privilegiando aqueles que possuem continuidade no tempo.

Nesta 2.ª edição, a antevisão especial inicia-se com um warm up, a 16 e 17 de setembro, cujo mote é Antes da Paixão, Momentos de Sedução. De 22 a 24 de setembro, continuará a apostar-se na consolidação da oferta do festival, alargando a festa de cinco espetáculos, em 2015, para 14, em 2016. Este ano, ocorrerá ainda a atribuição de dois prémios, que distinguirão um grupo amador e um grupo profissional.

A Cidade, texto de Gonçalo M. Tavares e encenação de Luís Moreira, estreia dia 17 de setembro, às 22h, na SGC. Fala de pessoas, corpos e vozes, desajustadas e desalinhadas, que ou se inibem de exprimir ou ocupam o espaço agressivamente. De pessoas que vivem em caixotes e de só lhes conhecermos os quadrados de luz acesos à noite.

Outras sugestões

Antes d’A Cidade, é possível ver ainda, no dia 16 de setembro, às 19h, Auricolérica e Teleufórica, uma comédia, dividida em sete sketches e de crítica social à sociedade contemporânea, com Joana Penetra e Violeta D’Ambrósio. A apresentação do exercício final do curso de formadores de atores da sociedade começa às 22h. Com encenação de Alexandre Pieroni Calado, conta com um elenco constituído por 18 atores.

No dia 17 de setembro, à meia noite, recomenda-se (e muito) que não se falhe a performance teatro-musical Eurovisão Pura Boca e Perú Cú, que conjuga os temas que Portugal já levou à Eurovisão com quatro elementos alucinados (Hugo Van Der DingManuel MoreiraMariana Afreixo Vítor D’Andrade) e uma boa dose de humor.

Às 22h, do dia 22 de setembro, “é chegada a hora de se sentir tudo com os dentes!”. O Bicho do Teatro é uma comédia que coloca cinco atores perante a iminência do teatro ser encerrado. Com Diogo BachJoão GualdinoNuno Barata VerasRita Martins Tiago Costa, este espetáculo assume-se como o confronto com a verdade de que mais do que se ter um bichinho há que ser um bicho de palco.

Um Dia Depois de Amanhã, com texto e encenação de Rodrigo Trindade e Sara Cecília, estará em palco no dia 23 de setembro, às 19h. Como pano de fundo a II Guerra Mundial, o espetáculo aborda a condição humana, contrastando entre cenas dramáticas e caricatas que transportam absurdas metáforas da vida e retratam a espera pelo destino através do olhar de três judeus e um oficial nazi.

Para as crianças também

Para o público infantil, nada mais adequado que HOMI MÁ MUFUNADO NA MUNDO (O Homem Mais Azarado do Mundo), no dia 24 de setembro, às 11h. A história de um homem que decide ir queixar-se a Deus por ser o homem mais azarado do mundo e que, durante o caminho, se apercebe que os outros não ajudam quem não sabe ser generoso.

O espetáculo, adaptado de um conto tradicional guineense, e com encenação de Catarina Aidos Eduino Silva, insere-se no Ciclo Mukur Mukur, do IbisKodé, que resulta de uma inédita recolha de contos tradicionais africanos, verdadeiro partimónio imaterial da Guiné Bissau.

IbisKodé (Departamento Educativo do Teatro IBISCO) trata-se de um projeto financiado pelo Programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian.

Premiados

A 25 de Setembro, às 16h, sobe a palco o espetáculo vencedor da 1.ª edição. Com Paixão narra a história de um grupo de cinco refugiados, que tentam atravessar o Mediterrâneo para fugir da guerra, da morte e da intolerância que assolam os seus países. De diferentes países, crenças, posturas e religiões, não têm nome, mas são todos vítimas do sofrimento de que padecem. O elenco conta com Ericson SilvaIsaia CostaArlete CandôIbrahim Manafá Bruno Costa.

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