Cidade Perdida 0.11 é um espetáculo de Mara Castilho. Apresentado pela primeira vez em 2012, chegou a Lisboa em julho. O Espalha-Factos assistiu ao espetáculo e conta-te o que se passou nesta Cidade Perdida.
Enquanto o público procura lugar no auditório da Culturgest, já uma bailarina marca o seu lugar na cidade perdida. As filas de assentos rapidamente perdem a luta pela atenção de quem chega.

Ganha o palco, com três ecrãs continuamente atravessados por um comboio e uma bailarina em primeiro plano, sob um foco de luz. De fato de banho verde, salto alto e uma touca com orelhas de coelho, soluça enquanto mordisca uma cenoura. Três ecrãs passam a nove e estrategicamente usados são também eles contadores de histórias. Começa a viagem.

Em Cidade Perdida 0.11 vemos o teatro, a dança, o vídeo e a poesia de mãos entrelaçadas. Neste espetáculo a realidade funde-se com o virtual e desenha-se uma viagem de passos marcados por estações. Cada estação é uma história e cada história é um pedaço de todos nós. Entre as estações Way Out, Muffled, Corpo, Sombra, Plastic e Luz da Noite há poesia.

Mara Castilho conduz-nos pela linha da cidade perdida numa jornada sensorial onde a fronteira emocional entre o palco e a plateia é ténue. É possível experienciar pânico, clausura, solidão, dependência, torpor, receio e tanto mais. Vemos construída uma ponte que transporta o que é invocado no palco até um lugar mais íntimo do espectador.