Aborda temas ligados às ameaças das alterações climáticas, mas ainda não tem um título definido. O documentário produzido por Leonardo DiCaprio chega aos cinemas de Nova Iorque e Los Angeles em outubro, seguindo-lhe uma estreia global no National Geographic Channel, onde chegará a 171 países e 45 línguas.

O interesse do canal em comprar os direitos de distribuição do documentário relaciona-se com as suas preocupações ambientais, e com o facto de ver aqui uma forma de chamar a atenção do grande público para estas problemáticas.

“Não tenho dúvidas de que o alcance global da nossa marca, combinado com a paixão de Leonardo DiCaprio por este tema e o fantástico trabalho de narrativa de Fisher Stevens, irá trazer este assunto para primeiro plano como nunca antes”, afirma Courteney Monroe, CEO da National Geographic Global Networks.

O documentário procura demonstrar de que forma é que as alterações climáticas já estão a criar uma crise ambiental de forma irreversível em alguns pontos do globo, mas mais do que isso apresentar algumas medidas que podem ser tomadas para travar a destruição do planeta.

“Temos de trabalhar juntos, como uma voz coletiva, para pedir uma maior ação. A nossa sobrevivência depende disso. Este documentário traduz os sintomas e soluções das mudanças climáticas antes que a informação seja distorcida, como muitas vezes é, por aqueles com um interesse financeiro no negócio do combustível fóssil.”, explicita Leonardo DiCaprio, reforçando aquilo que disse aquando da vitória do Oscar de Melhor Ator Principal.

Para demonstrar a globalidade do problema que afeta tanto países desenvolvidos como países em desenvolvimento, o ator de The Revenant entrevistará no filme personalidades que vão desde Barack Obama, Bill Clinton, Ban Ki-moon e Papa Francisco, a líderes de comunidades e ativistas de todo o mundo. A ciência tem também lugar nestas entrevistas através dos contributos de pesquisadores da NASA, conservadores de florestas e investigadores de diversos ramos.

‘Um despertar para o nosso inevitável futuro’

É Fisher Stevens, também ele produtor deste documentário, que reforça a importância da estreia do mesmo, perto das eleições presidenciais dos EUA, que vão ter lugar em novembro deste ano.

“A minha esperança é que este documentário provoque um despertar para o nosso inevitável futuro se não agirmos. E, nas vésperas daquelas que podem ser as mais importantes eleições dos Estados Unidos, espero que este filme não só eduque o público sobre a ameaça que enfrentamos, mas também levar a que as pessoas pensem no quão importante são os seus votos”, confessa.

A equipa técnica, para além de Leonardo DiCaprio e Fisher Stevens tem ainda como produtores Brett Ratner, Jennifer Davisson e Trevor Davidoski e Martin Scorsese como produtor executivo.