Passam hoje cinco anos desde a morte de Amy Winehouse, uma das cantoras mais talentosas que a nossa geração pode ter o prazer de dizer que ouviu cantar. Refletimos sobre aquilo que poderiam ter sido estes cinco anos se ela ainda estivesse entre nós.

Sendo um exercício difícil de fazer, desafiamo-nos a pensar como teriam sido estes últimos cinco anos se Amy Winehouse ainda vivesse. Que projetos poderia ter desenvolvido? O que deixou por fazer?

Participação na saga 007

Soube-se que, em 2008, a artista britânica estava a preparar o tema para a banda sonora de Quantum of Solace (que acabou por ser da autoria de Alicia Keys, numa parceria com Jack White). Com o talento da cantora, caso tivesse conseguido recompor-se, acreditamos que poderia ter vindo a escrever um tema para James Bond.

Desde a sua ausência, foram gravados Skyfall (2012, com banda sonora de Thomas Newman e a voz de Adele) e Spectre (2015, com tema de Sam Smith, mas para o qual os Radiohead também compuseram). Se Amy estivesse cá, quem sabe se não teria composto e cantado um destes temas?

Colaboração com Mark Ronson

É conhecida a relação musical que Amy Winehouse tinha com Mark Ronson, que lhe produziu alguns temas e que confessou que ela era a sua soulmate musical.

Ronson dedicou o seu último disco UpTown Special à amiga com quem, muito provavelmente teria desenvolvido mais trabalho, dado a relação de proximidade que tinham.

https://www.youtube.com/watch?v=4HLY1NTe04M

Criação de um supergrupo com Questlove, Mos Def e Raphael Saadiq

No documentário Amy (lançado o ano passado e realizado por Asif Kapadia), Questlove dos The Roots refere a troca de músicas que frequentemente fazia com Amy, com quem falava muitas vezes via Skype. Amy Winehouse, conta o músico, havia-lhe proposto fazerem um supergrupo com Mos Def e Raphael Saadiq que a acontecer, convenhamos, iria ser apenas brutal.

Lançamentos pela Lioness Records

Inspirada na Motown Records que lançou muitos dos artistas que Amy admirava, a cantora criou a sua própria editora, que apelidou de Lioness Records, em forma de homenagem à sua avó, de quem tanto gostava e que lhe havia dado um colar onde aparecia esse nome.

O propósito foi lançar Dionne Bromfield , detentora de uma voz portentosa. O trabalho da editora, se Amy estivesse por cá, poderia ser marcante, quem sabe.

Música e moda

Se há coisa que anda sempre de mão dada com a música é o estilo dos artistas. Verdadeira trendsetter, Amy Winehouse cedo se destacou pelo seu estilo muito próprio que passa pela roupa, maquilhagem, tatoos, penteados e diversos acessórios usados.

Chegou mesmo a ter uma coleção própria com a Fred Perry. Se hoje Amy estivesse cá, será que nos festivais ia haver botas de franjas? E malas de franjas? E casacos de franjas?

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Clube dos 33

Se vivesse, Amy Winehouse completaria este ano 33 anos. Diz-se que, além do “Clube dos 27”, há também o “Clube dos 33”, idade com que morreu Jesus Cristo, Sam Cook ou Bon Scott dos AC/DC. Dá para pensar: será que se Amy tivesse passado os 27, passaria também os 33?