Pokémon GO, a aplicação de realidade aumentada da Niantic, está a tomar de assalto o mundo mobile mas, devido à sua natureza, tem também dado aso a várias situações inusitadas.

O jogo Pokémon GO faz uso do GPS do nosso smartphone ou tablet para nos apresentar uma renderização virtual da nossa posição no mundo e onde existem lojas de itens, ginásios e, claro, pokémons. Quando encontramos um destes seres, passamos a utilizar a câmara para ver o pokémon no mundo real, através do ecrã, e o podermos tentar apanhar.

Ora, o facto de nos termos que movimentar para encontrarmos diferentes pokémons tem já levado a algumas situações improváveis, além de fazer os seus jogadores percorrerem mais alguns quilómetros do que aqueles que fariam na sua rotina diária.

Vamos apanhá-los todos… e a cadáveres também

Veja-se o caso de Shayla Wiggins, uma jovem do Wyoming, nos Estados Unidos da América, que decidiu ir explorar um rio em busca de pokémons aquáticos mas que acabou por encontrar um cadáver. A polícia viria a indicar que a causa provável da morte será um afogamento acidental mas Shayla já não se livra do susto que apanhou.

Crime existiu mesmo no caso em que quatro suspeitos foram detidos em O’Fallon, no Missouri, ligados a uma série de assaltos que decorreram. Os criminosos utilizavam a aplicação para atrair jogadores a um dado local, onde estes acabariam por ser atacados e roubados.

Sandshrew em frente a esquadra de polícia

Sandshrew em frente a esquadra de polícia

Evita que o Pokémon GO… to prison

Noutra situação também envolvendo agentes da lei, mas neste caso sem qualquer crime, a polícia de uma esquadra de Darwin, na Austrália, veio solicitar que os jogadores de Pokémon GO não entrem no edifício para apanharem os seus sandshrews e colecionarem as suas poké bolas, pois podem fazê-lo no exterior. Aproveitaram igualmente para deixar recomendações aos treinadores para esses não se esquecerem de olhar para cima quando estão a andar e para os lados antes de atravessarem a estrada.

Além das diferentes histórias que vão surgindo, várias imagens vão sendo partilhadas nas redes sociais de pokémons a aparecerem nos sítios mais incautos ou alturas inoportunas. Desde uma sala de parto, à transmissão do boletim meteorológico ou num funeral, nem instituições como o exército norte-americano ou universidades e igrejas deixaram de se juntar, voluntariamente ou não, a este fenómeno.

Contudo há igualmente o reverso da moeda, com especialistas e conhecedores de aplicações de realidade aumentada a questionarem a influência que este tipo de aplicações poderá eventualmente ter no dia a dia, com a possibilidade de criarem distúrbios em locais como museus e aumentarem o potencial de invasão de propriedade privada ou de acidentes causados por faltas de atenção.

Outras tantas preocupações foram levantadas num interessante artigo publicado no site Kotaku, que olha para a popular aplicação sobre o ponto de vista da comunidade de cidadãos afro-americanos e as tensões raciais no seguimento das trágicas mortes das últimas semanas.

Em Portugal só de forma… não-oficial

Entretanto a aplicação, que ainda não se encontra disponível de forma oficial em solo português, já terá rendido cerca de 14 milhões de dólares e estreou-se finalmente num país europeu, chegando ontem à Alemanha. Isto poderá indicar que estará para breve a sua disponibilização em mais territórios do Velho Continente mas, para quem não quer esperar e tem um dispositivo android, pode seguir este guia para instalar o APK.