Super Bock Super Rock

5 Veteranos a não perder no Super Bock Super Rock

A uma semana do festival, falamos de cinco artistas que, sendo de outra geração, não deixam de merecer a atenção do público do Super Bock Super Rock.

Está aí á porta o 22.º Super Bock Super Rock, com um cartaz tão diversificado quanto apelativo a marcar presença no Parque das Nações, entre os dias 14 e 16 de Julho. E embora alguns dos cabeças de cartaz já sejam do conhecimento (e apreço) de todos (Kendrick Lamar, Disclosure, The National), haverá sempre artistas que, talvez por terem assistido ao pico de sua popularidade em outros tempos, correm o risco de passar despercebidos a alguns festivaleiros. Em antecipação a um dos mais eclécticos festivais do país, falamos agora um pouco destes actos que, não estando exactamente na flor da idade, têm um currículo de fazer inveja a muitos.

Iggy Pop

Um nome que deveria dispensar apresentações, Iggy Pop tem um historial umbilicalmente ligado ao do próprio rock and roll. Alegadamente inspirado a abraçar a música depois de ter assistido a um concerto dos Doors de Jim Morrison, formou uma das mais influentes e reconhecidas bandas de punk americanas, The Stooges, e construiu uma carreira a solo invejável que agora conta quatro décadas, durante as quais trabalhou com nomes como David Bowie, Slash, Tom Waits, Henry Rollins e Lou Reed. 

Sobe ao palco do MEO Arena para apresentar Post-Pop Depression, gravado com Josh Homme (Queens of the Stone AgeMatt Helders (Arctic Monkeys). E se o seu percurso não for suficiente, que o seja a sua adulada reputação ao vivo, que o estabeleceu como um dos mais excêntricos performers da actualidade (aos 69 anos!).

De La Soul

No período de viragem entre as décadas de 80 e 90, foram dos mais importantes grupos de hip hop a surgir nos Estados Unidos, lançando, em 1989, um dos mais aclamados discos do género, o seminal 3 Feet High and Risin’. Do lado de cá do séc. XXI, no entanto, talvez a mais conhecida canção em que aparecem nem sequer é deles: Feel Good Inc., dos Gorillaz, na qual fazem uma (impecável) participação.

Apesar de tudo, continuam a ser reconhecidos pela crítica e base de fãs como estando entre os maiores, sendo fulcrais no desenvolvimento do hip-hop alternativo a uma larga escala. Neste Super Bock Super Rock, De La Soul prometem apresentar And the Anonymous Nobody, cujo lançamento foi repetidamente adiado, mas do qual se espera uma performance nada menos do que espectacular.

https://www.youtube.com/watch?v=FJEzEDMqXQQ

GNR

Desfavorecidos pela passagem do tempo, dir-se-ia que já não é “fixe” ouvir os datados Grupo Novo Rock. Afinal, as suas inclinações já não correspondem ao que se ouve por cá (apostaria que o grosso do público do festival estaria mais interessado, por exemplo, nuns Capitão Fausto). O que não invalida que tenham marcado a história da música portuguesa como um dos primeiros grupos a abraçar o género (e a vender discos no processo!), sendo um dos marcantes nomes do Boom do Rock Português dos anos 80.

No último dia de SBSR, Rui Reininho, Jorge Romão e Toli Machado apresentam Psicopátriao disco de 1986 que marcou uma viragem na sonoridade da banda, e justifica-se que sejam recebidos de braços abertos.

Massive Attack

Como se não bastasse o estatuto de lenda da música, os Massive Attack são ainda do que mais próximo se pode encontrar de um criador de um género musical. Com o lançamento de Blue Lines, em 1991, deram início a um novo paradigma, o do trip-hop, que conduzia a mais uma miríade de possibilidades em termos de exploração sónica e rítmica, e abriram caminho para o estabelecimento de carreiras semelhantes, como a de Tricky ou Portishead.

Ao Super Bock Super Rock, trazem o seu último EP, lançado este ano, Ritual Spirit, e vêm acompanhados dos promissores Young Fathers, num concerto que, segundo todas as indicações, terá tudo para encher o MEO Arena.

DJ Shadow

Talvez o mais novo dos “veteranos” aqui enunciados, não deixa de ter duas décadas de existência a peculiar carreira de Joshua Davis – ou DJ Shadow. Em 1996, lançou Endtroducing…., um disco que redefiniu o conceito de sampling dentro do hip-hop e catapultou a vertente instrumental do género. Desde aí, tem acumulado elogios pelas mesclas dos mais variados géneros nas suas composições, encetando, para todos os efeitos, DJ sets diferentes dos demais.

O seu último trabalho é The Mountain Will Fall, que inclui, entre outros, o single Nobody Speak com os também aclamados Run the Jewels, e promete fazer a noite aos resistentes no after-party do primeiro dia de festival.

 

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