Cinzeiros e copos reutilizáveis, cartões de carregamento cashless, food trucks, bebida e muita batida eletrónica – é assim que se serve um brunch. A decorrer desde 19 de junho até 18 de setembro, o Brunch Electronik Lisboa aterra na Tapada da Ajuda e é uma verdadeira lufada de ar fresco para a música eletrónica.

O Bruch Electronik veio para se instalar na capital durante 14 fins-de-semana, num conceito importado de nuestros hermanos, mais concretamente de Barcelona – onde surgiu em 2014. No ano passado, Lisboa recebeu o Piknic Electronik, num registo semelhante, mas segundo a organização mudou de nome para “brunch” poder ser realizado não só no verão (associado aos piqueniques), mas durante todo o ano. André Rebelo,  membro da produção do Brunch Electronik, confessa que poderá vir a haver outra edição do evento ainda este ano.

Neste terceiro domingo de Brunch, To Ricciardi deu música aos poucos que ainda estavam no recinto no início do evento. Debaixo de um sol abrasador, muitos portegeram-se à sombra das árvores da Tapada, sentados em puffs e cadeiras, de copo na mão. Mas aqui não há copos de plástico, nem na mão nem no chão.

Na base do evento estão fortes preocupações ambientais e de sustentabilidade. O ecocup foi uma das medidas adotadas pela organização para reduzir o lixo que se tende a produzir num festival. “Não há copos de plástico no chão e os copos reutilizáveis reduzem 80% do lixo que existe em quase todos os eventos”, explica André Rebelo, em conversa com o Espalha-Factos.

Os copos reutilizáveis têm um custo de 1,50€ na compra da primeira bebida e o objectivo é que cada um guarde o copo e não o atire para o chão (ou mesmo para o lixo) como aconteceria com os de plástico. A cada bebida pedida é entregue o copo que é susbtituido por um lavado e assim sucessivamente. Quando não desejares beber mais o valor incial é-te devolvido mediante a apresentação do copo.

DJ Fra subiu ao palco depois de To Ricciardi, na hora em que o recinto começava a encher, mas era clara a dispersão das pessoas que se dividiam entre as food trucks, a área junto ao palco e as zonas de bebidas.

Logo a seguir, foi a vez do canadiano Jake Fairley, que se apresenta pelo nome de Fairmont, ocupar o palco já com uma audiência composta e preparada para o nome maior da noite – Tiga. Fairmont dá-se a conhecer pelos sets propulsores e ritmados, oscilando no mundo techno desde 2000, quando começou.

O espaço do recinto junto ao palco começava a ser cada vez mais apertado para as ondas dançantes de cada um dos ali presentes. Tiga substitui Fairmont na mesa de mistura e a magia começa a acontecer. O ponto alto do Brunch? Foi servido com pó, gotas de água refrescantes e veio de Bugatti. Tiga soube como manter as pessoas até ao fim sem arredarem pé.

Para além de se preocupar com o ambiente, a organização do Brunch Electronik introduziu outra novidade que não é habitual ver-se noutros festivais. O método cashless é uma forma simples de fazer os pagamentos nos locais de venda de bebida ou comida do recinto sem ter que usar dinheiro, ou melhor, usa dinheiro mas em cartão.

Quando se chega à Tapada, podem carregar os cartões cashless com um mínimo de 5€, tendo o cartão um custo adicional e reembolsável de 1€. Este método permite que não tenhas que te preocupar com o dinheiro que trazes, pois os pagamentos são feitos com o cartão. No fim, devolves o cartão e a organização devolve-te o euro desse cartão e o dinheiro que não gastaste. Se fores a mais do que um Brunch podes sempre manter o cartão até ao próximo domingo.

“Em termos de produção também nos ajuda a organizar em termos financeiros e de contabilidade. E é uma mais valia para as pessoas que escusam de andar sempre preocupadas com os trocos”, diz-nos André Rebelo.

Os bilhetes para o Brunch Electronik variam dos 9€ aos 12€, dependendo da antecedência na compra dos mesmos. A organização do evento disponibiliza transporte para o local dos concertos, num autocarro que sobe e desce a Tapada para que ninguém fique para trás.