Estamos em pleno Europeu de Futebol e há dez anos atrás estávamos em pleno Mundial, realizado na Alemanha. Portugal haveria de jogar o lugar de honra com o país organizador e, enquanto esperamos para saber até onde iremos este ano, recordamos que discos nos marcaram na altura.

El Perro del Mar – El Perro del Mar (Memphis Industries)

Quando a sueca Sarah Assbring se apresentou ao mundo com o seu frágil ar de Twiggy e voz doce rapidamente puxou para si as atenções. Tudo começou com Look! It’s El Perro Del Mar mas foi este o disco – e especialmente o single de avanço – que a puseram no ouvido dos melómanos. Passou pelo Festival Milhões de Festa em 2012.

Para ouvir também: Candy, Dog, Here Comes That Feeling

Camera Obscura – Let’s Get Out of This Country (Elefant Records)

O indie pop da banda escocesa que recentemente perdeu uma das suas meninas – Carey Lander faleceu de cancro – “saltou” para o mundo com o refrão “Hey Lloyd are you ready to be heartbroken?” e tudo o que ela significa: amor sonhador, corações partidos e paixões assolapadas.

Para ouvir também: Tears for Affairs, Let’s Get Out of This Country, Country Mile

Regina Spektor – Begin to Hope (Sire)

Se Regina Spektor deu nas vistas quando apareceu na cena anti-folk americana fê-lo sobretudo pela singularidade das suas palavras e das suas composições. Begin To Hope teve a difícil tarefa de ser o disco que se seguiu ao magnífico Soviet Kitsch mas revelou o amadurecimento da artista. Oxalá volte aos discos depressa.

Para ouvir também: On The Radio, Hotel Song, Edit

Sonic Youth – Rather Ripped (Geffen)

O melhor dos Sonic Youth foi o pior que poderia ter acontecido aos Sonic Youth: a cumplicidade de um casal que termina a relação e com ela a banda. Uma das bandas mais importantes do rock experimental e que deixou para trás um legado inenarrável. Este disco – que acabaria por ser o penúltimo feito por Kim Gordon e Thurston Moore juntos – foi também aquele que a banda gravou depois da saída de Jim O’Rourke. resultado: um disco límpido, catchy e acessível mas igualmente interessante como todos os da carreira da banda.

Para ouvir também: What a Wate, Rats, Lights Out

Nouvelle VagueBande à Parte (Peacefrof)

Embora os franceses Nouvelle Vague nunca tenham passado de uma banda de covers têm o mérito de dar o toque da bossa nova a temas da nossa adolescência (ou infância) que todos cantarolamos. Bande à Parte foi o disco – o segundo – que lhes deu maior reconhecimento internacional e que os fez perfeitos para qualquer bar de praia ao fim da tarde.

https://www.youtube.com/watch?v=4op1esLn4mc

Para ouvir também: Dancing With Myself, Blue Monday, Moody