James Blake 2016
Fonte: http://www.themusicpimp.com/

Os melhores álbuns de 2016… até agora

Estamos quase no fim deste mês de Junho, a cumprir metade do ano. Para não quebrar a tradição, fazemos o balanço do ano e partilhamos as nossas considerações sobre os melhores álbuns de 2016, até agora.

Capitão Fausto Têm os Dias Contados – Capitão Fausto (abril)

O novo álbum do quarteto lisboeta era um dos mais aguardados do ano e, a meu ver, não só não desiludiu, como superou as expectativas. Em Capitão Fausto Têm os Dias Contados vemos que a banda cresceu em termos de estilo e não se limita a fazer a música que, até então, tinham feito: alargaram horizontes e surgem mais despreocupados quanto ao género, com letras e sonoridades que nos preparam para os novos Capitão Fausto – porque os antigos sim, têm os dias contados. Citando os D’Alva, diria mesmo que a banda regressou livre, leve e solta, com um álbum que cai bem em todas as ocasiões e não deixa cansar os fãs – esses, de certeza que já perderam a conta das vezes que já o ouviram em loop. – Beatriz Rainha
Capitão Fausto, Capitão Fausto têm os dias contados (2016)
Capitão Fausto, Capitão Fausto têm os dias contados (2016)
Para um conjunto de cinco jovens rapazes que, até aqui, não sabia bem em que gaveta enfiar-se, os Capitão Fausto surpreenderam até quem mais deles zombava. A indecisão entre o indie pastilha-elástica e os cheiros de neo-psicadelismo acabaram por dar bons frutos, chegando o quinteto ao ponto de equilíbrio que mais lhes serve e que produziu, até agora, os melhores resultados: uma pop alegre, soalheira, simultaneamente ciente dos seus defeitos e confiante nas suas qualidades que, deixando para lá ambições de alguma superior grandeza, prefere encantar pela simplicidade. Anunciado por dois singles de avanço absolutamente irresistíveis e embelezado por contos de adolescentes tardios que recusam confrontar a sua própria idade (e maturidade), Capitão Fausto têm os Dias Contados é o ponto alto de uma carreira que não tem porque não crescer ainda mais, mesmo que os seus protagonistas temam o que o tempo lhes possa trazer. – Pedro Miranda

A Moon Shaped Pool – Radiohead (maio)

Ainda que não haja, a este ponto, palavra de apreço que não tenha sido dirigida a este grupo, o que é bom merece sempre ser celebrado. E após cinco anos de uma espera agonizante para alguns dos mais fiéis fãs de música que se conhece, A Moon Shaped Pool é um disco que não só faz jus ao legado que até aqui construíram, como também encapsula todo o conhecimento por ele produzido em onze das mais meticulosamente construídas e imaculadamente executadas canções que nos chegaram aos ouvidos este ano. Camaleónicos como deles sempre se esperou (a justaposição de Desert Island Disk e Ful Stop chegará para o confirmar) e tão criativos quanto harmoniosos nas combinações que conjuram (as cordas trazidas pela London Contemporary Orchestra não o prejudicaram), ainda não foi desta que obtivemos dos Radiohead um disco aquém do que já nos mostraram ser capazes de fazer. – Pedro Miranda
Radiohead - A Moon Shaped Pool
Radiohead’s A Moon Shaped Pool

Life of Pause – Wild Nothing (fevereiro)

Os Wild Nothing apresentaram Life of Pause no NOS Primavera Sound deste ano. Ao vivo confirmaram aquilo que apresentaram em estúdio: um bom álbum pop com boas influências 80’s. Um dos melhores discos dançáveis do ano. – Luís Pereira
Wild Nothing - life of pause

Drifter – First Breath After Coma (maio)

Com Drifter, os First Breath After Coma assumiram-se por completo como os Explosions in the Sky portugueses. Drifter leva a uma viagem através de músicas extremamente belas e construídas de forma a arrepiar. Um dos melhores discos nacionais do ano, que infelizmente tem andado fugido dos radares da crítica. – Luís Pereira
Drifter - First Breath After Coma
Drifter – First Breath After Coma

Mitra – PAUS (fevereiro)

Os PAUS regressaram este ano para um disco mais moderado. Mitra apresentou-se com uma sonoridade menos agressiva que o anterior Clarão. As vozes sobressaem, os sintetizadores ganham outra vida e as baterias, protagonistas da banda, encontram o seu lugar perfeito. Um disco menos de headbanging e mais de gingar de anca. – Luís Pereira
Mitra, PAUS

The Waiting Room – Tindersticks (Janeiro)

Contando com as participações especiais de Jehnny Beth, vocalista de Savages, e de Lhasa de Sela, o 11.º registo de estúdio da experiente banda britânica dá continuidade a uma carreira com mais de duas décadas num trabalho em que conferiram primazia à segurança e cuja sonoridade barroca e pouco futurista é abrilhantada por traços periciais de música jazz – Daniel Dantas
The Tindersticks - The Waiting Room
The Tindersticks – The Waiting Room

The Colour in Anything – James Blake (Maio)

Já há uns anos que James Blake é o menino bonito dentro do seu género – aquela mistura tão inteligente de R’n’B e electrónica, embrulhada numa sonoridade onírica. Mas, apesar dos avisos de que estava a preparar um novo álbum, poucos esperavam que The Colour in Anything fosse tão… irrepreensível. Um álbum grande, tanto na sua extensão (é raro vermos um disco com mais de 12, 13 faixas e este chega às 17!), como no som. Podendo, é vir apresentá-lo a Portugal e ficamos felizes assim f.o.r.e.v.e.r. – Cátia Rocha

Fonte: http://www.themusicpimp.com/
Fonte: http://www.themusicpimp.com/

HOPELESSNESS – ANOHNI (maio)

Um discão, resumidamente. Um álbum forte, nem sempre de digestão fácil, mas do qual é fácil gostar. Uma sonoridade que recorre à electrónica e ao minimalismo para fazer passar uma mensagem política e social. Curiosamente, só consegue ganhar mais força ao vivo, com Anohni a transpor para palco uma verdadeira performace.

Anohni - Hopelessness

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