Dia 19 de junho deu-nos a grande Batalha dos Bastardos, o nome oficial do novo episódio de Game of Thrones, com o tão aguardado confronto entre Jon Snow e Ramsay Bolton na conquista de Winterfell. O episódio estreou originalmente no canal HBO e, em Portugal, a série é exibida no canal SyFy.

Comecemos pela cidade de Meereen. Esta está a ser completamente destruída pelos mestres dos escravos na abertura do episódio. Mas não desesperem: Daenerys (Emilia Clarke) chegou para salvar o dia. Com a ajuda dos seus três dragões, a protagonista destrói os inimigos, enquanto Grey Worm (Jacob Anderson) mata dois dos mestres e deixa um deles vivo para contar a história.

Esta foi uma daquelas cenas tão boas que nos deixa a desejar por mais. A partir do momento em que o episódio começa com barcos ao ataque e uma cidade em chamas, sabemos que este será um bom episódio. Daenerys é um dos vários exemplos de que as mulheres de Game of Thrones não estão para brincadeiras.

Mais tarde, Theon (Alfie Allen) e Yara (Gemma Whelan) chegam finalmente a Meereen e concordam em apoiar Daenerys na sua conquista dos Sete Reinos, desde que esta os ajude também a conquistar o trono das Ilhas de Ferro. Forja-se assim uma aliança que certamente dará pano para mangas nas próximas temporadas.Game of Thrones

Agora vamos ao que interessa. Em Winterfell, Jon (Kit Harringon) propõe uma batalha um-contra-um a Ramsay (Iwan Rheon), mas este, pensando na sua vantagem numérica, recusa e prepara-se para a grande batalha. Todos sabemos que Ramsay tem tanto de psicopata quanto de cobarde e esta jogada custar-lhe-á caro.

De volta a casa, Sansa (Sophie Turner) insiste que precisam de mais homens, mas Jon faz orelhas moucas e decide seguir para a guerra. Antes disso, contudo, troca dois dedos de conversa com Melisandre (Carive van Houten), pedindo-lhe que, caso morra, ela não o traga de volta à vida uma segunda vez.

Ver Melisandre nesta cena pode parecer, à primeira vez, insignificante. Contudo, pensando bem no assunto, dá uma sensação de que estamos a assistir ao final de um capítulo. Jon Snow está vivo graças a Melisandre e esta batalha ditará o seu propósito e se a sua segunda oportunidade foi, de facto, merecida. Nada disto seria possível sem a famosa feiticeira vermelha.

No dia seguinte, Ramsay apresenta Rickon (Art Parkinson), como prometido. Claro que Ramsay tem sempre um truque na manga, como sabemos. Quando Rickon está a correr de volta para a sua família, Ramsay lança uma flecha que lhe atravessa o coração, matando-o. Dá-se então o início à guerra, com uma clara desvantagem para a armada de Jon.Game of Thrones

Após muitas mortes, muito sangue e uns quantos cavalos no chão, eis que Sansa aparece acompanhada por Littlefinger (Aidan Gillen) e da sua armada. Agora em vantagem numérica, a família Stark consegue derrotar os inimigos. Ramsay esconde-se no seu castelo em Winterfell, mas é rapidamente capturado e espancado por Jon. Agora que o Norte está novamente na posse dos Stark, o episódio acaba com Sansa a soltar os famosos cães esfomeados sobre Ramsay, vendo enquanto este é devorado vivo.

Os criadores da série prometeram a maior batalha alguma vista na televisão e, de fato, foi isso a que tivemos direito. Todos os tempos foram contados ao segundo, desde as lágrimas derramadas por Rickon, até ao desespero de Jon, ao aparecimento de Littlefinger e, finalmente, à captura de Ramsay. Tudo esteve equilibrado na perfeição, com uma mistura de drama e sangue como só Game of Thrones sabe oferecer.

Como se isto não bastasse, também as cenas em Meereen foram autênticas jóias. Toda a gente pensava que a Batalha dos Bastardos iria roubar o protagonismo ao episódio mas Daenerys certamente não se deixou ficar para trás. O dia que a protagonista e os seus três dragões foram derrubados é o dia em que nos devemos preocupar a sério. Já para não falar da tensão sexual entre ela e Yara, que deram o pequeno momento de comédia que tanto faltava ao episódio.

Palavras não chegam para descrever este episódio de Game of Thrones. Simples e indo direto ao assunto, mas ainda assim com uma magnificência indescritível. Tudo foi bem trabalhado: os planos, a energia dos intervenientes, o desfecho bárbaro de Ramsay, os minutos poderosos em Meereen.

Embora estes acontecimentos se estejam a tornar um pouco previsíveis, este é daquele género de episódios que teria poder suficiente para ser um final de temporada ou até um final de série. Os meus parabéns.

NOTA: 10/10