O terceiro dia contou com alguns dos melhores concertos do festival. AlgiersCar Seat HeadrestModerat marcaram os pontos altos do último dia do NOS Primavera Sound.

O dia começou com festa ibérica. Manel, vindos da Catalunha e a cantar em catalão abriram o único dia que não começou com festa portuguesa. Mas esta não tardaria a chegar, com os Linda Martini, num concerto que poderia ter sido bem melhor. Os portugueses apresentaram o novo trabalho Sirumba, bem como algumas músicas icónicas dos três trabalhos anteriores, num concerto que foi morno e sem muita atenção por parte do público. É importante, no entanto, realçar que Cem Metros Sereia continua muito viva no coração do público português.

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Algiers foram a surpresa de todo o festival. Com apenas um disco lançado o ano passado, a banda liderada por Franklin James Fisher deu um dos melhores concertos do NOS Primavera Sound. A fusão de gospel com funkpost-punk cria um ambiente de espetáculo imenso. Para ouvir em loop durante os próximos meses.

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A injeção de pop que todos precisam chega com Chairlift. Nem o facto do som ter ido abaixo na primeira música parou a banda de dar um concerto sólido. Fazia falta uma voz feminina doce e popChairlift souberam prover. AmanaemonesiaBruises e os singles do último álbum RomeoCh-Ching tiveram um bom feedback de quem ouvia.

NOS Primavera Sound dia 11 34

Car Seat Headrest tiveram, de longe, o melhor público dos três dias. O palco Pitchfork foi suficiente para albergar quem os queria ver, mas não foi suficiente para conter a energia de quem os via. Músicas como Drunk Drivers/Killer WhalesFill in the BlankVincent receberam um público que, espantosamente, estava ali para as ouvir. No final o baterista realçou: “We were in the other Primavera in Barcelona. The crowd there might have been twice as big. But you were twice as loud.” No final, apesar de a banda ter saído, o público continuou a ecoar o refrão. A banda, incrédula, assistia ao espetáculo que agora era dado por quem comprou bilhete. A nova geração tem em Will Toledo o rei do novo indie rock.

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AIR deram um concerto com feedbacks muito diferentes. Se, por um lado, a eletrónica dos franceses conseguiu com que alguns fãs mais antigos dançassem, por outro o público mais jovem encontrou uma banda aborrecida. Talvez o facto de Playground Love – êxito maior – ter aparecido apenas de forma instrumental tenha partido o coração de alguns que certamente gostariam de ter ouvido a mítica canção de As Virgens Suicidas.

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O dia foi de escolhas difíceis. Em simultâneo, BattlesCar Seat Headrest. Ao mesmo tempo de AIR tocavam Titus Andronicus. Mais tarde Moderat tocava na mesma hora de Ty Segall.

Ty Segall mostrou aquilo de que é capaz. Rock pesado do bom, com direito a mosh pitcrowdsurf. O que faz o concerto são as múltiplas facetas que assume em palco. Se num momento está a fazer headbanging na frente do palco, noutro está escondido por entre a complexa banda que o acompanhava.

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Moderat assumiram o emblema da eletrónica, que fechou os concertos do festival no palco NOS. Um dos melhores concertos do festival, os alemães em modo super-grupo vieram de Berlim para mostrar a melhor eletrónica europeia moderna.

NOS Primavera Sound volta em 2017, nos dias 8, 9 e 10 de junho. O sítio é o do costume, o Parque da Cidade, no Porto. Na edição de este ano vão ficar na memória PJ HarveyBrian WilsonAlgiersCar Seat HeadrestEmpress OfAnimal Collective.