o nosso desporto preferifo
Foto: Divulgação

‘O Nosso Desporto Preferido’: a criação do “neo-humano”

Estreia esta noite, 9 de junho, no Teatro Nacional D. Maria II, O Nosso Desporto Preferido – Presente, a primeira parte de uma tetralogia escrita e encenada por Gonçalo Waddington. A peça, inserida no Festival Alkantara, reflete sobre a evolução da espécie humana.

Numa sala fechada cinco cientistas discutem o futuro da civilização e a criação do neo-humano. O “bebé do futuro”, como lhe chama Gonçalo Waddington, está na barriga de uma das cientistas – “grávida de todos os químicos do laboratório”. Nesta fase em que se espera o fim da gestação, o ambiente é marcado por tensões entre os cinco cientistas que acreditam ser os últimos da sua espécie.

O grupo é liderado por Michel, personagem interpretada pelo ator Pedro Gil, “um cientista misantropo que sonha com a criação de uma espécie humana livre das necessidades básicas como a alimentação, digestão e, talvez a característica mais importante para a peça, a reprodução”, lê-se em comunicado de imprensa. O mesmo cientista que decide declarar a abstinência sexual como forma de garantir a sobrevivência da espécie futura.

A civilização do futuro é tema comum às quatro partes da tetralogia – Presente, Futuro Distante, Futuro Próximo e Génese. Em entrevista ao Espalha-Factos, Gonçalo Waddington revelou que “a ideia inicial era que as pessoas vissem as quatro partes pela ordem que quisessem”, adiantando também que as próximas apresentações terão diferentes atores no elenco.

Levantando um pouco véu desta tetralogia que marca o seu regresso à dramaturgia e à encenação, depois de Albertine, o Continente Celeste, peça que estreou em outubro de 2014, Gonçalo Waddington explica que o texto aborda temas como a seleção natural aliada à linguagem, à forma, e à poesia, num contexto em que a criação científica e a produção artística se tocam.

O Nosso Desporto Preferido – Presente junta no palco da Sala Garret Carla Maciel, Crista Alfaiate, Pedro Gil, Romeu Runa e Tónan Quito. A estreia acontece hoje às 21h. O espetáculo permanece em cena até ao próximo sábado, 11 de junho.

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