Foi no final da tarde do dia cinco de junho, na praça Leya da Feira do Livro de Lisboa, no parque Eduardo VII, que o escritor António Tavares recebeu o Prémio Leya 2015. O escritor foi o vencedor do conceituado prémio no final do ano passado, com o seu romance O Coro dos Defuntos.

A pequena cerimónia contou com a presença de Manuel Alegre, presidente do júri do Prémio Leya, Isaías Gomes Teixeira, presidente executivo da Leya, João Amaral, e, claro, do autor do romance, António Tavares.

Isaías Gomes Teixeira foi o primeiro a subir ao pequeno pódio, começando por agradecer ao competente trabalho do júri do Prémio Leya, cuja decisão de atribuir o prémio a Coro dos Defuntos foi unânime. O presidente executivo da Leya fez questão de realçar o crescente prestígio do prémio em questão. Agradeceu ainda ao escritor António Tavares, dando-lhe os parabéns pela obra que considerou “um dos livros com o vocabulário mais rico que publicámos em 2015”. Também Manuel Alegre realçou esta qualidade da obra, descrevendo-a como “Um romance muito sólido, que enriquece e dignifica a língua portuguesa. É uma homenagem à mesma.”.

António Tavares, vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, é formado em Direito e foi jornalista, sendo o fundador do jornal A Linha do Oeste e coordenador da revista Litoral. Antes de se dedicar à escrita de romances, foi autor de peças de teatro e de ensaios. O seu romance de 2013, As Palavras que me Deverão Guiar um Dia, foi finalista do Prémio Leya, mas acabou por não vencer o mesmo.

O Coro dos Defuntos é um romance passado no final da década de 60, cujo foco é uma aldeia moribunda habitada pela última geração de pessoas que viveram no Portugal anterior ao 25 de abril. A história reflete as mudanças que se viram no país entre 1968 e 1974, misturando realidade e ficção. “Esta obra quis ser um retrato da cortina a abrir para o Portugal que temos hoje”, explicou o escritor.

O prémio Leya foi criado em 2008 e vai já na sua sétima edição. O seu objetivo é escolher um romance português, de entre as centenas que concorrem, e premiar o seu autor, não só com a publicação do mesmo, mas também com uma quantia de 100 mil euros. “Este é um prémio de prova cega, os originais vêm sob um pseudónimo, não sabemos quem são os autores”, diz Manuel Alegre, presidente do júri do Prémio Leya, ao realçar, também ele, a qualidade e o prestígio deste concurso.